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O Abuso da Igreja

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foto/internet/holistika

Nos metros de Berlin tem pequenas televisões onde passam notícias sobre variados temas, curiosidades, chamadas de eventos e publicidades.

Hoje estava vindo para casa e a notícia apareceu.

“Katholische Kirche
Viele Menschenopfer Missbrauch”

(Igreja Católica: Muitxs Vítimas de Abuso)

O pequeno texto que segue com a informação da notícia falava sobre o aparecimento cada vez mais e mais de pessoas que sofreram abusos e violências sexuais em instituições católicas na Alemanha e em outros países.

Muitas das pessoas sofreram os abusos quando crianças ou adolescentes quando estavam internados em educandários, como o do escândalo que estourou uma vez no educandário dirigido pelo irmão do Papa alemão, Bento XVI.

São muitos e muitos processos que correm hoje em dia na Alemanha de vítimas ou familiares de vítimas contra instituições católicas ou contra a Igreja Católica alemã.

O negócio é muito feio, Outro dia vi uma docureportagem no Canal de Documentários “Phoenix” sobre vítimas de abuso dentro de instituições católicas alemães e muitas dessas pessoas eram muito ressabiadas e algumas voce via estavam com grandes problemas psíquicos e depressivas.

Pois é, Padre José!

Padre José foi o padre da igreja que eu frequentava na adolescência em Realengo, a Sao José Operário. Que um dia raptou e sumiu no mundo com a filha mais nova de uma das beatas da Congregação Mariana do Sagrado Coração de Jesus da Igreja. A menina tinha 14 anos. E ninguém mais achou, nem o Padre José e nem a menina, filha da Baeta. Foram engolidos por esse mundo de Deus,

negra panther

 

“O Captador de Recursos, a Chave das Leis de Incentivos Fiscais”

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“O Captador de Recursos, a Chave das Leis de Incentivos Fiscais”

Fico vendo esse debate acalorado de artistas e culturais e destratores da tal Lei Rouanet. Mas até agora nao vi ninguém falar numa figura chave e constante, verdadeira eminencia parda no processo, que era/é ainda o tal de ” O Captador de Recursos”. Ali é que está o Jabaculê da parada.

Artistas do meu porte, como artistas negros, nunca conseguiram captar nenhum recurso dessas Leis, ou se captaram foram muitos poucos e tiveram que passar pela “tendinha” do tal “captador de recursos” e pagar os pedágios para esses caras e suas “agencias de captação de recursos”. Como nao tínhamos condicoes de contratar “os vivaldinos”, tinhamos que correr nós mesmos, com o tal certificado nas maos, tentando viabilizar os nossos projetos, que no final, como somos madeira de lei, acabávamos fazendo do nosso jeito e com os recursos próprios e das irmandades que se envolviam.

A mutreta, com a lei do áudio-visual, rolava mais ou menos assim. Você apresentava um projeto de filme ou vídeo no MINC. Você recebia um certificado lhe autorizando a buscar recursos nas renúncias fiscais das empresas, ponto. Ou voce arriscava e ia sózinho vender seu peixe nos departamentos de marketing e propaganda das empresas ou então “tinha” que recorrer a um desses “Captadores de Recursos”. Muitos escritórios no Rio, por exemplo, foram montados para fazerem essas operações. E se me lembro a taxa do contrato para esses caras captarem era de 20% até mais do custo que voce tinha direito de captar. Teve caso, que eu sei, de projeto de video, que o cara pediu 60% do projeto do videasta.

Evidente que com esses rombos, muitos projetos poderiam e ficaram inacabados e o artista tinha que se virar para terminar os trabalhos e ainda apresentar um prestação de contas nos conformes do certificado.

Aí, vem a segunda parte da mutreta: para resolver esse impasse, essas agencias, as mais bem montadas tinham seu pessoal de contadores e advogados, que davam assessorias no projeto com a seguinte e simples forma. o orçamento real do projeto mais a extensão, embutido em algum ítem, dos por centos que voce deveria passar para “O Captador de Recursos”. Qier dizer, voce superfaturava o projeto para pagar o “Quero o Meu”.

