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	<title>PPABerlin News   (Pindorama Press Agentur Berlin).  </title>
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	<description>Multimídia Press Service  - Jornalismo Independente  da Nijinski Arts Internacional e.V.. Jornalista responsável: Ras Adauto, dju/ ver.di Deutschland.</description>
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		<title>&#8220;A VOZ DA ÌNDIA&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Jun 2013 19:38:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ppab</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo e Media Independente pelos Direitos Humanos]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;A VOZ DA ÌNDIA&#8221; Durante a Cúpula dos Povos, no Rio+20, em junho do ano passado, fizemos uma longa entrevista com a líder indígena, escritora e professora Eliane Potiguara. Eliane tem um histórico de lutas no Brasil pelos Direitos Indígenas no país. Na entrevista Eliane faz um apanhado de sua história de vida, suas angústias, [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ppaberlin.com&#038;blog=7139519&#038;post=3273&#038;subd=ppaberlin&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;A VOZ DA ÌNDIA&#8221;</p>
<p>Durante a Cúpula dos Povos, no Rio+20, em junho do ano passado, fizemos uma longa entrevista com a líder indígena, escritora e professora Eliane Potiguara.</p>
<p>Eliane tem um histórico de lutas no Brasil pelos Direitos Indígenas no país.</p>
<p>Na entrevista Eliane faz um apanhado de sua história de vida, suas angústias, seus sonhos, desejos de igualdade e reconhecimento de seu povo no Brasil.</p>
<p>Enquanto isso, na Cúpula dos Povos e na antiga Aldeia Maracana, os parentes se movimentavam em suas reivindicacoes. E Eliane vai falando e os acontecimentos vao surgindo como se ela estivesse vendo, prevendo e apontando as trágicas situacoes que hoje, junho de 2013, estamos vivendo no Brasil. Como se fosse uma Voz profética e marcada pelos tons de vozes de seus antepassados e ancestrais nesses mais de 500 anos de sobrevivencia em uma nacao que nao quer que os povos originais sigam seus destinos em paz e em harmonia como sempre almejavam e almejam.</p>
<p>Com a palavra a Índia!</p>
<p>(Sobre Eliane Potiguara:</p>
<p>Eliane Lima dos Santos Potiguara (Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1950 -) é uma professora e escritora indígena brasileira, remanescente dos potiguaras. É Conselheira do Instituto Indígena de Propriedade Intelectual e Coordenadora da Rede de Escritores Indígenas na Internet, além de integrante da Rede Grumin de Mulheres Indígenas. Foi uma das 52 brasileiras indicadas para o projeto internacional &#8220;Mil Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz&#8221;.<br />
Biografia[editar]</p>
<p>Formada em Letras, licenciou-se em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Participou de vários seminários sobre Direitos Indígenas na Organização das Nações Unidas, em organizações governamentais e ONGs nacionais e internacionais.</p>
<p>Foi nomeada uma das &#8220;Dez Mulheres do Ano de 1988&#8243; pelo Conselho das Mulheres do Brasil, por ter criado a primeira organização de mulheres indígenas no país: o Grumin (Grupo Mulher-Educação Indígena), e por ter trabalhado pela educação e integração da mulher indígena no processo social, político e econômico no país e por ter trabalhado na elaboração da Constituição brasileira de 1988.</p>
<p>Com uma bolsa que conquistou da ASHOKA em 1989 (Empreendedores Sociais) e mais o seu salário de professora e o apoio de Betinho/IBASE e os recursos do Programa de Combate ao Racismo, (o mesmo que apoiava Nelson Mandela), pode prosseguir a sua luta, além de sustentar e cuidar de seus três filhos, hoje adultos.</p>
<p>Em 1990, foi a primeira mulher indígena a conseguir uma petição no 47º Congresso dos Índios Norte-Americanos, no Novo México, para ser apresentada às Nações Unidas. Neste Congresso reuniram-se mais de 1500 indígenas americanos. Desse modo, participou durante anos, da elaboração da &#8220;Declaração Universal dos Direitos Indígenas&#8221;, na ONU, em Genebra. Por esse trabalho recebeu, em 1996, o título de &#8220;Cidadania Internacional&#8221;, concedido pela organização filosófica Iraniana Baha&#8217;i, que milita pela implantação da Paz Mundial.</p>
<p>É defensora dos Direitos Humanos, tendo sido criadora do primeiro jornal indígena, de boletins conscientizadores e de uma cartilha de alfabetização indígena dentro do método Paulo Freire com o apoio da Unesco. Organizou em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, em 1991 um encontro com a participação de mais de 200 mulheres indígenas de várias regiões, tendo como convidados especiais a cantora Baby Consuelo e vários líderes indígenas internacionais. Organizou vários cursos referentes à Saúde e Diretos reprodutivos das mulheres indígenas e foi consultora de outros encontros sobre o tema.</p>
<p>Em 1992 foi co-fundadora/pensadora do Comitê Inter-Tribal 500 Anos (&#8220;kari-oka&#8221;), por ocasião da Conferência Mundial da ONU sobre Meio-Ambiente, junto com Marcos Terena, Idjarruri Karajá e muitos outros líderes indígenas do país, além de ter participado de dezenas de Assembléias indígenas em todo o Brasil.</p>
<p>Discutiu a questão dos Direitos Indígenas em vários fóruns nacionais e internacionais, governamentais e não governamentais, propondo diversas diretrizes e estratégias de ordem político-econômica, inclusive no fórum sobre o Plano Piloto para a Amazônia, em Luxemburgo, em 1999.</p>
<p>No final de 1992, por seu espírito de luta, traduzido na sua obra &#8220;A Terra é a Mãe do Índio&#8221;, foi premiada pelo Pen Club da Inglaterra, no mesmo momento em que Caco Barcelos (&#8220;Rota 66&#8243;) e ela estavam sendo citados na lista dos &#8220;Marcados para Morrer&#8221;, anunciados no Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão, em rede nacional, por terem denunciado esquemas duvidosos e violação dos direitos humanos e indígenas.</p>
<p>Em 1995, na China, no Tribunal das Histórias Não Contadas e Direitos Humanos das Mulheres/Conferência da ONU, narrou a história de sua família que emigrou das terras paraibanas na década de 1920 por ação violenta dos neo-colonizadores e as conseqüências físicas e morais desta violência à dignidade histórica de seu bisavô, avós e descendentes. Contou também o terror físico, moral e psicológico pelo qual passou ao buscar a verdade, além de sofrer abuso sexual, violência psicológica e humilhação por ser detida pela Polícia Federal por estar defendendo os povos indígenas, seus parentes, do racismo e exploração. O seu nome foi caluniado na imprensa do estado da Paraíba[carece de fontes].</p>
<p>No último governo foi Conselheira da Fundação Palmares/Minc, e &#8220;fellow&#8221; da organização internacional ASHOKA, dirigente do Grumin e membro do Women´s Writes World. Participou de 56 fóruns internacionais e para mais de 100 nacionais culminando na Conferência Mundial contra o Racismo na África do Sul, em 2001 e outro fórum sobre os Povos Indígenas em Paris, em 2004.</p>
<p>Integra o Comitê Consultivo do Projeto Mulher: 500 anos atrás dos panos, que culminou no Dicionário Mulheres do Brasil.</p>
<p>A sua mais recente obra é intitulada &#8220;Metade Cara, Metade Máscara&#8221; e aborda a questão indígena no Brasil. &#8211; Wikipedia)</p>
<p>sites:</p>
<p><a href="http://www.grumin.org.br/principal.htm" rel="nofollow">http://www.grumin.org.br/principal.htm</a></p>
<p><a href="http://www.elianepotiguara.org.br/home.html#.Ubd-Cj5AJZA" rel="nofollow">http://www.elianepotiguara.org.br/home.html#.Ubd-Cj5AJZA</a></p>
<p><a href="http://ppaberlin.files.wordpress.com/2013/06/home.png"><img class="alignnone size-large wp-image-3277" alt="home" src="http://ppaberlin.files.wordpress.com/2013/06/home.png?w=627&#038;h=412" width="627" height="412" /></a></p>
<p>Katharina La Henges/Ras Adauto</p>
<p>O Filme: &#8220;A VOZ DA ÌNDIA&#8221;</p>
<p>documentário, longa metragem</p>
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<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ppaberlin.wordpress.com/3273/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ppaberlin.wordpress.com/3273/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ppaberlin.com&#038;blog=7139519&#038;post=3273&#038;subd=ppaberlin&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" /><div><a href="http://ppaberlin.com/2013/06/11/a-voz-da-india/"><img alt="A Voz da Índia" src="http://videos.videopress.com/FBdNI9aW/a-voz-da-c3adndia_std.original.jpg" width="160" height="120" /></a></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>&#8220;Manifesto contra o preconceito institucionalizado do governo Dilma aos povos indígenas&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 07:43:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ppab</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo e Media Independente pelos Direitos Humanos]]></category>

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		<description><![CDATA[Está Parecendo Ditadura! O Governo Dilma nao está com o mínimo respeito sobre os Direitos das Nacoes Indígenas no País. Agora querem criminalizar institucionalmente e chamar de &#8220;invasores&#8221; as nacoes que estao em protestos contra as demandas que as estao ameacando por todo o Brasil. Estao assumindo com as nacoes indígenas situacao de Ditadura e [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ppaberlin.com&#038;blog=7139519&#038;post=3267&#038;subd=ppaberlin&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ppaberlin.files.wordpress.com/2013/05/800px-indians_of_northeastern_of_brazil_2.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-3264" alt="800px-Indians_of_northeastern_of_Brazil_(2)" src="http://ppaberlin.files.wordpress.com/2013/05/800px-indians_of_northeastern_of_brazil_2.jpg?w=627&#038;h=420" width="627" height="420" /></a></p>
<p>Está Parecendo Ditadura!</p>
<p>O Governo Dilma nao está com o mínimo respeito sobre os Direitos das Nacoes Indígenas no País. Agora querem criminalizar institucionalmente e chamar de &#8220;invasores&#8221; as nacoes que estao em protestos contra as demandas que as estao ameacando por todo o Brasil. Estao assumindo com as nacoes indígenas situacao de Ditadura e imposicao férrea e anti-democrática. E o que que a &#8220;Comissao da Verdade&#8221; e os Tribunais da Justica tem a verem com isso? &#8211; Ras Adauto.</p>
<p>foto wikipedia; índias do nordeste brasileiro.</p>
<p>*****************************************************************************************</p>
<div>
<div>URGENTE:&#8221;Manifesto contra o preconceito institucionalizado do governo Dilma aos povos indígenas&#8221;</p>
<p>Fonte da notícia: APIB &#8211; Articulação dos Povos Indígenas do Brasil</p>
<p>A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB vem por meio da presente, manifestar em primeiro lugar a sua profunda preocupação pela nota divulgada no dia 06 de maio, pela Secretaria Geral da Presidência da República, intitulada“ Esclarecimentos sobre a consulta aos Munduruku e a invasão de Belo Monte”, na qual o Estado Brasileiro, sob gerência do Governo da Presidente Dilma Rousseff, assume publicamente uma posição abertamente preconceituosa e discriminatória contra os povos indígenas do Brasil. Para o governo, os indígenas mobilizados contra a Usina Hidrelétrica de Belo Monte e contra o complexo hidrelétrico dos rios Tapajós e Teles Pires não são legítimos, daí que os chama de “autodenomidadas” ou “pretensas” lideranças. Curioso, mas quando era do interesse do governo o mesmo os recebeu como legítimos para negociações no Palácio do Planalto.</p>
<p>Evidentemente que esse ataque não é só contra os Munduruku, pois o neodesenvolvimentismo em curso atinge a todos os povos, os quais desde o governo Lula são tachados de obstáculos à implementação desse modelo, por se insurgirem, contra a sua lógica economicista, neocolonial e mercantilista, de ocupação de territórios, inclusive com o uso da força, de medidas repressivas, acompanhadas de campanhas enganosas e de descaracterização, como nos tempos da ditadura, outrora combatidos pelos hoje autores da nota governamental.</p>
<p>A APIB lamenta que o governo, que por mandato constitucional deveria zelar pelos direitos dos povos indígenas, se assuma hoje como o porta-voz das forças inimigas que almejam a extinção dos nossos povos, para destruírem nossos territórios e se apropriarem dos bens neles existentes preservados milenarmente pelos nossos ancestrais.</p>
<p>A nossa organização alerta ainda para os riscos desse tipo de pronunciamento que só vem legitimar o ódio, as ameaças e práticas de violência que os setores antiindígenas promovem contra as nossas comunidades e lideranças, atos que nos últimos dois anos tem se agravado em razão do respaldo legal que esse governo tem dado aos invasores dos territórios indígenas por meio de portarias e decretos inconstitucionais, destinados a desconstruir os direitos originários e facilitar a abertura desses territórios à exploração brutal dos neocolonizadores.</p>
<p>Ao contrário dos índios, que supostamente tem “se conduzido sem honestidade necessária a qualquer negociação”, foi o Governo Dilma, que assim agiu, pois enquanto estava em andamento o processo de regulamentação da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, que dispõe sobre o direito de consulta livre, previa e informada, sob comando da própria Secretaria Geral da Presidência, este publicou, em 17 de julho de 2012, a Portaria 303, que atenta frontalmente contra esse direito. O governo, então, contraditório como ninguém, não pode falar de honestidade.</p>
