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Remember História da MPB: Wilson Simonal: jingle do Formicida Shell

01 jan

FFukushima

(Weniger Infos)
Quem curte jingle vai gostar de ouvir o saudoso cantor Wilson Simonal (1939-2000) interpretando esta vinheta comercial, gravada em 1970 para o formicida Shell, anunciante atendido na época pela agência Standard, Ogilvy & Mather. A peça publicitária, produzida como um samba rock, serviu como luva para o estilo musical do cantor, com muita ginga e balanço que caracterizaram o repertório do artista. O jingle, criado por Neneco e Carlos Guerra, foi produzido pela Sonotec e dirigido ao homem do campo, motivo pelo qual é desconhecido do público das grandes metrópoles, uma vez que foi veiculado apenas nas emissoras de rádio instaladas nas zonas rurais. Segundo a revista O Cruzeiro, de 15 de setembro de 1970, o dinheiro que recebeu da Shell foi destinado para a Casa dos Meninos de Petrópolis, que cuidava de 80 crianças desvalidas. Vale a pena conferir e reviver o talento deste grande intérprete da MPB.

Começou a carreira cantando em bailes do 8º grupo de Artilharia da Costa, cantando também em inglês, rock e calipsos. Em 1961 foi crooner do conjunto de calipso Dry Boys, fez parte do conjunto Os guaranis. Se apresentou no programa Os brotos comandam, sendo apresentador do programa Carlos Imperial. Cantou nas casa noturnas Drink e Top Club. Foi levado por Luiz Carlos Miéle e Ronaldo Bôscoli para o Beco das Garrafas, que era o reduto da bossa nova.

Na época, o cantor estava no auge do sucesso, e teve até programa de TV na Rede Record, líder absoluta de audiência. Era, ao lado de Jair Rodrigues e Jorge Benjor – de quem gravou “País Tropical”, com enorme sucesso – um dos poucos artistas negros com status de grande estrela. Apesar de não ser político, Simonal tinha amigos na polícia. Em 1972, período bravo da ditadura militar, descobriu desfalque em suas contas dado por um contador. Noticiou-se na época que, em vez de processá-lo, chamou os amigos policiais ligados aos órgãos de repressão para que dessem uma lição no desonesto. A história veio a público por meio do jornal O Pasquim. Era impossível, na época, que alguém fosse ligado aos organismos de repressão. Simonal foi banido pelos artistas, pelas gravadoras, pelas emissoras de rádio e televisão. Tentou provar que não era a pior coisa que um artista poderia ser: colaborador da repressão política, o chamado “dedo-duro”, mas morreu sem conseguir voltar à tona e provar sua inocência, embora o boato que o vitimara tivesse sido posteriormente desmentido por várias vezes, mas sem a mesma dimensão das acusações.

O site Wikipédia – http://pt.wikipedia.org/wiki/Wilson_S… – informa que “em 2002, dois anos após sua morte, a família do cantor requisitou abertura de processo para verificar a veracidade da acusação de informante do regime. Foram reunidos depoimentos de diversos artistas, além de um documento datado de 1999 em que o então secretário de Direitos Humanos, José Gregori, atestava que não havia evidências nem nos arquivos do Serviço Nacional de Informações (SNI) nem no Centro de Inteligência do Exército de que Simonal houvesse sido informante desses órgãos. Como resultado, o nome do músico foi reabilitado publicamente pela Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em 2003”.
Kategorie: Musik
Tags:
Wilson Simonal formicida Shell jingle campanha publicitária publicidade propaganda marketing samba rock

 
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Publicado por em janeiro 1, 2010 em Uncategorized

 

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