Tinha uma piada que meu grupo de video fazia sobre isso: assim que sai o recurso, o cara que já estava primeiro no boca do caixa para receber o seu era o “Captador de Recursos”, depois o tal do Produtor e por último o artista, que recebia as migalhas pela sua obra.

Isso se proliferou e gerou uma riqueza muito grande para muita gente, mas até agora ninguém falou disso nessa discussão. Tanto é que os grandes artistas e seus escritórios de producao montavam um departamento de captacao de recursos para seus projetos. E também as grandes empresas sacaram o lance e passaram a terem seus escritórios de captação de recursos para seus próprios projetos culturais e artísticos, como o Banco Itaú, Fundação Roberto Marinho e vai por aí a fora. Uma vez estive em uma dessas agencias, na Praca XV, que era um escritório de advogados sobre tramites financeiros que tinha ligação entre outras com a Bolsa de Valores.

Falo isso, porque como artista negro tive que enfrentar essa grande desvantagem e essa máquina que beneficiou as elites artísticas e principalmente enriqueceu gente que nao tinha nada a ver com arte e cultura, mas eram especuladores e investidores em cima de um recurso, renuncia fiscal de empresas, que é sim recurso público.

As estatais que mais injetaram recursos nessa malha de captações de recursos para projetos artísticos e culturais na época foram a Petrobras e o Banco do Brasil, entre outras.

– É mentira, Terta?

– Mutreta!!!

negra panther.

imagem/internet: o captador de recurso, o cara da maletinha.

 

“Eu discordo do Romero Jucá”, diz o índio.

 

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foto: tjrj – Davi Yanomami Kopenawa:  O pajé e líder Yanomami David Kopenawa denunciou a invasão das terras indígenas na Amazônia por desmatadores e garimpeiros financiados por grupos de empresários e apoio de políticos, no Tribunal da Justiça do Rio de Janeiro, em abril de 2016.

Dalva Maria Soares postou o seguinte:

Ao ler a matéria da Folha de SP, publicada hoje, sobre o vazamento da conversa do golpista Romero Jucá com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, eu lembrei de um vídeo divulgado pela Mídia Ninja, com o depoimento do líder indígena Davi Kopenawa:

“Eu discordo do Romero Jucá. Quando eu era pequeno, eu conhecia ele. Ele é homem que não gosta de índios. Ele já foi presidente da Funai [maio de 1986 a setembro de 1988]. Ele não resolveu, ele não cumpriu o que prometeu, de demarcar todas as terras indígenas do Brasil. Romero Jucá, ele é homem, eu sou homem também. Eu sou homem da floresta, defendo o meu povo, defendo o meu direito, defendo a natureza, defendo a nossa terra do Brasil. Mas ele, não. Ele só defende o interesse do bolso dele, ele só defende o interesse do salário dele, ele só olha o dinheiro. Ele não olha pro índio, ele não olha pra natureza. Eu, Yanomami, conheço a alma dele. A alma dele não gosta de índio. É por isso que hoje nós estamos tristes. Porque ele é PMDB, todo mundo sabe que ele é, ele é ministro, ele é o ministro do planejamento. O que ele vai planejar?O que ele vai plantar? Eu falo porque eu conheço o trabalho dele. Eu conheço a cultura não-indígena. Eu já enfrentei ele. Agora eu vou enfrentar de novo. Eu vou continuar a lutar até o fim. Eu não vou deixar o meu povo sofrer não. Eu não vou deixar sofrer também os não-indígenas. Porque vocês precisam também viver como nós vivemos. Eles só tem o direito de viver bem? Nós também temos o direito de viver bem, como eles vivem bem. Ele virou Golias, eu sou Davizinho. Mas eu vou enfrentar ele. Eu vou enfrentar ele por causa do meu povo, por causa do meu filho, por causa das nossas crianças. Porque ele não vai cuidar das nossas crianças.”