<p>Em função disso, até não ser revogada a tal Portaria, o movimento indígena se negou a fazer parte desse processo de regulamentação, que não foi, como disse o governo, totalmente transparente. Até porque o procedimento desconsidera a participação dos nossos povos já na fase de planejamento dos “programas de desenvolvimento regional e nacional”, conforme estabelece a 169, e não depois que os projetos foram aprovados.</p>
<p>Se a normatização não aconteceu, por conta dessa vergonhosa contradição, como é que o governo pretende fazer consultas aos povos indígenas, mesmo em caráter de laboratório? Ora, com os últimos pronunciamentos, o governo confirma a sua única pretensão ao querer regulamentar a Convenção 169 que é obter o consentimento dos povos e comunidades indígenas à implementação dos grandes empreendimentos nos seus territórios, mesmo que isso signifique a programação de sua morte física e cultural, danos e crimes contra o meio ambiente e a biodiversidade.</p>
<p>A acusação de que os indígenas se opõem aos empreendimentos simplesmente “porque estão envolvidos com o garimpo ilegal de ouro” é insincera e inaceitável, uma vez que tenta desqualificar a luta que todos os povos, incluindo os Munduruku, desenvolvem há séculos na defesa de seus territórios, a partir de uma cosmovisão peculiar de relação com a Mãe natureza e que os atuais tanques pensantes do Planalto já defenderam rigorosamente em outros tempos, quando militantes da causa indígena. Por outro lado, o governo quer justificar a sua inoperância na proteção das terras indígenas e na falta de capacidade ou de vontade de oferecer aos nossos povos condições de sustentabilidade. No mesmo processo de relação com o povo Munduruku essa deficiência ficou provada, pois depois das reuniões com o Secretário Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e seus notáveis auxiliares, foi prometido aos índios que nos seguintes dias o governo iria compensar os danos da Operação Eldorado, e apoiaria o plano da FUNAI de enviar uma equipe técnica para área com objetivo de pensar junto com os índios um programa de etnodesenvovilmento. Até hoje nada disso aconteceu. Pateticamente só se fala de consulta e da necessidade de fazer crescer o país – a qualquer custo, é claro. Se a prática do garimpo é ilegal e há envolvimento de indígenas com essa atividade, a responsabilidade é do Estado, que erroneamente quer resolver os problemas recorrendo a ilegalidades, como a não observância dos tratados internacionais, da Constituição Federal e o uso de medidas repressivas.</p>
<p>A APIB rechaça a pretensão do governo ou de seus representantes de se atribuírem a prerrogativa de dizer quem é ou não liderança legitima, pois com isso atenta mais uma vez contra o direito dos nossos povos e comunidades a exercerem a sua autonomia. É tristemente lamentável que o Governo Dilma tenha se configurado nos últimos tempos como um governo autoritário claramente alinhado aos interesses das classes que sempre dominaram e exploraram as maiorias deste país.</p>
<p>Brasília-DF, 07 de maio de 2013.</p>
<p>ARTICULAÇÃO DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL &#8211; APIB</p>
</div>
</div>
<div><a href="http://ppaberlin.files.wordpress.com/2013/05/apib.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3265" alt="apib" src="http://ppaberlin.files.wordpress.com/2013/05/apib.jpg?w=627"   /></a></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ppaberlin.wordpress.com/3267/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ppaberlin.wordpress.com/3267/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ppaberlin.com&#038;blog=7139519&#038;post=3267&#038;subd=ppaberlin&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>COMUNICADO DA COMUNIDADE GUARANI – KAIOWÁ DO TEKOHÁ PINDO ROKY/YEY’IKUE DE CAARAPÓ MATO GROSSO DO SUL</title>
		<link>http://ppaberlin.com/2013/04/19/comunicado-da-comunidade-guarani-kaiowa-do-tekoha-pindo-rokyyeyikue-de-caarapo-mato-grosso-do-sul/</link>
		<comments>http://ppaberlin.com/2013/04/19/comunicado-da-comunidade-guarani-kaiowa-do-tekoha-pindo-rokyyeyikue-de-caarapo-mato-grosso-do-sul/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 19 Apr 2013 13:23:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ppab</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo e Media Independente pelos Direitos Humanos]]></category>

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		<description><![CDATA[Faco também nossa essa mensagem dos Parentes KAIOWÁ DO TEKOHÁ PINDO ROKY/YEY’IKUE DE CAARAPÓ MATO GROSSO DO SUL, nesse &#8220;Dia de Luta e Vigília Indígena&#8221; COMUNICADO DA COMUNIDADE GUARANI – KAIOWÁ DO TEKOHÁ PINDO ROKY/YEY’IKUE DE CAARAPÓ MATO GROSSO DO SUL Por racismoambiental, 18/04/2013 17:06 Para: Presidente da República Dilma, presidente do Conselho Nacional da [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ppaberlin.com&#038;blog=7139519&#038;post=3255&#038;subd=ppaberlin&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ppaberlin.files.wordpress.com/2013/04/mulhereskaiiowas.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-3256" alt="mulhereskaiiowas" src="http://ppaberlin.files.wordpress.com/2013/04/mulhereskaiiowas.jpg?w=627&#038;h=417" width="627" height="417" /></a></p>
<p>Faco também nossa essa mensagem dos Parentes KAIOWÁ DO TEKOHÁ<br />
PINDO ROKY/YEY’IKUE DE CAARAPÓ MATO GROSSO DO SUL, nesse &#8220;Dia de Luta e Vigília Indígena&#8221;</p>
<p>COMUNICADO DA COMUNIDADE<br />
GUARANI – KAIOWÁ DO TEKOHÁ<br />
PINDO ROKY/YEY’IKUE DE CAARAPÓ<br />
MATO GROSSO DO SUL</p>
<p>Por racismoambiental, 18/04/2013 17:06<br />
Para: Presidente da República Dilma, presidente do Conselho Nacional da Justiça (CNJ), todos os juízes federais, todas as sociedades e Nações do planeta Terra</p>
<p>Senhores autoridades,</p>
<p>Nós milhares comunidades Guarani-Kaiowá reocupante da terra tekohá tradicional PINDO ROKY-Caarapo-MS, vimos através desta carta comunicar e encaminhar as nossas decisões definitivas às todas autoridades do Brasil e do Mundo.</p>
<p>No dia 12 de abril de 2013, ficamos sabendo que a juíza federal Raquel Domingues do Amaral da cidade de Dourados-MS mandou nós PARAR de nossa manifestação PÚBLICA pela JUSTIÇA E A JUÍZA FEDERAL EXPEDIU UMA ORDEM PARA NÓS SAIR daqui de nossa terra antiga PINDO ROKY onde estão enterrados os nossos antepassado, o último, NO DIA 18 DE FEVEREIRO DE 2013, enterramos aqui o DENILSON BARBOSA que foi assassinado pelo fazendeiro ORLANDINO BEZERRO CARNEIRO. Essa terra PINDO ROKY É NOSSA TERRA TRADICIONAL POR ISSO, HÁ DÉCADA, PEDIMOS A DEMARCAÇÃO PARA GOVERNO FEDERAL QUE DESDE 2008 ESTÁ EM ESTUDO DO GOVERNO FEDERAL.</p>
<p>Assim, desde 18 de fevereiro começamos a fazer manifestação pública aqui na tekoha PINDO ROKY, pedindo a justiça e prisão do assassino FAZENDEIRO, mas até os dias de hoje, não são e nem serão atendidos as nossas reivindicações pela justiça local do Mato Grosso do Sul, porém, no dia 12 de abril de 2013, saiu essa ordem de despejo DA JUSTIÇA FEDERAL, sobretudo uma ordem de genocídio oficial e mais violências formais da justiça federal de Dourados contra as nossas vidas Guarani-Kaiowá.</p>
<p>Além disso, a juíza federal Raquel Domingues do Amaral da cidade de Dourados-MS, mandou-nos exumar o DENILSON BARBOSA e levar longe do local enterrado, essa ordem é uma das mais injustiças, violência bárbaras e desumanas contra os espíritos dos cadáveres Guarani-Kaiowá E PROFUNDO DESRESPEITOS ÀS VIDAS DOS GUARANI-KAIOWÁ que foi ordenada pela juíza federal Raquel. A exumação do DENILSON é para ocorrer em dez (10) dias que vence no dia 22 de abril, justamente no dia de aniversário de invasão de nossos territórios tradicionais pelo PEDRO ALVARES CABRAL QUE COMPLETA 513 ANOS DE INVASÃO DE TERRAS INDÍGENAS E GENOCÍDIO GUARANI-KAIOWÁ.</p>
<p>A juíza federal Raquel, certamente com cheio de racismo e ódio profundo contra as sobrevivências indígenas e alimenta publicamente o genocídio, discriminação e ódio contra Guarani-Kaiowá, na sua decisão pedindo dinheiros para nós Guarani-Kaiowá, é para pagar a ela R$ 10.000,00 (dez mil reais por dia) que nos cobrará a partir do dia 22 de abril de 2013, depois de 513 da invasão do atual Brasil, claramente, nós Guarani-Kaiowá sobreviventes, teremos que pagar para o Governo e a Justiça do Brasil para sobreviver aqui em Mato Grosso do Sul. É ISSO?</p>
<p>COBRAR OS POVOS INDÍGENAS INJUSTIÇADOS, ISSO É JUSTIÇA?? NÓS GUARANI-KAIOWÁ TEMOS QUE PAGAR PARA SOBREVIVER EM NOSSAS PRÓPRIAS TERRAS TRADICIONAIS, É ISSO?? PERGUNTAMOS A TODOS (AS).</p>
<p>Em nosso entendimento, essa decisão da juíza federal Raquel Domingues é injustiça total, é genocídio, é incitação ao ÓDIO, RACISMO E DISCRIMINAÇÃO contra as vidas Guarani-Kaiowá. Sabemos que ao longo de 513 anos, para nós sobreviver hoje como povo nativo Guarani-Kaiowá, os nossos antepassados Guarani-Kaiowá já foram assassinados pelos fazendeiros e já derramaram milhares de litros sangue nessas terras tradicionais Guarani-Kaiowa. Hoje, sabemos muito bem que esses milhares dos cadáveres e ossos de nossos antepassados Guarani-Kaiowá estão embaixo da plantação de soja, milhos e cana de açúcar do sul de Mato Grosso do Sul.</p>
<p>Uma terra antiga dessa é aqui na tekoha PINDO ROKY terras tradicionais Guarani-Kaiowá em que foram derramados muitos sangues no passado recente; estão enterrados milhares dos cadáveres e os ossos Guarani-Kaiowá, por essa razão que NA TEKOHA PINDO ROKY, enterramos mais um Guarani-Kaiowá DENILSON BARBOSA aqui no dia 18 de fevereiro de 2013.</p>
<p>Desde 12 de abril de 2013 quando a juíza federal Raquel Domingues expediu a sua decisão, nós comunidades de TEKOHA PINDO ROKY, reunimos e avaliamos as várias solicitações da juíza federal Raquel. Nós sobreviventes Guarani-Kaiowá de PINDO ROKY e decidimos diante da ordem cruel da juíza federal Raquel de Dourados-MS.<br />
A princípio, decidimos com as vidas ou sem as vidas permanecer definitivamente aqui na TEKOHA PINDO ROKY e continuar a nossa manifestação pública contra as violências dos fazendeiros e da justiça do Mato Grosso do Sul, pedindo a prisão e punição ao assassino confesso Orlandino Carneiro.</p>
<p>Pedimos à juíza federal Raquel para enterrar os nossos cadáveres aqui perto do DENILSON BARBOSA, E NEM MORTOS NÃO VAMOS MAIS SAIR DA TEKOHA PINDO ROKY, QUE ASSASSINEM E ENTERREM-NOS TODOS AQUI NA TEKOHA PINDO ROKY, AQUI ESTÁ ENTERRADO O DENILSON BARBOSA E AQUI ESTÃO ENTERRADOS MILHARES GUARANI-KAIOWÁ, POR ESSA RAZÃO DECIDIMOS PERMANCER AQUI, VIVOS OU MORTOS JÁ ESTAMOS AQUI E FICAREMOS ENTERRADOS AQUI NA TEKOHA PINDO ROKY. NÃO TEMOS DINHEIROS PARA PAGAR À JUÍZA FEDERAL RAQUEL DOMINGUES.</p>
<p>NO PASSADO TINHAMOS VÁRIOS RECURSOS NATURAIS E TERRITÓRIOS IMENSOS QUE OS FAZENDEIROS TIRARAM DE NÓS. HOJE SÓ ÚNICO DE VALOR QUE TEMOS SÃO AS NOSSAS VIDAS, SÓ COM AS NOSSAS VIDAS PODEMOS PAGA-LA, QUEREMOS SOBREVIVER, POR ISSO LUTAMOS PELO PEDAÇO DE NOSSAS TERRAS TRADICONAIS, MAS SE JUSTIÇA FEDERAL E O GOVERNO BRASILEIRO CONSIDERA QUE NÓS GUARANI-KAIOWÁ NÃO DEVE MAIS SOBREVIVER NO MATO GROSSO DO SUL, ENTÃO, MANDEM MATAR TODOS NÓS GUARANI-KAIOWÁ. VIVOS SOFRIDOS OU MORTOS, OS NOSSOS CADAVERES E NOSSOS OSSOS ESTAREMOS SEMPRE NAS NOSSAS TEKOHA GUASU TRADICIONAIS GUARANI-KAIOWÁ NO SUL DE MS-BRASIL.</p>
<p>NESTE DIA DO ÍNDIO 19 DE ABRIL DE 2013, NÃO TEMOS NADA A COMEMORAR. DEPOIS DO DIA 22 DE ABRIL DE 2013 ESPERAMOS AS POLÍCIAS DA JUÍZA RAQUEL DA JUSTIÇA FEDERAL PARA NÓS MATAR E ENTERRAR AQUI NA TEKOHA PINDO ROKY-CAARAPÓ-MS-BRASIL, ESSA É A NOSSA DECISÃO DEFINITIVA QUE ENCAMINHAMOS A TODAS AS AUTORIDADES DO BRASIL E DO MUNDO.</p>
<p>ATENCIOSAMENTE,</p>
<p>TEKOHA GUASU PINDO ROKY, 18 DE ABRIL DE 2013.<br />
COMUNIDADES GUARANI-KAIOWÁ DE TEKOHA PINDO ROKY/TEY’I KUE-CAARAPO-MS.</p>
<p>Fonte: Heitor Karai Awá-Ruvixá Gonçalves</p>
<p>foto mulhereskayowá lianautinguassu: Lideranças Terena, Kadiwéu, Guarani Kaiowá e Guarani Ñandeva</p>
<p>foto2: COMITÊ INTERNACIONAL DE SOLIDARIEDADE AO POVO GUARANI e KAIOWÁ<br />
solidariedadeguaranikaiowa</p>
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<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ppaberlin.wordpress.com/3255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ppaberlin.wordpress.com/3255/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ppaberlin.com&#038;blog=7139519&#038;post=3255&#038;subd=ppaberlin&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Informativo do Conselho da Aty Guasu é para o governo federal, justiça federal, a todas as sociedades nacionais e internacionais.</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Apr 2013 17:52:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ppab</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo e Media Independente pelos Direitos Humanos]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160; foto: advivo Duas importantes mensagem do Conselho da Aty Guasu para conhecimento e informacao interancionais. Urgente! &#8211; Ras Adauto/ppaberlin. INFORMATIVO DO CONSELHO DA ATY GUASU GUARANI KAIOWÁ: TEKOHÁ SOBRERITO, SOB AMEAÇA DESDE A NOITE DE 7 DE ABRIL Por racismoambiental, 10/04/2013 06:00 Este informativo do conselho da Aty Guasu é para o governo [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ppaberlin.com&#038;blog=7139519&#038;post=3240&#038;subd=ppaberlin&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://ppaberlin.files.wordpress.com/2013/04/guarany.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-3243" alt="guarany" src="http://ppaberlin.files.wordpress.com/2013/04/guarany.jpg?w=627&#038;h=250" width="627" height="250" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>foto: advivo</p>
<p>Duas importantes mensagem do Conselho da Aty Guasu para conhecimento e informacao interancionais. Urgente! &#8211; Ras Adauto/ppaberlin.</p>
<p>INFORMATIVO DO CONSELHO DA ATY GUASU GUARANI KAIOWÁ: TEKOHÁ SOBRERITO, SOB AMEAÇA DESDE<br />
A NOITE DE 7 DE ABRIL</p>
<p>Por racismoambiental, 10/04/2013 06:00<br />
Este informativo do conselho da Aty Guasu é para o governo federal, justiça federal, a todas as sociedades nacionais e internacionais.<br />
Em primeiro lugar, vimos informar a todos (as) que, desde 07/04/2013, após a assembleia geral das mulheres Kuña Aty Guasu em Terra Indígena Sombrerito, as lideranças e professores da comunidade Guarani-Kaiowá da Terra Indígena Sombrerito-município de Sete Quedas-MS começam a sofrer a ameaça de morte pelos pistoleiros das fazendas localizada na faixa da fronteira seca do Brasil com Paraguai.</p>
<p>Desde o dia 07/04/2013 à noite, a casa da liderança e do professor da Terra Indígena Sombrerito foi cercada pelos homens armados das fazendas da região, querendo assassinar os líderes Guarani-Kaiowá.</p>
<p>No dia 08/04/2013 à noite, esses homens armados voltaram a procurar pelos líderes da comunidade indígena.<br />
Diante dessa ameaça de morte frequente da liderança e professor indígena, o fato foi comunicado a Polícia Federal que deve investigar o ataque e a ameaça de morte das lideranças e comunidades Guarani-Kaiowá de Sombrerito.<br />
Na Terra indígena Sombrerito, no dia 06 de junho de 2005, já foi assassinado o líder Guarani-Kaiowá Dorival Benites pelos pistoleiros das fazendas. Os autores e mandantes desse crime não foram punidos até hoje.</p>
<p>Importa lembrar que no dia 08 de março de 2013, na cidade de Sete Quedas, a organizações dos fazendeiros, prefeito e vereadores de Sete Quedas, de Tacuru e de Iguatemi realizaram a manifestação pública contra a reconhecimento das terras indígenas tradicionais Guarani-Kaiowá. Ao mesmo tempo, esses fazendeiros começaram, publicamente a propagar e alimentar o ódio, racismo e, sobretudo as violências contra as vidas dos Guarani-Kaiowá.</p>
<p>Alguns dos incitador intelectuais evidente de genocídio e violências contra as vidas dos Guarani-Kaiowá e funcionários públicos federais é o senhor Hilário Rosa e a senhora Roseli Rui que se autodenomina de antropólogo (a), essas duas pessoas são principais mentores de racismo, discriminação, genocídio e violências contra as vidas dos indígenas. Por isso, pedimos a todas as autoridades federais para investigar e punir rigorosamente esses mentores de violências contras as vidas indígenas.</p>
<p>De modos iguais, os prefeitos e vereadores do cone sul começaram a incitar publicamente o extermínio/ genocídio, racismo e violências contra os Guarani-Kaiowá, os atos e discursos públicos desses prefeitos revelam discriminação e racismo institucionais, alimentando as violências e o genocídio/extermínio dos Guarani-Kaiowá, por essa razão, solicitamos uma investigação pela polícia federa e punição aos prefeitos e vereadores envolvidos na incitação de discriminação, racismo, genocídio violências contra as vidas dos Guarani-Kaiowá.</p>
<p>No dia 05 de abril de 2013, a manifestação pública de incitação de racismo e discriminação dos fazendeiros e prefeitos contra os indígenas ocorreu na cidade de Tacuru. De modo similar, no dia 06 de abril de 2013 aconteceu na câmara dos vereadores da cidade Coronel Sapucaia-MS.</p>
<p>Em geral, observamos que no seio dessas manifestações públicas dos fazendeiros e políticos anti-indígenas somente são incitadas e estimuladas o racismo, violências, sobretudo o extermínio/genocídio Guarani-Kaiowá.<br />
Claramente, a mídia local está a serviço dos fazendeiros, divulgando os atos e discursos racistas, truculentos, criminosos e violentos dos mentores de violências contras as vidas dos Guarani-Kaiowá. Diante disso, pedimos a autoridades federais uma investigação rigorosa dos conteúdos publicados pela mídia local.</p>
<p>Por fim, queremos informar a todos os cidadãos (ãs) do Brasil e do mundo que as comunidades Guarani-Kaiowá das terras indígenas em conflito e dos acampamentos do cone sul de Mato Grosso do Sul recomeçam livremente a sofrer a ameaça de morte pelos pistoleiros das fazendas.</p>
<p>As lideranças e comunidades Terra Indígena Sombrerito-Sete Quedas neste momento estão sofrendo o cerco de pistoleiros. Visto que a Terra indígena Sombrerito, a mando da justiça e governo federal será demarcada fisicamente, neste final do mês de abril.</p>
<p>Além disso, na Terra Indígena Sombrerito, entre os dias 03 a 06 ocorreu a Kunhã Aty Guasu assembleia geral das Mulheres Guarani-Kaiowá.</p>
<p>No dia 07 de abril, após o encerramento da Aty Guasu Kunhã, os pistoleiros das fazendas chegaram à região e começam a cercar e ameaçar a casas das lideranças e professor. É muito claro que essas violências e a ameaça de morte das lideranças Guarani-Kaiowá foram e são incitadas na manifestação pública dos fazendeiros e políticos locais. Por isso solicitamos a autoridades uma investigação e punição exemplar aos incitadores de extermínio/genocídio Guarani-Kaiowá.<br />
Atenciosamente,</p>
<p>Tekohá Guasu Sombrerito, 09 de abril de 2013<br />
Conselho da Aty Guasu contra genocídio</p>
<p>****************************************************************************************************</p>
<p>KUÑANGUE GUARANI HÁ KAIOWÁ ATY GUASU IRUNDYHA<br />
TERRA INDÍGENA SOMBRERITO</p>
<p><a href="http://ppaberlin.files.wordpress.com/2013/04/foto10.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-3251" alt="foto10" src="http://ppaberlin.files.wordpress.com/2013/04/foto10.jpg?w=627&#038;h=418" width="627" height="418" /></a> foto: cimi</p>
<p>3 a 7 de abril de 2013</p>
<p><em>(…) a comunidade lembra a morte de Dorival Benites, liderança Guarani morto brutalmente na retomada da Terra Indígena Sombrerito no ano de 2005.<br />
</em><br />
Nós, mulheres do Conselho do Aty Guasu, Ñandesy, parteiras, agentes de saúde, professoras, jovens Guarani e Kaiowá de todas as aldeias e acampamentos, reunidas na terra indígena Sombrerito nos dias 3 a 7 de abril de 2013, por ocasião da KUNANGUE GUARANI HÁ KAIOWÁ ATY GUASU IRUNDYHA, juntamente com as lideranças Guarani e Kaiowá, representantes das mulheres Terena de Mãe Terra e aliados da causa indígena; todas nós realizamos mais uma vez um KUNHANGUE ATY, a Assembleia das mulheres indígenas Kaiowá e Guarani.</p>
<p>Viemos ao tekoha Sombrerito, no município de Sete Quedas, na região de fronteira entre Brasil e Paraguai – onde assassinatos, ameaças de comunidades e lideranças indígenas são constantes -, para discutirmos vários assuntos importantes para nosso povo, principalmente segurança, políticas sociais, sustentabilidade, violências contra mulheres e andamentos sobre o processo da terra.</p>
<p>O movimento das mulheres Kaiowá e Guarani tem sua história de luta marcada pela perda de lideranças indígenas que foram mortos na luta pelos nossos territórios. Juntamos-nos ao movimento indígena para a conquista de nossos territórios tradicionais, pois sem nosso tekoha não é possível tem uma educação escolar indígena específica e diferenciada; sem nosso tekoha não existe saúde indígena; sem nosso tekoha não teremos meio ambiente sustentável.</p>
<p>Com o canto sagrado das mulheres e o grito de nossos guerreiros, nossas falas vêm carregadas do sofrimento existente nas aldeias atuais e na retomadas. Sofrimento que aumenta quando lembramos de nossas terras sendo exploradas, desmatadas, de nossos rios sendo contaminados por venenos agrotóxicos e de nossas crianças crescendo nesse contexto de luta pela terra.</p>
<p>Reafirmamos novamente: nossas lideranças estão sendo mortas! Vivemos acampados e ameaçados diariamente por pistoleiros. Queremos segurança para nós mulheres e nossas crianças, idosas e toda acomunidade. Lutamos por nossa terra porque queremos nossa autonomia e desenvolvimento em equilíbrio com a mãe terra, fortalecendo nosso saber tradicional e nossa sustentabilidade. Com muitas dificuldades, levamos humildemente nossas vidas. Nossas crianças são nossas esperanças, por isso lutamos por nosso tekoha tradicional onde queremos viver dignamente de acordo com o bem viver. Mas hoje, estamos sendo discrimidos, humilhados, violentados de maneira bárbara pela política do Estado brasileiro e ações do governo estadual e municipal, por grande empreendimentos de empresas e fazendeiros.</p>
<p>Essas ações vem sistematicamente atingindo nossas comunidades desde os tempos de nossos acestrais, nossos bisavós (ôs), avô (ós), mães e pais, irmãos (ãs), filhos (as), com todo o povo kaiowá e guarani que lutam pelos direitos previstos na Consituitção Federal. Nosso direito sobre esse território é originário, ou seja, anterior a qualquer outro. Não admitimos mais negociar nossos direitos.</p>
<p>Os tekoha são nossos territórios tradicionais, e queremos que o atendimento que recebemos na saúde, educação e assistência seja realizado em todos os territórios, não importando se já estejam homologados ou não.</p>
<p>Não aguentamos mais esperar pela demarcação de nossas terras. A União e a Funai estão em dívida com o povo Guarani Kaiowá pois não concluiu a demarcação de nossos territórios. Mesmo as terras que já estão homologadas, o Supremo Tribunal Federal – STF suspendeu a homologação e há muitos anos esperamos uma decisão final. Queremos que o judiciário julgue os processos que estão parados, à espera de julgamento. Por conta dessa morosidade, não podemos entrar em nossa terra, o que tem gerado a falta de alimentação, precariedade no atendimento a saúde. Não há educação específica e diferenciada, e estamos ameaçados de morte diretamente por parte de pistoleiros dos fazendeiros e seguranças privadas dos proprietários. A Força Nacional e a Polícia Federal precisam de ampliação; seus agentes devem estar preparados para trabalhar com a comunidade indígena, porque as equipes atuais não são suficientes para fazer segurança às lideranças indígenas. A Polícia Militar e Polícia Civil também devem atuar nas áreas, mas sempre sob o acompanhamento da Funai e do Ministério Público Federal.</p>
<p>SAÚDE: Queremos atendimento a saúde da mulher indígena. Muitas pessoas estão morrendo diante da morosidade do atendimento à saúde indígena. Falta atendimento específico em nossa comunidade, pessoas preparadas para atender o índio. Muitas vezes, só temos remédio ou condução para o hospital quando temos condições de pagar nós mesmos por eles. Alguns pólos-base, como o de Paranhos, tem uma cota muito baixa de combustível para os veículos e ambulâncias. É preciso aumentar essa verba onde hoje ela é completamente insuficiente. Ainda, o combustível não deveria ser transportado por nós mesmos, fato que já foi denunciado pelo Ministério Público Federal.</p>
<p>O atendimento emergencial no tekoha Sombrerito é um bom exemplo do nosso problema. Aqui, somos atendidas por uma única ambulância, que tem apenas um motorista, e que fica num polo-base em outro município (Iguatemi). Esse polo-base, e essa mesma ambulância, antendem outras quatro aldeias, que ficam no mínimo 50km de distância uma das outras, em estradas bastante precárias. Ainda, lideranças de Sombrerito denunciam que uma verba de 85 mil reais, conquistada pela própria comunidade, enviada ‘a prefeitura de Sete Quedas e que deveria ser destinada a saúde do tekoha Sombrerito, além de um veículo, estariam sendo negociados entre a prefeitura municipal e o pólo-base de Iguatemi. Nem o Sombrerito, nem nenhum outro tekoha podem pagar a conta dos problemas de gestão e falta de verba das estruturas públicas de atendimento à saúde. Reivindicamos que a verba permaneça no município de Sete Quedas, para uso da comunidade.</p>
<p>Exigimos também que os tekoha que fiquem muito distantes dos polos-base tenham uma ambulância e motorista próprio que fique integralmente na aldeia. Quando a Funasa foi extinta e foi criada a Sesai, esperava-se o fim da burocracia e da necessidade de autorização de Brasília para o uso das verbas da saúde indígena. Mas essa agilidade não veio.</p>
<p>Também, apontamos nossa preocupação com o concurso previsto para os servidores da saúde indígena. Será que nós indígenas vamos ter como competir com um branco nesse concurso? Nós queremos um concurso diferenciado entre indígenas e não indígenas. Exigimos que seja garantida a permanência dos funcionários que sejam avaliados positivamente pela comunidade, através do conselho local e do Aty Guasu e APIB. Tudo quem deve decidir é a comunidade e o movimento indígena. Tem que fazer valer a força.</p>
<p>Queremos um concurso para aumentar a participação indígena e a qualidade do nosso trabalho da saúde, e não para eliminar os funcionários indígenas. Também, queremos mais formação para esses servidores.</p>
<p>Algumas vezes, quando procuramos prefeitos ou servidores municipais, somos informados de que os governos estadual ou federal “cortaram” verbas e até medicamentos para os indígenas. Queremos saber quem são os verdadeiros responsáveis pelo abandono que sofremos em relação a isso.</p>