info: Dalva Maria Soares.

foto/flickriver/internet: David Yanomami Kopenawa

 

 

 

video by Mídia Ninja

 

A Alemanha e o Rolo do Brasil

A Alemanha é esperta. Alemão nao dá nó em pingo dágua.
O governo alemão seguiu a orientação junto com os Estados Unidos de declarar que nao houve Golpe de Estado, mas processo de Impedimento dentro das normas Constitucionais legais. Mas nao deixou claro, nas palavras dos porta-vozes que anunciaram a posição oficial do governo alemão, na legitimidade do governo de Temerário.

A Alemanha tem muitos rolos envolvidos com o Brasil, grandes acordos firmados durante o governo Lula que nao vão querer perder de bobeira. A última foi um Fórum para trocas de informação e experiencias de tecnologias para a unificação das polícias brasileiras, com altos técnicos do sistema de segurança interna e policial da Alemanha.Um dos parlamentares que participaram dessa quase secreta agenda de segurança pública foi o deputado federal Vinicius Carvalho (PRB-SP), esse mesmo que quer acabar com o sistema de cotas para negrxs nas universidades.

Em 2009, Lula, em comitiva importante em Berlin, tendo a frente dos ministros presentes Dilma e Antonio Patriota entre outro, assinou arios acordos multilaterais com a Alemanha e um dos principais foi o do sistema de segurança e tecnologia para grandes eventos. No pacote a questão do Terrorismo e a segurança urbana. Sistema de repressao policial militar que foi testado durante os eventos da Copa do Mundo no Brasil. Acredito que a Lei Anti-terror assinada por Dilma no dia 16 de abril seja a ação de algum item do acordo de 2009 na Alemanha.

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Abaixo o relato sobre a Missão Oficial para a Alemanha, realizada entre 2 e 6 de maio da Comissao Especial de Unificacao das Policiais Civis, do Partido PRB:

“O deputado federal Vinicius Carvalho (PRB-SP), relator da Comissão Especial de Unificação das Polícias Civis e Militares, apresentou nesta terça-feira (17) o relatório referente à Missão Oficial para Alemanha, realizada no período de 2 a 6 de maio deste ano. Durante reunião do colegiado, o parlamentar destacou o funcionamento da policia alemã, ressaltando o processo de unificação das forças policiais que o país passou na década de 1990.

“Atualmente, todos os 16 estados da Alemanha seguem o padrão de manter apenas uma polícia de ciclo completo, com competência ostensiva e investigativa. O mais interessante é que a unificação não se deu por obrigação legal, cada estado tomou a iniciativa e, deliberadamente e de forma concatenada, decidiu unificar as forças policiais”, disse o republicano.

Segundo o republicano, o interessante desta experiência foi o fato de a Alemanha ter passado pelos mesmos tipos de problemas enfrentados hoje no Brasil, como ineficiência e falta de credibilidade referente à violência, tanto da polícia investigativa, que chamamos de civil, quanto da polícia ostensiva, que segue os padrões da polícia militar brasileira.

“Houve ainda uma mudança na conduta em relação à sociedade alemã. A polícia passou a agir de forma totalmente transparente, disponibilizando dados e informações à imprensa e à população”, disse. O curso de formação dos profissionais também passou por ajustes. A seleção, realizada por meio de concurso, tem como exigência: o ensino médio completo; verificação de antecedentes criminais; avaliação de vida pregressa; e teste psicológico.

Depois de concluído o curso, que tem duração de três anos e grau de bacharelado, o policial é lotado de acordo com suas habilidades e com as necessidades da administração pública, direcionado para a área ostensiva ou investigativa. “À época em que essas mudanças foram realizadas, existiam divergências entre integrantes das polícias, exatamente como temos no Brasil. No entanto, os alemães se conscientizaram de que são todos funcionários públicos exercendo atividade de policiais e, em conjunto, trabalhando pelo bem da sociedade”, acrescentou o parlamentar.”