<p>Mais uma vez, nós mulheres e lideranças pedimos, através do Aty Guasu, quer um direito básico de qualquer brasileiro seja garantido: o de termos acesso a tirarmos nossa documentação pessoal. Sem os documentos RG E CPF, nao conseguimos matricular nossas crianças na escola ou receber atendimento na saúde. A Funai tem de garantir o processo de emissão de ducumentos na própria terra indígena, e coibir a cobrança indevida.</p>
<p><strong>Exigimos o afastamento do Coordenador geral da Sesai do Mato Grosso do Sul, Nelson Carmelo Salazar, e do coordenador estadual do Condise MS, Fernando Souza. Ambos nunca apareceram nas aldeias – tanto no Pantanal quanto no cone-sul -, não consultam os conselhos locais, conselhereiros do Condise ou o movimento indígena e tomam suas decisões apenas entre si, em diálogo com políticos locais.</strong> Exigimos que o governo realize permanentemente consultas na base indígena antes de indicar coordenadores da Sesai MS, e que o Conselho nos ouça no processo de eleição de sua coordenação. Reforçamos, também, o óbvio: esses coordenadores e instituições devem estar presentes nas áreas; e que todas as consultas, pré-conferências e conferencias de base devem ser feitas NAS ALDEIAS, e não na cidade.</p>
<p><strong>Queremos saber porque o funcionário envolvido com a morte de Nízio Gomes nao foi indiciado. Denunciamos também a contratação de um motorsta da Funai recentemente contratado e trabalha região da fronteira com Paraguai que é neto de fazendeiro e está passando informação para os latifundiários.</strong></p>
<p>Queremos ser consultados sobre a contratação de qualquer funcionário tercerizado para trabalhar com nós indígenas. Queremos a volta dos Postos Indígenas que foram desativados, dentro da área, com servidores que morem na comunidade e, caso nao seja indígena, que seja contratado um intérprete, do nosso povo.</p>
<p>POLÍTICOS: os prefeitos de Mato Grosso do Sul esqueceram que existe uma comunidade indígena que também vota, e que as pessoas merecem ser tratadas como seres humanos. Os municípios recebem recursos específicos para atender comunidades indígenas na área da saúde, educação, assitência social e saneamento básico, mas, essa distribuição das verbas não esta acontecendo nos tekoha Guarani e Kaiowá. Os acampamentos, aldeias as comunidades estão completamente abandonados. Por isso, exigimos que os prefeitos municipais cumpram seu dever, respeitando e atendendo as demandas das comunidades indígenas que estão em suas áreas de abrangência. Já cansamos de ser valorizados somente na hora de eleição municipais, pois as promessas e o compromisso feito pelos candidatos nunca foram cumpridos. Continuam as nossas necessidades, dificuldades e sofrimentos, como sempre. Muitos prefeitos são decladamente contra a demarcação de nosso tekoha.</p>
<p>Estamos cansados de sermos chamados de sujos e fedidos por alguns profissionais da saúde e da educação. É necessário que a Justiça e o governo combatam esse racismo que sofremos, criando campanhas de conscientização e punindo os servidores que ajam com preconceito.</p>
<p>Queremos transparência: exigimos a prestação de contas de todas as verbas destinadas e relacionadas aos indígenas, seja na saúde, educação, Funai, Sesai, assistência em geral etc..</p>
<p><strong>Nossos representantes legítimos são os indígenas que vem do movimento indígena. Vereadores e deputados, indígenas ou não-indígenas, não nos representam. Alguns, inclusive, sequer referendam a luta organizada pela demarcação das nossas terras. Por isso, nós, mulheres e lideranças organizadas no Aty Guasu, somos contra a criação de uma associação de parlamentares que se pretende representar nós Guarani e Kaiowá.</strong></p>
<p><strong>Em hipótese alguma aceitaremos a entrada de nenhum tipo de empresa, fazendeiro ou arrendatário em nosso território para explorar gado, lavouras de cana, soja ou qualquer tipo de monocultura.</strong></p>
<p><strong>Qualquer organização que queira falar em nome do Aty Guasu deve consultar seus membros – não apenas algumas lideranças.</strong> Nesse sentido, o Aty Guasu exige a prestação de contas das organizações Tribunal Popular de São Paulo e Comitê Internacional de Solidariedade Guarani Kaiowá que, sem consultar a totalidade do Aty Guasu, pediu dinheiro em nome de nossa organização. E reforçamos que nós não pedimos dinheiro. Nós lutamos pela demarcação de nosso território tradicional.</p>
<p><strong>IMPUNIDADE: Queremos a condenação dos executores e mandantes das lideranças mortas: Professores Genivaldo Vera, Rolindo Vera, Marcos Veron, Teodoro Ricardi, Xurite Lopes, Ortiz Lopes, Rosalino Lopes, Dorival Benites, Dorvalino Rocha, Nisio Gomes, Denilson Barbosa, entre outros. Não aceitamos mais a impunidade. Enquanto nossas lideranças e crianças são mortas e nossas familias sofrem com a violência, os assassinos e fazendeiros mandantes ficam no conforto da impunidade. Queremos que a Justiça Federal e Polícia Federal devem assumir a investigação sobre os assassinatos dessas e outras lideranças.</strong></p>
<p>Relembramos também, no município de Miranda, região do Pantanal, o ataque de fazendeiros a um ônibus de estudantes Terena, em 2010, no contexto da luta pela terra. O veículo cheio de alunos foi incendiado. Dezenas de pessoas ficaram feridas e uma jovem indígena morreu. O crime continua impune. Este e outros ataques que as mulheres e o povo Terena sofrem nos fazem entender que a luta das mulheres Guarani e Kaiowá é a mesma luta das mulheres Terena. Por isso, dizemos que nós lutamos todas juntas, Terena e Kaiowá e Guarani. Somos povos diferentes, mas nossa dor é a mesma. E por isso, nossa luta também é a mesma.</p>
<p><strong>Repudiamos as proposições do Poder legislativo, tal como a PEC 215, onde o poder legislativo pretende usurpar a competência da União em demarcar nossas terras tradicionais. O Projeto de lei n. 1.610 que pretende liberar a mineração em nossas terras. A Constituição Federal nos garante o usufruto exclusivo de nossas terras, não aceitamos o governo e outras empresas explorar nossas riquezas de maneira inadequada, destruíndo nossa natureza. Repudiamos novamente a Portaria n. 303 da AGU que de maneira descarada adota condicionantes flagrantemente inconstitucionais, violando nossos direitos conquistados com muita luta.</strong></p>
<p>Sabemos que o sofrimento e a violência do povo indígenas Kaiowa e Guarani é histórica, mas já chegou no ponto de dizer chega de atrocidade, perversidade, morosidade em todos os sentidos contra indígenas inocente. Vamos cada vez mais se organizar e exigir o nosso direito dos Poderes legislativo, executivo e judiciário. Queremos que seja respeitados o que garante nossa Constituição Federal.</p>
<p>Tekoha Sombrerito, Sete Quedas, 6 de abril de 2013</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ppaberlin.wordpress.com/3240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ppaberlin.wordpress.com/3240/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ppaberlin.com&#038;blog=7139519&#038;post=3240&#038;subd=ppaberlin&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Governo federal monta nova operação de guerra contra o povo Munduruku</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Mar 2013 18:09:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ppab</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo e Media Independente pelos Direitos Humanos]]></category>

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		<description><![CDATA[foto: amazoniapublica/tapajos De acordo com o Cimi, &#8220;em plena Semana Santa, Cristo segue seu calvário e é crucificado junto com os Munduruku&#8221;; na foto, Adenilson Kirixi assassinado pela PF em novembro 27/03/2013 do Cimi Depois de sofrer ataque da Polícia Federal em novembro de 2012, durante a Operação Eldorado, que resultou no assassinato do indígena Adenilson [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ppaberlin.com&#038;blog=7139519&#038;post=3228&#038;subd=ppaberlin&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ppaberlin.files.wordpress.com/2013/03/mvi_1047.jpeg"><img class="alignnone size-large wp-image-3229" alt="MVI_1047" src="http://ppaberlin.files.wordpress.com/2013/03/mvi_1047.jpeg?w=627&#038;h=352" width="627" height="352" /></a></p>
<p><em>foto: amazoniapublica/tapajos</em></p>
<p>De acordo com o Cimi, &#8220;em plena Semana Santa, Cristo segue seu calvário e é crucificado junto com os Munduruku&#8221;; na foto, Adenilson Kirixi assassinado pela PF em novembro</p>
<p><em>27/03/2013</em></p>
<p><em><a href="http://www.cimi.org.br/site/pt-br/?system=news&amp;conteudo_id=6781&amp;action=read" target="_blank">do Cimi</a></em></p>
<p>Depois de sofrer ataque da Polícia Federal em novembro de 2012, durante a Operação Eldorado, que resultou no assassinato do indígena Adenilson Kirixi e na destruição da aldeia Teles Pires, o povo Munduruku, que vive na divisa do Pará com o Mato Grosso, está prestes a sofrer mais um violento ataque policial e militar. De acordo com informações de observadores locais, cerca de 250 homens fortemente armados estão posicionados em Itaituba (PA) para a realização da agora denominada Operação Tapajós.</p>
<p>Após receber sinal verde da presidenta Dilma Rousseff, um contingente com agentes da PF, Força Nacional, Polícia Rodoviária Federal e Força Aérea foi deslocado para as proximidades da Terra Indígena Munduruku com o objetivo de realizar &#8211; à força &#8211; o estudo integrado de impactos ambientais para a construção do chamado Complexo Hidrelétrico do Tapajós.</p>
<p><a href="http://ppaberlin.files.wordpress.com/2013/03/forc3a7a-nacional.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3235" alt="força nacional" src="http://ppaberlin.files.wordpress.com/2013/03/forc3a7a-nacional.jpg?w=627"   /></a></p>
<p><em>foto: blogquartopoder</em></p>
<p>Há alguns anos o povo Munduruku vem se posicionando firmemente contra qualquer empreendimento envolvendo o referido Complexo Hidrelétrico em suas terras já demarcadas ou tradicionalmente ocupadas. Os procuradores da República que denunciaram à Justiça Federal de Santarém a flagrante ilegalidade da Operação Tapajós são os mesmos que investigam os danos da Operação Eldorado; dizem temer por uma repetição do deplorável episódio. Afirmam os procuradores que o clima é de tensão.</p>
<p>Entre os dias 18 e 23 de fevereiro, 20 lideranças Munduruku estiveram em Brasília para cobrar reparações dos danos causados pela Operação Eldorado e, apesar da insistência do governo, se negaram a discutir a construção de usinas hidrelétricas. Na ocasião, o ministro Gilberto Carvalho afirmou que a negativa dos indígenas era ruim para o governo, mas ficaria ruim também para eles, Munduruku. No dia 12 de março, a presidenta Dilma Rousseff baixou o decreto nº 7.957 – que cria o Gabinete Permanente de Gestão Integrada para a Proteção do Meio Ambiente, regulamenta a atuação das Forças Armadas na proteção ambiental e altera o Decreto nº 5.289, de 29 de novembro de 2004.</p>
<p>Com esse decreto, “de caráter preventivo ou repressivo”, foi criada a Companhia de Operações Ambientais da Força Nacional de Segurança Pública, tendo como uma de suas atribuições “prestar auxílio à realização de levantamentos e laudos técnicos sobre impactos ambientais negativos”. Na prática isso significa a criação de instrumento estatal para reprimir toda e qualquer ação de comunidades tradicionais, povos indígenas e outros segmentos populacionais que se posicionem contra empreendimentos que impactem seus territórios.</p>
<p><a href="http://ppaberlin.files.wordpress.com/2013/03/mundukuru-assembleia.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-3232" alt="mundukuru-assembleia" src="http://ppaberlin.files.wordpress.com/2013/03/mundukuru-assembleia.jpg?w=627&#038;h=940" width="627" height="940" /></a></p>
<p><em>foto: cimi</em></p>
<p>Com essas medidas, o governo federal demonstra claramente que não está disposto a ouvir as populações afetadas pelos grandes projetos, a exemplo das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Substitui os instrumentos legais de escuta às comunidades &#8211; como a consulta prévia assegurada pela Convenção 169 da OIT &#8211; pela força repressora do Estado e transforma os conflitos socioambientais em casos de intervenção militar. Dessa forma, os direitos dos povos passam a ser tratados como crimes contra a ”ordem pública”, caminhando para um Estado de Exceção.</p>
<p>Essas ações do governo brasileiro confirmam a tese apresentada pelo sociólogo Boaventura de Sousa Santos quando afirma que atualmente vivemos em sociedades politicamente democráticas, mas socialmente fascistas, onde toda dissidência é criminalizada.</p>
<p>Em plena Semana Santa, Cristo segue seu calvário e é crucificado junto com os Munduruku e os demais povos indígenas no Brasil.</p>
<p><a href="http://ppaberlin.files.wordpress.com/2013/03/munduruku_2.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-3230" alt="Munduruku_2" src="http://ppaberlin.files.wordpress.com/2013/03/munduruku_2.jpg?w=627&#038;h=470" width="627" height="470" /></a></p>
<p>CARTA DO POVO MUNDURUKU<br />
Nós! Caciques, lideranças e guerreiros do povo Munduruku sempre lutamos e continuaremos lutando em defesa de nossas florestas, nossos rios, e de nosso território pois é de nossa mãe natureza que tiramos tudo que precisamos para sobreviver, mas o governo que devia nos proteger, vem mandando seu exército assassino para nos ameaçar e invadir nossas aldeias, ultimamente nosso povo vem sendo desrespeitado vem sendo, ameaçado por um  governo  ditador que vem ameaçando e  matando nosso povo, usando suas forças armadas como se os povos indígenas fossem terroristas ou bandidos.</p>
<p>Nós, povo Munduruku, repudiamos essa maneira ditadora da presidenta que governa o País. Não aceitamos que policias entrem em nossas terras sem a nossa autorização para qualquer tipo de operação. É um povo especial! Um povo que já existia muito antes deles chegarem aqui, nessa terra onde chamam de Brasil. Brasil é a nossa terra! Somos nós os verdadeiros brasileiros.</p>
<p>Essa semana o governo brasileiro mandou 250 policiais para garantir a força os estudos das hidrelétricas nas nossas terras.</p>
<p>Hoje pela manhã foi decidido na sede da FUNAI em ITAITUBA que 60 homens da Força Nacional irão para a Aldeia sawre muybu, cumprir o decreto expedido pela Presidenta da Republica do dia 12 de março, é uma Aldeia com 132 Indígenas. Estamos muitos preocupados porque há 4 meses atrás numa operação chamada Eldorado foi morto um parente e vários ficaram feridos inclusive crianças, jovens e idosos, na Aldeia Teles Pires.</p>
<p>O governo marcou uma reunião para dia 10 de abril para falar dessa operação. Mas uma vez esse governo está quebrando acordo com o povo Munduruku, por isso não queremos mais reunir com esse governo até que ele pare com essa ação contra a decisão do nosso povo. Pedimos a ajuda do Ministério Publico Federal, para nos ajudar a resolver esses problemas sem que haja mais mortes. Pois não ficaremos de braços cruzados vendo tamanho desrespeito com nosso povo e nosso território.</p>
<p>Povo Munduruku</p>
<p>Jacareacanga, 27 de março de 2013</p>
<div></div>
<p><em>Conselho Indigenista Missionário – Cimi</em></p>
<p><em>Todas as reportagens do <strong>Brasil de Fato</strong> podem ser reproduzidas por qualquer veículo de comunicação, desde que citada a fonte e mantida a íntegra do material.</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ppaberlin.wordpress.com/3228/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ppaberlin.wordpress.com/3228/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ppaberlin.com&#038;blog=7139519&#038;post=3228&#038;subd=ppaberlin&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>ÍNDIOS GUARANI KAIOWÁ RECLAMAM DO STF NÃO JULGAR SEUS DIREITOS, BENEFICIANDO LATIFUNDIÁRIOS DE MS</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Mar 2013 13:44:36 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Jornalismo e Media Independente pelos Direitos Humanos]]></category>

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		<description><![CDATA[Continua a Resistencia Guarani Kaiówá no Pais: &#8220;ÍNDIOS GUARANI KAIOWÁ RECLAMAM DO STF NÃO JULGAR SEUS DIREITOS, BENEFICIANDO LATIFUNDIÁRIOS DE MS&#8221; foto divulgacao Comissão de lideranças Guarani Kaiowá e Terena, povos do Mato Grosso do Sul, estiveram em Brasília (DF) durante esta semana para cobrar autoridades sobre os processos de demarcação e homologação de terras [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ppaberlin.com&#038;blog=7139519&#038;post=3149&#038;subd=ppaberlin&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Continua a Resistencia Guarani Kaiówá no Pais: &#8220;ÍNDIOS GUARANI KAIOWÁ RECLAMAM DO STF NÃO JULGAR SEUS DIREITOS, BENEFICIANDO LATIFUNDIÁRIOS DE MS&#8221;</p>
<p><a href="http://ppaberlin.files.wordpress.com/2013/03/cimi.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3150" alt="cimi" src="http://ppaberlin.files.wordpress.com/2013/03/cimi.jpg?w=627"   /></a><br />
foto divulgacao</p>
<p>Comissão de lideranças Guarani Kaiowá e Terena, povos do Mato Grosso do Sul, estiveram em Brasília (DF) durante esta semana para cobrar autoridades sobre os processos de demarcação e homologação de terras indígenas, além de segurança para as comunidades que permanecem em áreas tradicionais retomadas de latifundiários.</p>
<p>A agenda contou com reuniões na 6ª Câmara de Coordenação Revisão da Procuradoria Geral da República (PGR), Fundação Nacional do Índio (Funai) e com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.</p>
<p>Porém, é no Supremo Tribunal Federal (STF) que os indígenas dizem estar um dos principais gargalos da questão.</p>
<p>“Existem processos de terras indígenas parados lá (STF) há 15 anos. Nesse meio tempo nosso povo morre assassinado, alcoólatra e se suicidando. Fora as terras que estão homologadas pela Presidência da República e ainda a gente vê o sangue indígena correr”, afirmou Otoniel Guarani Kaiowá.</p>
<p>No Supremo encontram-se dez processos envolvendo a questão fundiária de terras indígenas localizadas no estado do Mato Grosso do Sul. Quase a metade é de suspensão de processos administrativos da Funai. O ministro Marco Aurélio Mello responde pela metade do total das relatorias. Há ainda suspensões de decretos presidenciais.</p>
<p>Gilmar Mendes deu liminar relâmpago, no recesso do STF, tirando 90% de área indígena homologada por Lula</p>
<p>Um dos casos mais emblemáticos é o da Terra Indígena Arroio Korá, encravada no município de Paranhos (MS), cone sul do estado. Homologada em 21 de dezembro de 2009 pelo então presidente Lula, teve liminar – pedindo a suspensão do ato &#8211; deferida pelo ministro Gilmar Mendes oito dias depois, em meio ao recesso do STF.</p>
<p>Desde então o processo encontra-se parado. Por determinação de Mendes, 126 famílias passaram a viver em 700 hectares – de um total de 7205 hectares homologados. No início de setembro do ano passado, cerca de 500 Guarani Kaiowá e Ñandeva começaram a retomar áreas do tekohá– lugar onde se é – Arroio Korá.</p>
<p>De acordo com os relatos dos indígenas, um adulto desapareceu e uma criança morreu em decorrência de um dos ataques dos pistoleiros. Numa das carta-denúncia divulgada pela comunidade e conselho Aty Guasu, os indígenas relataram que o fazendeiro Luiz Bezerra disse, na presença da polícia, que não iria parar de atacar os índios, pois derramaria muito sangue para sair das terras.</p>
<p>Enquanto o processo está na gaveta do STF há 15 anos, pistoleiros terrorizam índios para ocupar suas terras</p>
<p>Outro caso é o do tekohá Takuara, cujo processo há 15 anos está no STF. Ládio Veron afirmou que a comunidade nunca deixou de ser ameaçada pelos fazendeiros e lembrou do pai, Marcos Veron, assassinado em 2003. “A cana tem mais valor que a Constituição? Precisamos das nossas terras para parar o sofrimento”, declarou Veron.</p>
<p>Entre os Terena, o processo da Terra Indígena Cachoeirinha, com processo administrativo – realizado em 1982 &#8211; suspenso, a situação é de confinamento. Em 2011, um ônibus escolar tomado por crianças indígenas foi atacado com bombas incendiárias por capangas de fazendeiros. Uma indígena morreu em decorrência das queimaduras, deixando quatro filhos.</p>
<p>Associação, Cimi e Funai pedem a Joaquim Barbosa celeridade no julgamento</p>
<p>A Associação de Juízes para a Democracia (AJD) e o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), por intermédio da campanha Eu Apoio a Causa Indígena!, solicitaram ao presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, celeridade no julgamento destes e dos demais processos.</p>
<p>Na última terça-feira, 12, a presidenta da Funai, Marta Azevedo, se reuniu com Barbosa para fazer o mesmo pedido. Alçada ao cargo no ano passado, Marta herdou, além destes processos, um termo de Ajustamento de Conduta (TAC), de 2007, assinado entre a Funai e o MPF, que determinava a demarcação das terras no MS. Em dezembro de 2012, o TAC perdeu a validade sem ser cumprido.</p>
<p>Apuração dos assassinatos</p>
<p>Em 16 de fevereiro de 2013, Denílson Barbosa Guarani Kaiowá (<a href="http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fwww.ihu.unisinos.br%2Fnoticias%2F518132-cimi-divulga-nota-sobre-o-assassinato-do-guarani-kaiowa-denilson-barbosa-e-as-investigacoes&amp;h=SAQEo1vbg&amp;s=1" target="_blank" rel="nofollow nofollow">http://www.ihu.unisinos.br/noticias/518132-cimi-divulga-nota-sobre-o-assassinato-do-guarani-kaiowa-denilson-barbosa-e-as-investigacoes</a>), de 15 anos, foi assassinado enquanto ia pescar com mais dois outros indígenas. O crime ocorreu em Caarapó (MS) e o fazendeiro Orlandino Gonçalves Carneiro entregou-se para a Polícia Civil como o autor do disparo que matou o jovem.</p>
<p>Entretanto, de acordo com o relato das duas testemunhas, Denílson foi seguro por três homens, que depois de vários xingamentos o executaram. O corpo foi levado para longe da fazenda Santa Helena, latifúndio onde ocorreu o assassinato e que incide sobre o tekohá Pindo Roky. Cerca de 500 indígenas retomaram a área.</p>
<p>Durante encontro com a subprocuradora-geral da República Gilda Pereira de Carvalho, as lideranças indígenas solicitaram o deslocamento de competência da investigação da morte de Denílson e de outros assassinatos ainda sem resolução. “Algumas mortes ocorrem na retomada, por isso queremos também segurança”, disse Oriel Benites.</p>
<p>Integrante do Conselho Intercontinental do Povo Guarani &#8211; Brasil, Paraguai, Argentina e Bolívia, Oriel destacou que o povo Guarani e Kaiowá continuará realizando retomadas para garantir os territórios tradicionais. A subprocuradora Gilda garantiu que irá oficiar os órgãos competentes para que respeitem a Constituição e demarquem as terras. (Com informações do CIMI)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ppaberlin.wordpress.com/3149/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ppaberlin.wordpress.com/3149/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ppaberlin.com&#038;blog=7139519&#038;post=3149&#038;subd=ppaberlin&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Brasil na Feira do Livro de Frankfurt 2013.</title>
		<link>http://ppaberlin.com/2013/03/10/brasil-na-feira-do-livro-de-frankfurt-2013/</link>
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		<pubDate>Sun, 10 Mar 2013 11:21:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ppab</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo e Media Independente pelos Direitos Humanos]]></category>

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		<description><![CDATA[O Brasil será o país homenageado na Feira do Livro de Frankfurt em 2013! A Feira acontece entre os dias 9 e 13 de outubro de 2013. A iniciativa faz parte do ano Brasil-Alemanha que comecou esse ano 2013 e vai até o ano que vem. Muitas atracoes e eventos acontecerao tanto no Brasil quanto [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ppaberlin.com&#038;blog=7139519&#038;post=3145&#038;subd=ppaberlin&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div>
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<div id="id_513c6a08e02a25f90617764"><a href="http://ppaberlin.files.wordpress.com/2013/03/feira-frankfurt-2013.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3146" alt="Feira Frankfurt 2013" src="http://ppaberlin.files.wordpress.com/2013/03/feira-frankfurt-2013.jpg?w=627"   /></a></p>
<p>O Brasil será o país homenageado na Feira do Livro de Frankfurt em 2013! A Feira acontece entre os dias 9 e 13 de outubro de 2013.</p>
<p>A iniciativa faz parte do ano Brasil-Alemanha que comecou esse ano 2013 e vai até o ano que vem. Muitas atracoes e eventos acontecerao tanto no Brasil quanto na Alemanha em razao dos intercambios oficiais.</p>
<p>“Brazil in Every Word” será o mote da participação brasileira na Feira do Livro de 2013 como convidado de honra: “Um país cheio de vozes e de permanente recriação cultural.”</p>
<p>A comitiva brasileira em Frankfurt será constituída por pelo menos 70 escritores de diferentes gêneros e regiões brasileiras nas áreas de ficção e não-ficção, incluindo autores de literatura infantil e juvenil e de livros técnicos, científicos e profissionais. A programação brasileira na Alemanha terá início em março, com a presença de escritores brasileiros no festival de literatura Leipzig Buchmesse e depois segue até outubro, quando acontece a feira.</p>
<p>O grupo de curadores literários é composto pelo crítico Manuel da Costa Pinto, pela professora de literatura Maria Antonieta Cunha, diretora de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas da Fundação Biblioteca Nacional, e Antônio Martinelli, do Sesc-SP. Além do Ministério de Relações Exteriores e de instituições pertencentes ao Ministério da Cultura, como a Fundação Biblioteca Nacional e a Funarte, integram o comitê organizador entidades do livro, leitura e literatura, além de instituições da sociedade civil brasileira.</p>
<p>Resta saber se a literatura indígena e a literatura afro-brasileira estarao presentes no evento, marcando essa tal diversidade  da sua cultura, como estao alegando no projeto. É ver pra quer e/ou é ver pra ler. E se levarao também autores/autoras indígenas e afro-brasileir@s para os debates e apresentacoes, pois sempre os tais representantes e escritores/as brasileir@s quando vem nesses eventos por aqui sao sempre brancos/as. Temos que mudar esse disco, para falarmos realmente da nossa &#8220;diversidade da cultura&#8221;.</p>
<p>Ras Adauto<br />
diretamente de Berlin<br />
PPABerlin<br />
********************************************</p>
<p><em><strong>&#8220;Brasil quer levar a Frankfurt a diversidade da sua cultura</strong></em></p>
<p>“Brazil in Every Word” será o mote da participação brasileira na Feira do Livro de 2013 como convidado de honra: “Um país cheio de vozes e de permanente recriação cultural.”</p>