Texto: Fernanda Cunha / Ascom – Liderança do PRB na Câmara
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Agora para se chegar ao grau de eficiência e tecnologia da polícia alemã, primeiro terá que derrubar todo o sistema corrupto edemico dentro das policias e dossistemas de segurança do Brasil. Sem mexer nisso, já era.

Como se ve está rolando coisa debaixo desse angú todo que praticamente ninguém está sabendo.

E Temerário terá que provar a que veio, até ser recebido por Angela Merkel na Chancelaria em Berlin. Acho eu!

negra panther
fotos/rasadauto/ppaberlin

 

Numa canetada, o recuo de 15 anos na política de terras quilombolas

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(Em imagem de novembro de 2015, Dona Tacira Julião Alves, remanescente quilombola, mostra sua roça na Ilha de Marambaia (RJ))

Desde 2004, o DEM, partido agora responsável pela demarcação, trava uma batalha contra os quilombos

A sensação que tenho nesses dias é que o teto está desabando sobre nossas cabeças. As perdas e retrocessos, que já vinham se delineando no horizonte há algum tempo, adquiriram uma velocidade assustadora.

A reforma ministerial de Michel Temer, que excluiu mulheres e negros e negras, enterrou a Cultura e deixou a Ciência e a Tecnologia para serem engolidas pelas Comunicações, fez dos quilombolas um dos grupos mais atingidos.

Pela catastrófica Medida Provisória276/2016, a atribuição das demarcações de terras quilombolas saiu do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e passou ao novo MEC, o Ministério da Educação e Cultura.

“Se os governos Lula e Dilma apresentaram déficits de desempenho na efetivação desses direitos, agora temos a restauração da inviabilidade operacional desta política, lançada no limbo de uma estrutura inexistente e sob discurso de enxugamento da máquina pública”, afirma Pedro Teixeira Diamantino, professor de Direito Ambiental da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e membro da Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais no Estado da Bahia (AATR).

Carta Capital

Leia matéria completa em:

http://www.cartacapital.com.br/sociedade/numa-canetada-o-recuo-de-15-anos-na-politica-de-terras-quilombolas

 

Vai Ter Luta, Acampa Embaixada!

Ativistas brasileirxs acampam e ficarão em vigília até amanha em frente à Embaixada Brasileira de Berlin, em protesto pela Democracia e Estado de Direito e contra o Golpe no Brasil.

A temperatura é amena e até o momento só apareceu para falar com xs manifestantes o representante da Cultura da Embaixada, que por sinal é um diplomata negro.

A polícia do Berlin colocou uma viatura com 6 policiais, 2 policiais mulheres, para vigiar os manifestantes.

Na área em que está a Embaixada Brasileira, ao lado está a Embaixada de Angola e mais na esquina da rua, a Embaixada da China.

negra panther
ppaberlin
observatório do valongo k36

foto/matéria: ras adauto

 

Rihanna lança programa de bolsas para universitários brasileiros estudarem nos EUA

rihanna

Engana-se muito quem pensa que o único “Work” que a Rihanna quer ensinar ao mundo é o da sua música. A cantora de Barbados tem uma preocupação real com a educação de jovens em todo o mundo e, por isso, está lançando um programa de bolsas de estudo para universitários de vários países, inclusive do Brasil.

De acordo com reportagem publicada nesta segunda-feira (09) pelo USA Today, o programa escolar global da Rihanna está sendo lançado esta semana através da sua Clara Lionel Foundation (CLF), instituição criada por ela em 2012 em homenagem aos seus avós, Clara e Lionel Braithwaite, e que tem como objetivo fomentar programas de saúde, educação, artes e cultura.

Pedro Rocha/papelpop.com

veja a matéria completa em:

http://goo.gl/ESHjt2

negra panther

 
 
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