<p>FRANKFURT AM MAIN. Mostrar ao mundo do livro a diversidade, a exuberância e a riqueza da produção cultural brasileira, e como isso se materializa numa literatura de qualidade, local e universal, que quer se fazer cada vez mais presente e acessível aos leitores de todo o planeta. Esse é o grande desafio a que se propõe o Brasil às vésperas de assumir, pela segunda vez (a primeira foi em 1994), o bastão de país homenageado em 2013 pela tradicional Feira do Livro de Frankfurt.</p>
<p>O Ministério da Cultura do Brasil – que anunciou investimentos de US$ 35 milhões até 2020 em suas políticas de internacionalização do livro brasileiro para garantir a continuidade das ações depois de 2013 – vai destinar US$ 10 milhões para a organização da programação brasileira na homenagem do próximo ano. “O Brasil quer mostrar a riqueza da sua produção cultural para o mundo”, afirma a ministra da Cultura, Marta Suplicy.</p>
<p>A comitiva brasileira em Frankfurt no próximo ano será constituída por pelo menos 70 escritores de diferentes gêneros e regiões brasileiras nas áreas de ficção e não-ficção, incluindo autores de literatura infantil e juvenil e de livros técnicos, científicos e profissionais. A programação brasileira na Alemanha terá início em março, com a presença de escritores brasileiros no festival de literatura Leipzig Buchmesse e depois segue até outubro, quando acontece a feira.</p>
<p>O comitê formado por dirigentes do governo federal e entidades da área dividiu a participação do Brasil em três eixos principais: a produção literária nacional, a cultura brasileira em suas várias linguagens e a dimensão econômica do negócio do livro.</p>
<p>“Este é um momento especial para o Brasil, que desperta a atenção do mundo porque conquistou a estabilidade democrática e econômica e está enfrentando e vencendo seus grandes desafios sociais”, afirma o presidente do Comitê Organizador, Galeno Amorim.</p>
<p>“E nada melhor do que a cultura e a literatura para mostrar o Brasil e os brasileiros ao mundo”, acrescenta ele, que também dirige a Fundação Biblioteca Nacional do Brasil.</p>
<p>Além dos festivais literários de toda a Alemanha que contarão com autores brasileiros, a presença do país vai se materializar na cidade de Frankfurt em três frentes. Uma delas será o Pavilhão Brasil, um espaço de 2.500 metros quadrados dentro da Feira do Livro de Frankfurt, onde vão acontecer importantes exposições – uma das quais sobre os livros brasileiros publicados no exterior – e onde será montado um auditório. No local, também será criado um espaço gastronômico. A cenografia será realizada por Daniela Thomas e Fábio Tassara.</p>
<p>Outro espaço considerado estratégico será o estande coletivo das editoras brasileiras no Centro de Convenções de Frankfurt, que deve ser duas vezes maior que o de 2012, que já cresceu este ano para 330 metros quadrados. A terceira frente de participação se dará nos diferentes espaços culturais na cidade. Já são 13 confirmados, entre eles os principais museus, centros culturais e importantes instituições alemãs, como a Biblioteca Nacional de Frankfurt. Nesses locais, serão realizadas exposições, festivais de cinema e teatro, literatura, música e arte popular, além de leituras. Toda a programação está sendo organizada pela Fundação Nacional de Artes (Funarte).</p>
<p>Ampliar a presença dos livros e dos autores brasileiros no exterior é também uma importante meta. A Fundação Biblioteca Nacional estima o apoio à tradução de 200 a 250 obras no período compreendido entre o anúncio da escolha do Brasil como país homenageado, em 2010, e outubro de 2013.</p>
<p>O grupo de curadores literários é composto pelo crítico Manuel da Costa Pinto, pela professora de literatura Maria Antonieta Cunha, diretora de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas da Fundação Biblioteca Nacional, e Antônio Martinelli, do Sesc-SP. Além do Ministério de Relações Exteriores e de instituições pertencentes ao Ministério da Cultura, como a Fundação Biblioteca Nacional e a Funarte, integram o comitê organizador entidades do livro, leitura e literatura, além de instituições da sociedade civil brasileira.<br />
O país dá uma amostra de 2013 com inúmeros eventos na Feira do Livro de Frankfurt 2012 e na cidade, com a presença de 11 autores.&#8221;</p>
<p>Exposições e programação paralela em importantes espaços culturais</p>
<p>Além do Pavilhão Brasil e de uma intensa agenda literária, pelo menos 13 espaços vão abrigar mostras, música, cinema, teatro e cultura popular</p>
<p>Concerto de abertura será na Alte Oper [Antigo Teatro de Ópera]</p>
<p>Biblioteca Nacional Alemã em Frankfurt (Deutsche Nationalbibliothek Frankfurt) vai exibir exposição sobre o exílio alemães no Brasil durante a Segunda Guerra</p>
<p>O calendário cultural paralelo, organizado pela Fundação Nacional de Artes (Funarte), começará bem antes do início da Feira do Livro, que acontece em outubro. Já a partir de março escritores brasileiros vão participar das principais feiras de livros e leituras públicas em diversas regiões da Alemanha. A noite de gala, na abertura da Feira do Livro de Frankfurt em 2013, em 8 de outubro, contará com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) e o renomado pianista Nelson Freire.</p>
<p>Além do Pavilhão do Brasil na Feira, também organizado pela Funarte, um dos destaques será a exposição no Deutsche Nationalbibliothek Frankfurt [Biblioteca Nacional Alemã em Frankfurt], sobre o exílio dos alemães no Brasil por causa da Segunda Guerra, o intercâmbio cultural e a influência que intelectuais dos dois países tiveram uns sobre os outros nesse período. A mostra depois será exibida na Biblioteca Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Presença nos museus</p>
<p>Cinco museus de Frankfurt organizarão exposições de arte brasileira, de obras de designers brasileiros e de arquitetura brasileira. A Schirn Kunsthalle [Galeria de Arte Schirn] exibirá a diversidade da arte grafiteira do Brasil. A exposição mostra pela primeira vez na Alemanha obras de grafiteiros brasileiros (Outono/2013). Instalações artísticas do Brasil também estarão expostas na galeria (Outubro/2013 a Janeiro/2014).</p>
<p>O MMK Museum für Moderne Kunst [Museu de Arte Moderna de Frankfurt] dedica uma mostra a Hélio Oiticica, um dos mais importantes representantes brasileiros do neoconstrutivismo. Outras obras de Oiticica estarão à mostra no Palmengarten [Jardim das Palmeiras] (Outubro/2013).</p>
<p>A arte do design no Brasil será o foco do Museum für Angewandte Kunst (MAK) [Museu de Artes Aplicadas]. O museu terá uma exposição individual de Alexandre Wollner, um dos pioneiros do design visual. O museu oferece ainda uma série de conferências de designers brasileiros e workshops variados (Setembro/2013 a janeiro/2014). Na galeria Portikus planeja-se a intervenção de um jovem artista brasileiro.</p>
<p>O Deutsche Architekturmuseum (DAM) [Museu de Arquitetura Alemã] apresentará, em parceria com o Instituto Tomie Ohtake e com Fernando Serapião, editor da revista brasileira de arquitetura Monolito, uma exposição sobre novos e promissores arquitetos brasileiros (setembro/2013 a janeiro/2014).</p>
<p>Brasilianische Stationen [Estações brasileiras]<br />
Sob o título Brasilianische Stationen [Estações brasileiras] será realizada uma série de eventos culturais em diferentes instituições de Frankfurt. Eles terão início com a Museumfest [Festa dos museus] em agosto. Haverá um festival de música, entre outros eventos.</p>
<p>Nas semanas seguintes, serão realizadas sessões de leitura, peças de teatro, apresentações de dança, exibições de filmes, performances e eventos direcionados para o público infantil. Entre as estações da viagem brasileira por Frankfurt incluem-se a Alte Oper, a Brotfabrik, o Bockenheimer Depot, o Deutsches Filmmuseum, o Hessischer Rundfunk, a Künstlerhaus Mousonturm e a Schauspiel Frankfurt. O programa está sendo organizado em parceria com as equipes brasileiras em Frankfurt e no Brasil, e com os diretores e coordenadores das instituições alemãs.</p>
<p>Os Espacos</p>
<p>1: Alte Oper [Antigo Teatro de Ópera]<br />
Noite de Gala: OSESP e Nelson Freire, Mostra de Música Popular Brasileira<br />
A Ópera de Frankfurt foi inaugurada em 1880, sendo quase totalmente destruida na segunda guerra mundial e reinaugurada em 1981. O complexo contém duas salas de espetáculo a Sala Grande (2.000 lugares aproximadamente) e a Sala Mozart (600 lugares) . Serão realizadas: a cerimônia da noite de gala, em 8 de outubro de 2013, um concerto com a OSESP e Nelson Freire; bem como dois outros shows que comporão a Mostra Música Popular Brasileira.</p>
<p>2: Museumsuferfest (Festa dos Museus)</p>
<p>Shows de Música em parceria com a hr, rádio e TV estatal<br />
Acontecimento cultural que envolve todos os museus e rádios da cidade &#8211; ocorre todos os anos em agosto – nas margens do Rio Meno. Desde o ano passado, o país convidado de honra da Feira do Livro utiliza esse grande evento popular para o “lançamento” e um aquecimento inicial para Feira do Livro. Realizaremos shows de música em parceria com a hr, rádio e TV estatal, bem como performances e projeções de artemídia.</p>
<p>3: MMK Museum für Moderne Kunst [Museu de Arte Moderna de Frankfurt]</p>
<p>Exposição: Hélio Oiticica – Museu é Mundo<br />
O Museu de Arte Moderna foi construído pelo arquiteto austríaco Hollein, prêmio Prizker de arquitetura. A Diretora do Museu, Sr. Gaensheimer, reconhecida internacionalmente, foi a curadora do Pavilhão da Alemanha na Bienal de Veneza em 2011, premiada na ocasião com o Leão de Ouro. Será novamente a Diretora do Pavilhão da Alemanha na Bienal de Veneza em 2013. A exposição terá obras internas e três grandes obras externas – que serão apresentadas no Palmengarten.</p>
<p>4: Künstlerhaus Mousonturm<br />
Atividades: Performaces + Artes Visuais + Dança Contemporânea + VídeoArte + Música Experimetal + Teatro Contemporâneo<br />
De todos os Centros Culturais, este é o que desenvolve uma programação mais experimental e conceitual, focado exclusivamente em mostrar trabalhos atuais de artistas independentes e coletivos das áreas de teatro, dança e performance, bem como as posições selecionadas as artes visuais e música. Teremos 15 dias da agenda desse conceituado e badalado centro cultural na Alemanha, com trabalhos de performance, dança contemporânea, teatro e música alternativa e experimental.</p>
<p>5: Bockenheimer Depot</p>
<p>Atividades: Dança, música, teatro e performances<br />
Antigo armazém de bondinhos que foi totalmente reestruturado. Tem uma arquitetura bela e marcante. Espaço cultural propício tanto para eventos e espetáculos em pé ou com arquibancadas, que podem ser dispostas da forma solicitada. Lugar ideal para dança, música, teatro e performances. A programação vai começar no sábado da Feira de Livro de Frankfurt e terminar uma semana depois de encerrada a Feira.</p>
<p>6: Deutsches Filmmuseum</p>
<p>Mostra de Cinema Brasileiro: Filmes históriocos e contemporãneos<br />
O Museu do Cinema também é sede do Arquivo Nacional de Filmes e tem como diretora a Sra. Dillmann. A casa foi totalmente renovada e reaberto há pouco tempo. Pretendem fazer um Festival de Filmes Brasileiros, acompanhado de palestras e debates. O cinema tem 131 lugares.</p>
<p>7: Hessischer Rundfunk<br />
Mostra de Música Brasileira<br />
Estatal de comunição do estado de Hessen, forte no rádio, mas que também conta com um canal de televisão pequeno. Dentro da hr tem a hr2 especializada em Worldmusic, que seria o parceiro do Brasil num caso de cooperação. Dois shows na quinta e sexta-feiras seguintes ao final de semana da Festa dos Museus (Museumsuferfest), sendo o primeiro um trabalho em parceria com a Big Band da instituição e o dia seguinte livre de escolha. Realizaremos também um trabalho conjunto no palco desta rádio durante a Festa dos Museus (Museumsuferfest).</p>
<p>8: Palmengarten</p>
<p>Exposição: Hélio Oiticica – Museu é Mundo<br />
Mostra de Música Brasileira<br />
Mostra de Programação para Crianças (Música, Dança, Teatro de Animação e Narração de Histórias)<br />
Jardim das Palmeiras criado em 1868 com belíssimas áreas de lazer, com grande flutuação de público em todas as faixas etárias. Além dos pavilhões de plantas, conta com uma concha acústica onde realizam shows e concertos, além de um anfiteatro e um teatro de 199 lugares, o Papageno Theater. Nesse parque, apresentaremos os trabalhos externos do Hélio Oiticica, bem como parte dos shows de uma Mostra de Música Brasileira e uma Mostra de Programação para Crianças.</p>
<p>9: Schirn Kunsthalle [Galeria de Arte Schirn]</p>
<p>Exposição: A experiência brasileira &#8211; dos anos 60 até os dias de hoje<br />
Exposição: Graffiti Brasileiro<br />
Uma das instituições dirigidas por Max Hollein, diretor de três grandes instituições em Frankfurt: Museu Städel, Schirn Kunsthalle e Liebig Haus. O Schirn Kunsthalle é sem dúvida um dos museus de maior importância na Alemanha. Neste, realizaremos duas grandes exposiçães: A experiência brasileira &#8211; dos anos 60 até os dias de hoje e Graffiti Brasileiro, esta, acontecerá tanto nas dependências do Museus, como em muros e prédios de toda a cidade de Frankfurt.</p>
<p>10: Museum für Angewandte Kunst (MAK) [Museu de Artes Aplicadas].</p>
<p>Exposição: Alexandre Wollner<br />
Museu de Artes Aplicadas (MAK), tem como diretor desde de o início de 2012 Matthias Wagner K, que foi responsável pela programação cultural da Islândia na Feira do Livro de 2011. A linha curatorial se concentra principalmente em design. O curador geral desse instituição, Sr. Klaus Klemp, é grande conhecedor de design brasileiro e pretende apresentar um exposição sobre Alexandre Wollner na época da Feira.</p>
<p>11: Portikus e Escola de Belas Artes Städel</p>
<p>Site-specific com um jovem artista das artes visuais brasileiras<br />
O Portikus é um museu, espaço/galeria de exposições de arte contemporânea, tanto de artistas renomados, como de jovem descobertas internacionais. É ligado à Städelschule (Escola Städel de Belas Artes), que vem formando nos últimos anos grandes artistas e arquitetos internacionamente reconhecidos. Ambos são dirigidos pelo Nikolaus Hirsch.</p>
<p>12: Deutsches Architekturmuseum (DAM) [Museu de Arquitetura Alemã]</p>
<p>O Museu de Arquitetura Alemã (DAM) irá apresentar uma exposição sobre novos promissores arquitetos brasileiros, num projeto em parceria com a Fundação Tomie Ohtake e o editor chefe da revista Monolito, Fernando Serapião. O projeto consiste em selecionar 8 escritórios emergentes, que irão mostrar em Frankfurt no DAM dois dos seus projetos &#8211; de setembro de 2013 a janeiro de 2014-. Além disso, terá uma tiragem especial da revista Monólito em inglês e português sobre o projeto e os escritórios<br />
escolhidos.</p>
<p>13: Biblioteca Nacional Alemã</p>
<p>A Biblioteca Nacional Alemã é o órgão bicentenário responsável pelo depósito legal e, portanto, armazena todas as publicações impressas e também digitais com edição na Alemanha. Tendo sido fundada em Leipzig em 1812, recebeu uma nova sede em Frankfurt em 1947 para a Alemanha Ocidental. Hoje, depoisn da unificação, a Biblioteca tem duas sedes nestas cidades.-</p>
<p>Informaca completAa em: <a href="http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fwww.brazil13frankfurtbookfair.com%2Fpo%2Fbrasil-em-frankfurt.html&amp;h=IAQFG3JfW&amp;s=1" target="_blank" rel="nofollow nofollow">http://www.brazil13frankfurtbookfair.com/po/brasil-em-frankfurt.html</a><br />
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		<item>
		<title>Para fortalecer a luta contra Belo Monte, caciques kayapo recusam 4,5 milhões da Eletrobras</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Mar 2013 16:01:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ppab</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo e Media Independente pelos Direitos Humanos]]></category>

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		<description><![CDATA[A Resistencia Kaiapó contra Belo Monte!  Publicado em 06 de março de 2013 Lideranças de 26 comunidades mebengôkre/kayapó das terras indígenas Kayapó, Badjonkôre, Menkragnoti e Las Casas, no Pará, se reuniram nos dias 4 e 5 de março na cidade de Tucumã para discutir sobre as ofertas de recursos da Eletrobrás para o povo kayapó. A [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ppaberlin.com&#038;blog=7139519&#038;post=3134&#038;subd=ppaberlin&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://ppaberlin.files.wordpress.com/2013/03/xinhu.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3135" alt="xinhu" src="http://ppaberlin.files.wordpress.com/2013/03/xinhu.jpg?w=627"   /></a></em></p>
<p><em>A Resistencia Kaiapó contra Belo Monte! </em></p>
<p><em id="__mceDel"><br />
Publicado em 06 de março de 2013</em></p>
<p>Lideranças de 26 comunidades mebengôkre/kayapó das terras indígenas Kayapó, Badjonkôre, Menkragnoti e Las Casas, no Pará, se reuniram nos dias 4 e 5 de março na cidade de Tucumã para discutir sobre as ofertas de recursos da Eletrobrás para o povo kayapó.</p>
<p>A luta do povo kayapó contra Belo Monte representa historicamente um dos maiores obstáculos à construção da usina. Entretanto, por estarem suas terras a 500 km a montante da usina, os kayapo não foram incluídos no Plano Basico Ambiental para mitigação de impactos da obra.</p>
<p>Se concluída, Belo Monte, que já é a obra mais cara do país (estimada em r$ 31 bilhões), precisará de novos barramentos à montante para justificar tamanho investimento, garantindo água a suas turbinas durante a estação seca. Entretanto, sempre que questionados pelos kayapó sobre os planos do governo de barramentos planejados para o Xingu, representantes do setor elétrico se ampararam na frágil resolução de no 05 do Conselho Nacional de Política Energética de 03 de setembro de 2009, que determina que o potencial hidroenergético a ser explorado no rio Xingu será somente aquele situado entre a sede urbana do município de Altamira e a sua foz. Mas sabemos que basta uma nova reunião deste conselho para que esta resolução seja alterada.</p>
<p>A oferta de milhões de reais aos kayapó, uma clara tentativa de semear a desunião e enfraquecer a luta deste povo contra Belo Monte era a preparação do terreno para as próximas barragens planejadas para o Xingu. Dizendo tratar-se de linhas de projetos de seu setor de responsabiloidade social, sem qualquer relação com a obra em construção, a empresa conseguiu, num primeiro momento, convencer os grupos kayapó do estado do Pará a aceitarem a oferta, algo em torno de 18 milhões para serem gastos em projetos durante 4 anos.</p>
<p>As aldeias kayapó do Mato Grosso (Ti Kapoto Jarina), sob a liderança de Raoni Metuktire e Megaron Txucarramãe, sempre negaram enfaticamente este apoio, o que gerou conflitos com os grupos kayapó do Pará, que a princípio aceitaram os recursos oferecidos. Entretanto, ontem, dia 5 de março, caciques de 26 aldeias do Pará, predominatemente da margem leste do rio do Xingu, representadas pela ‘Associação Floresta Protegida’ (Afp), resolveram que também não vão aceitar mais nenhum recurso da eletrobras. A breve carta à eletrobrás diz o seguinte:</p>
<p>“Senhores da Eletrobrás,</p>
<p>A palavra de vocês não vale nada. Acabou a conversa. Nós mebengôkre/kayapó não queremos nem mais um real do dinheiro sujo de vocês. Não aceitamos Belo Monte e nenhuma barragem no Xingu. Nosso rio não tem preço, os peixes que comemos não tem preço, a alegria dos nossos netos não tem preço. Não vamos parar de lutar, em Altamira, em Brasília, no Supremo Tribunal Federal. O Xingu é nossa casa e vocês não são bem vindos.”<br />
Para esta decisão pesaram seguidos descumprimentos dos acordos estabelecidos pela eletrobrás com os kayapó e, principalmente, a evidente relação do apoio oferecido com as intenções do governo de aproveitar o potencial hidroelétrico do rio Xingu.<br />
Para os kayapó a palavra vale muito. A breve parceria entre a Eletrobrás e AFP teve fim nos projetos ditos “emergencias” executados em 2012, no valor de r$ 1,5 milhão. os projetos de médio-longo prazo, no valor de 4,5 milhões ao longo de 3 anos, foram recusados por todas as aldeias representadas pela AFP, em um dia histórico de reuniões que culminaram em discursos efusivos e emocionados dos caciques, exaltando o valor da cultura e do território kayapó. Todos os caciques, sem exceção, quiseram falar: “nós não queremos esse dinheiro, não precisamos dele”. Os caciques perceberam que a Eletrobrás e o governo não têm palavra, e não se conversa nem se estabelece acordos com quem não tem palavra. Recusando a parceria com a Eletrobrás os kayapó se fortalecem na luta pela vida do rio Xingu.</p>
<p>Xingu Vivo</p>
<h4 id="watch-headline-title">Um Histórico; &#8220;Índios caiapós reivindicam demarcação na área indígena no Xingu&#8221;</h4>
<span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='420' height='315' src='http://www.youtube.com/embed/H2tBzxt5cJM?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ppaberlin.wordpress.com/3134/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ppaberlin.wordpress.com/3134/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ppaberlin.com&#038;blog=7139519&#038;post=3134&#038;subd=ppaberlin&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Indígenas querem o afastamento de delegados da Polícia Federal</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Feb 2013 16:21:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ppab</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo e Media Independente pelos Direitos Humanos]]></category>

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		<description><![CDATA[fotopib : kadiwéu redacao fevereiro 26, 2013 0 Em carta, eles pedem que o governo federal interceda imediatamente e de maneira enérgica com um plano de segurança para os povos indígenas no Mato Grosso do Sul *Via Brasil de Fato  Lideranças indígenas Terena, Kadiwéu, Guarani Kaiowá e Guarani Ñandeva entregaram uma carta na segunda-feira (25) [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ppaberlin.com&#038;blog=7139519&#038;post=3130&#038;subd=ppaberlin&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div>
<h1><a href="http://ppaberlin.files.wordpress.com/2013/02/kadiweu_3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3131" alt="kadiweu_3" src="http://ppaberlin.files.wordpress.com/2013/02/kadiweu_3.jpg?w=627&#038;h=834" width="627" height="834" /></a></h1>
<p>fotopib : kadiwéu</p></div>
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<div>redacao fevereiro 26, 2013 <a title="Comentário para Indígenas querem o afastamento de delegados da Polícia Federal" href="http://www.virusplanetario.net/indigenas-querem-o-afastamento-de-delegados-da-policia-federal/#respond">0</a></div>
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<div><em>Em carta, <a id="_GPLITA_0" title="Click to Continue &gt; by Browse to Save" href="http://www.virusplanetario.net/indigenas-querem-o-afastamento-de-delegados-da-policia-federal/#">eles</a> pedem que o governo federal interceda imediatamente e de maneira enérgica com um plano de segurança para os povos indígenas no Mato Grosso do Sul</em></div>
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<p><em>*Via Brasil de Fato </em></p>
<p>Lideranças indígenas Terena, Kadiwéu, Guarani Kaiowá e Guarani Ñandeva entregaram uma carta na segunda-feira (25) à ministra da Secretaria dos Direitos Humanos (SDH), Maria do Rosário, durante encontro em Campo Grande (MS).</p>
<p>Endereçada ao governo federal, o documento pede o afastamento dos delegados da Polícia Federal de Dourados, Chang Fan e Fernando José Parizoto. Segundo os indígenas, os servidores possuem comportamento declaradamente anti-indígena e preconceituoso, e dizem que temem represálias e perseguições por parte dos dois.</p>
<p>Os indígenas também querem que o governo federal interceda imediatamente e de maneira enérgica com um plano de segurança para os povos indígenas no Mato Grosso do Sul. Confira abaixo a carta na íntegra.</p>
<p><em><strong> Carta dos povos indígenas do Mato Grosso do Sul ao Governo Federal</strong></em></p>
<p><em>Nós, representantes dos povos indígenas, caciques e lideranças Guarani Ñandeva, Guarani Kaiowá, Terena e Kadiwéu, representantes do Conselho do Povo Terena, Conselho do Aty Guasu, do Conselho Continental da Nação Guarani (CCNG), Conselho Nacional de Educação Escolar Indígen da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) reunidos em Campo Grande, vimos a público exigir que o Governo Federal interceda imediatamente de maneira enérgica com um plano de segurança para os povos indígens no Mato Grosso do Sul.</em></p>
<p><em>No último período, as comunidades indígenas da região sofreram ataques inaceitáveis. Os Kadiwéu, cuja terra indígena foi demarcada há mais de 100 anos e homologada há quase 30, tem ao menos 23 fazendas incidindo sobre seu território. No segundo semestre do ano passado, a Polícia Federal realizou reintegrações de posse na área em função de uma liminar da Justiça Federal concedida a fazendeiros. Neste contexto, ameaças e ataques de pistoleiros contra lideranças indígenas foram e são recorrentes.</em></p>
<p><em>Em janeiro, famílias Terena da terra indígena Buriti, com 17 mil hectares declarados como território tradicional indígena em 2010 pelo Ministério da Justiça, mas apenas 2 mil ocupados, sofreram ataques de jagunços de fazendeiros. Os conflitos advém da morosidade do Estado em promover a demarcação física dos limites da terra e os sucessivos passos para a homologação do território.</em></p>
<p><em>As violências constantes contra os povos Guarani e Kaiowá revelam na dor do nosso povo a incapacidade do governo de demarcar nossas terras e de proteger nossas comunidades. Somente esse ano foram contabilizados ao menos 10 ataques de pistoleiros e fazendeiros contra acampamentos indígenas, culminando na execução do jovem Kaiowá Denilson Barbosa, de 15 anos, do tekoha Tey’ikue, em Caarapó, cujo assassino é o confesso proprietário de uma fazenda vizinha à aldeia.</em></p>
<p><em>Além da perseguição de fazendeiros, seguranças e jagunços, também sofremos quando há envolvimento da polícia civil e militar – via de regra comprometida com o latifúndio. Também sofremos o descaso e a difamação nos veículos da grande imprensa local que está a serviço dos fazendeiros e do agronegócio no Mato Grosso do Sul. Estamos cercados, em todos os sentidos.</em></p>
<p><em>Exigimos que todos os casos relacionados a direitos indígenas sejam tratados, investigados e julgados pela Justiça Federal e Polícia Federal. Exigimos que o Governo Federal garanta a segurança plena de nossas comunidades indígenas em situação de conflito devido a luta por seus direitos constitucionais.</em></p>
<p><em>Denunciamos, também, o comportamento declaramente anti-indígena e preconceituoso dos delegados da Polícia Federal de Dourados Chang Fan e Fernando José Parizoto. Após o assassinato de Denilson e os sucessivos ataques de fazendeiros sofridos pela comunidade do Tey’ikue, lideranças Guarani e Kaiowá foram a Dourados discutir um planejamento emergencial de segurança para a comunidade com a PF. Na presença da Fundação Nacional do Índio, o delegado Fernando Parizoto, de forma arrogante e autoritária, negou aos indígenas o auxílio da Polícia, retrucando que os equivocados nessa história eram os próprios Guarani e Kaiowá que, segundo ele, haviam invadido propriedade privada e seriam investigados por isso. Por temermos mais represálias, perseguições e ambos não terem sensibilidade e clareza para lidar com a questão indígena, exigimos que o Governo Federal os afaste do cargo.</em></p>
<p><em>A tudo isso, somam-se os ataques anteriores e toda a violência a qual fomos historicamente submetidos e que resultaram em mortes, empobrecimentos, perda de território e de identidade – quadros que são reforçados quando, na prática, governos ignoram nossas demandas.</em></p>
<p><em>Por fim, não nos resta outra alternativa a não ser reafirmar a carta de Pyelito Kue. Estamos preparados para morrer em nossas terras. Não vamos desistir nunca. Vamos retoma-lás uma a uma, fazendo nossa autodemarcação. Basta de impunidade, de fazendeiros assassinos andando à luz do dia, enquanto na terra se abre mais uma cova, que destruiu os sonhos de mais um jovem indígena.</em></p>
<p><em>Num contexto em que as comunidades e lideranças ameaçadas, mesmo as que estão sob proteção de programas de governo, não tem segurança; em que todos os nossos assassinos e expropriadores continuam impunes; em que não temos acesso à água, comida, saúde, escola e terra; nós exigimos Justiça. Nossos filhos não podem sofrer como nós já sofremos.</em></p>
<p><em>Campo Grande, 25 de fevereiro de 2013</em></p>
<p><em>Lideranças Terena, Kadiwéu, Guarani Kaiowá e Guarani Ñandeva</em></p>
<p><em>Copyleft © 2012 &#8211; Vírus Planetário. É permitida a reprodução, desde que citada a fonte</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ppaberlin.wordpress.com/3130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ppaberlin.wordpress.com/3130/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ppaberlin.com&#038;blog=7139519&#038;post=3130&#038;subd=ppaberlin&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>NOTA DO CONSELHO DA ATY GUASU GUARANI E KAIOWÁ CONTRA GENOCÍDIO INDÍGENAS</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Feb 2013 20:19:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ppab</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo e Media Independente pelos Direitos Humanos]]></category>

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		<description><![CDATA[foto:  Nando Mendes &#8220;Dando continuidade ao caso do jovem kayowá Denilson Barbosa brutalmente assassinado pelo fazendeiro Orlandino Gonçalvez Carneiro, recebemos essa Nota do  CONSELHO DA ATY GUASU GUARANI E KAIOWÁ e publicamos aqui como uma posicao também nossa, do PPABerlin, contra esse genocídio, violencia e violacao brutal dos direitos da Nacao Kayowá no BRasil&#8221; &#8211; [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ppaberlin.com&#038;blog=7139519&#038;post=3124&#038;subd=ppaberlin&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h5><a href="http://ppaberlin.files.wordpress.com/2013/02/kayowc3a1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3127" alt="kayowá" src="http://ppaberlin.files.wordpress.com/2013/02/kayowc3a1.jpg?w=627&#038;h=418" width="627" height="418" /></a></h5>
<p>foto:  Nando Mendes</p>
<h4>&#8220;Dando continuidade ao caso do jovem kayowá Denilson Barbosa brutalmente assassinado pelo fazendeiro Orlandino Gonçalvez Carneiro, recebemos essa Nota do  CONSELHO DA ATY GUASU GUARANI E KAIOWÁ e publicamos aqui como uma posicao também nossa, do PPABerlin, contra esse genocídio, violencia e violacao brutal dos direitos da Nacao Kayowá no BRasil&#8221; &#8211; Ras Adauto.</h4>
<h4>NOTA DO CONSELHO DA ATY GUASU GUARANI E KAIOWÁ CONTRA GENOCÍDIO INDÍGENAS</h4>
<h4>Esta nota do conselho da Aty Guasu visa destacar e analisar a posição de autoridade policial investigativa civil frente ao depoimento do fazendeiro Orlandino Gonçalvez Carneiro. De modo voluntário, esse fazendeiro confessou o crime contra a vida do menino Guarani-Kaiowá Denilson Barbosa, porém o fazendeiro-assassino confesso foi ouvido e solto pela autoridade policial Estadual. Depois disso, na sequencia, este fazendeiro-assassino Orlandino começou a organizar as ações criminosas consecutivas de seus pistoleiros contras as vidas dos manifestantes Guarani-Kaiowá, mandando os seus pistoleiros dispararem os tiros em direção dos 1.000 manifestantes Guarani-Kaiowá. 1º ataque dos pistoleiros do fazendeiro aconteceu no dia 22 de fevereiro de 2013, por volta da 10h30min, em plena luz de sol, compareceram mais de dez (10) homens “brancos civilizados” armados lançaram vários tiros sobre os manifestantes Guarani-Kaiowá. 2º ataque dos pistoleiros do Orlandino aconteceu no dia 23 de fevereiro à noite, os pistoleiros “brancos civilizados modernos” dispararam vários tiros sobre as centenas manifestantes indígenas Guarani-Kaiowá.</h4>
<h4>Assim, os pistoleiros do fazendeiro-assassino confesso continuam agindo e ameaçando de forma tranquila os familiares do Denilson Barbosa e manifestantes Guarani-Kaiowá da aldeia Tey’ikue/Caarapo-MS. Em resumo, a seguir destacamos as narrações das testemunhas indígenas que viram a ação criminosa do fazendeiro Orlandino e seus pistoleiros. Além disso, ressaltamos as ações criminosas dos fazendeiros frente à manifestação pública Guarani-Kaiowá da aldeia Tey’ikue /Caarapó-MS.</h4>
<h4>É com muito pesar e indignados que, nós conselho da Aty Guasu Guarani e Kaiowá, mais uma vez, vimos comunicar a todos (as) autoridades e cidadãos (ãs) do Brasil e Nações do Mundo que no dia 20 de fevereiro de 2013, o fazendeiro Orlandino Gonçalvez Carneiro procurou a Polícia Civil e confessou que ele mesmo assassinou o menino Kaiowá Denilson Barbosa. Assim, o fazendeiro Orlandino Gonçalvez Carneiro, depois de dois dias de assassinar um índio, procurou a Delegacia de Polícia Civil e narrou o seu crime à autoridade policial civil e foi liberado de modo muito sereno. A posição pública da autoridade policial civil evidencia claramente que os fazendeiros-assassinos dos Guarani-Kaiowá não são e nem serão punidos. Diante do fato, várias lideranças Guarani-Kaiowá indignadas declaram que “se os criminosos fossem índios Guarani-Kaiowá, se um fazendeiro fosse assassinado pelo índio Guarani-Kaiowá imagina!, com certeza a autoridade da polícia civil prenderia e deixaria presos na hora, submeteria à tortura, etc.</h4>
<h4>Segue a narração do menino indígena sobrevivente irmão do Denilson Barbosa que ficou escondido no matagal, bem perto da lagoa onde foi pego e assassinado o seu irmão Denilson pelo fazendeiro Orlandino Gonçalvez Carneiro. No meio da escuridão, o menino sobrevivente ouviu tudo que estava sendo praticado contra a vida de seu irmão pelo fazendeiro Orlandino e pistoleiros, escutando o último choro e grito de socorro de Denilson Barbosa. “Ouvi os tiros e o último grito e choro de meu irmão Denilson”. (Logo depois), “quando uma caminhonete saiu da sede da fazenda indo em direção da cidade Caarapó, eu saí correndo do mato e fui avisar o meu pai”. O menino correu e demorou mais de 2 horas para comunicar o seu pai sobre o acontecido e assassinado de seu irmão.</h4>
<h4>Na madrugada do dia 17/02/2013, por volta da 01h00min, o fazendeiro Orlandino Gonçalvez Carneiro juntamente com os seus pistoleiros/auxiliares carregaram o corpo sem vida do Denilson Barbosa na carroçaria de uma caminhonete e o levaram largar na entrada da aldeia Tey’ikue/Caarapó. Largaram no meio da estrada e um pneu da caminhonete pisou sobre o corpo do Denilson, por isso no primeiro momento o fato apareceu que o menino Guarani-Kaiowá como estivesse sofrido acidente de carro. Sobre isso, o fazendeiro apresentou uma versão infundada que ele estaria levando o menino Guarani-Kaiowá para hospital, a ação seria salvar a vida do índio Denilson, mas é mentira dele.</h4>
<h4>Segundo Boletim de Ocorrência nº 218/2013 (B.O.) Na madrugada do 17/02/2013, por volta da 01h00min, um anônimo, uma pessoa sem identificação comunicou à Polícia Civil de Caarapó-MS que havia um corpo sem vida de um homem à margem da estrada próxima à aldeia indígena Tey’ikue/Caarapó-MS. Sobre essa comunicação registrada, as lideranças religiosas imaginaram que esse anônimo seria o próprio fazendeiro Orlandino Gonçalvez Carneiro, comunicando o resultado de sua ação criminosa. Diante disso, exigimos que seja investigada essa comunicação anônima registrada pela polícia, donde procedeu a comunicação e do qual nº telefônico?</h4>
<h4>No dia 18/02/2013, as familiares do menino Denilson Barbosa e dezenas lideranças indígenas receberam o corpo sem vida do menino na aldeia Tey’ikue. Frente ao fato acontecido, surgiu manifestação pública Guarani-Kaiowá contra o fazendeiro assassino Orlandino, solicitando para Polícia Civil a prisão em flagrante do fazendeiro, por meio de protesto, os parentes do Denilson, as principais lideranças da Tey’ikue com mais de mil (1.000) indígenas Guarani-Kaiowá decidiram a enterrar o corpo do menino Denilson Barbosa no local em que foi torturado e assassinado pelo fazendeiro. De fato, no dia 18/02/2013, quando aconteceu a manifestação pública e o ritual/cerimônia de enterro do Denilson perto da lagoa, o fazendeiro Orlandino Gonçalvez Carneiro e seus pistoleiros se encontravam armados na sede da fazenda, observando a manifestação Guarani-Kaiowá e o ritual de enterro do menino assassinado por ele. No dia 19/02/2013, Orlandino Gonçalvez Carneiro e seus pistoleiros começaram a se agrupar mais na sede da fazenda, ameaçando os manifestantes indígenas e pedindo a segurança policial do Estado para os fazendeiros. Assim, entre os dias 18 e 19 de fevereiro de 2013, várias viaturas das polícias estadual e federal vieram até a sede da fazenda do Orlandino Gonçalvez Carneiro, indo e voltando e encontraram o fazendeiro assassino e não prenderam o fazendeiro Orlandino Gonçalvez Carneiro, não prendeu em flagrante por quê? Pedimos a explicação à razão de não prender em flagrante o fazendeiro-assassino. Visto que dois indígenas testemunhos que viram confirmaram reiteradamente, no dia 17/02/2013 que o mandante e o autor do crime foram Orlandino e seus pistoleiros. Os mais de cinco mil (5.000) manifestantes Guarani-Kaiowá estavam pedindo a prisão em flagrante do fazendeiro Orlandino e seus pistoleiros desde o dia 17/02/2013. Mas foi ignorada a confirmação das testemunhas indígenas e o apelo de cinco mil (5.000) manifestantes Guarani-Kaiowá da aldeia Tey’ikue. Dois dias depois do fato, no dia 20/02/2013, o fazendeiro Orlandino Gonçalvez Carneiro, com livre espontânea vontade, se apresentou na delegacia da Polícia Civil onde confessou que ele mesmo assassinou o menino Denilson Barbosa e foi só ouvido e liberado para solicitar a reintegração de posse da fazenda, ou seja, criminoso do índio Denilson Barbosa confesso não foi preso pela polícia e foi liberado para coordenar novo ataque violenta contra as vidas dos manifestantes Guarani-Kaiowá. Os líderes Guarani-Kaiowá da aldeia Tey’i kue narraram e denunciaram que desde 18 de fevereiro as comunidades inteiras estão sendo ameaçada pelos fazendeiros da região de Caarapó-MS, “há várias caminhonetes circulando pela aldeia Te’yi kue, procurando as lideranças do manifestantes e ameaçando os manifestantes públicas indígenas” . No dia, 22 de fevereiro de 2013, após confessar o crime, o Orlandino Gonçalvez Carneiro solicitou a reintegração de posse da fazenda na Justiça Estadual de Caarapó-MS. Ao mesmo tempo aconteceram os ataques consecutivos dos homens “civilizados” armados, 1º ataque dos pistoleiros do fazendeiro aconteceu no dia 22 de fevereiro de 2013, por volta da 10h30min, em plena luz de sol, compareceram mais de dez (10) homens “brancos civilizados” armados lançaram vários tiros sobre os manifestantes Guarani-Kaiowá. 2º ataque dos pistoleiros do Orlandino aconteceu no dia 23 de fevereiro à noite, os pistoleiros “brancos civilizados modernos” dispararam vários tiros sobre as centenas manifestantes indígenas Guarani-Kaiowá. Esses ataques dos pistoleiros foram comunicado a todas as autoridades federais do Brasil como: o MPF, FUNAI, PF etc., aos poucos estão tomando as medidas cabíveis ao caso.</h4>
<h4>Por fim, nós conselhos da Aty Guasu Guarani e Kaiowa juntamente com as familiares do Denilson Barbosa, lideranças de seis mil (6.000) comunidades manifestantes Guarani-Kaiowá da aldeia Tey’ikue continuamos a nossa manifestação pública pela punição do fazendeiro Orlandino Gonçalvez Carneiro e seus pistoleiros. Solicitamos a prisão do fazendeiro e seus pistoleiros. Visto que no Estado de Mato Grosso do Sul, os fazendeiros-assassinos não são julgados e nem punidos pela justiça do Brasil.<br />
Como já é sabido que aqui no Sul de Estado de Mato Grosso do Sul, só em dez (10) anos, mais de 20 lideranças Guarani-Kaiowá já foram assassinadas a tiro queima-roupa pelos pistoleiros das fazendas e nenhum fazendeiro-criminoso foi punido e nem julgado pela autoridade da justiça brasileira. Diante desse fato histórico indignante, mais uma vez, solicitamos o julgamento e punição ao fazendeiro Orlandino Gonçalvez Carneiro e seus pistoleiros. Além disso, pedimos também o julgamento e punição aos todos os fazendeiros-assassinos das lideranças Guarani-Kaiowá, acontecido nos últimos 20 anos.</h4>
<h4>Atenciosamente,</h4>
<h4>Tekoha Guasu Pindo Roky/Tey’ikue, 24 de fevereiro de 2013</h4>
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