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O Pelo n´O Dia Internacional dos Povos Indígenas

07 ago

O Pelo n´O Dia Internacional dos Povos Indígenas
(09 de agosto de 2011)

Antecipando o Dia Internacional dos Povos Indígenas, que se assinala a 09 de agosto, Amnistia Internacional apela à proteção dos povos indígenas. E lança um apelo aos governos do continente americano para que deixem de dar prioridade aos projetos de desenvolvimento, quando estes implicarem a violação dos direitos dos povos indígenas. Como Monte Belo, por exemplo.

Diz a Amnistia Internacional, Susan Lee:

“As persistentes violações dos direitos humanos dos povos indígenas por toda a América são alarmantes”, afirmou, em comunicado, a diretora da Amnistia Internacional para as Américas, Susan Lee.

“Nas Américas, os povos indígenas são vistos como um obstáculo no caminho dos interesses comerciais. São ameaçados, perseguidos, vítimas de desalojamentos forçados e mortos, quando o objetivo é explorar os recursos naturais das áreas onde vivem”, criticou.

A porta-voz nomeou a Argentina, Brasil, Canadá, Colômbia, Equador, Guatemala, México, Panamá e Peru, como países que não tenham “consultado os povos indígenas antes de aprovarem leis que ameaçam os seus meios de subsistência” e “põem em causa” a sua liberdade.

“O desenvolvimento económico não pode depender do sacrifício dos direitos dos povos indígenas. Todos os países das Américas subscreveram a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas”, completa.

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Amnistia Internacional alerta para relação entre progresso e violação dos direitos indígenas – relatório
05 de Agosto de 2011, 14:02

Lisboa, 05 ago (Lusa) — A Amnistia Internacional acredita que o crescimento económico do Brasil pode gerar violações dos direitos dos povos indígenas, segundo um relatório divulgado hoje pela entidade.

O relatório, intitulado “Sacrificando Direitos em Nome do Progresso”, analisa a situação dos índios em 12 países das Américas.

No Brasil, o estudo critica também a “consulta ineficaz”, por parte do Governo, das populações que serão deslocadas para a construção da unidade hidroelétrica de Belo Monte, no Pará.

“O crescimento rápido do Brasil, a expansão do agronegócio e a construção de grandes obras, como a barragem de Belo Monte (no Pará), aumenta o risco para os indígenas”, diz o responsável pela pesquisa no país, Patrick Wilcken, em entrevista à BBC Brasil.

“A ameaça não vem só do projeto em si, mas dos efeitos colaterais. Muitas pessoas migram para a região e aumentam as invasões a territórios indígenas por madeireiros (empresas e pessoas ligadas à extração de madeira) e garimpeiros”, disse o investigador.

Segundo Wilcken, o Governo chegou com “tudo pronto às audiências públicas e só comunicou os indígenas sobre o que iria ser feito, sem engajá-los na decisão”.

O relatório sublinhou ainda que os “povos indígenas que lutam pelo direito constitucional às terras tradicionais (pela demarcação) continuam a sofrer discriminação, ameaças e violência”.

Segundo o estudo da Amnistia Internacional, “a situação é particularmente grave no Estado do Mato Grosso do Sul, onde comunidades Guarani-Kaiowá enfrentam perseguições constantes de capangas (homens armados contratados) contratados por fazendeiros locais”.

Para Wilcken, muitos índios brasileiros enfrentam “situação de pobreza extrema, vivem em reservas lotadas, com carência em saúde, educação, além de terem problemas com alcoolismo e desnutrição”.

De acordo com o investigador, as condições de vida dos povos indígenas melhoraram bastante os direitos adquiridos na Constituição de 1988.

“A expansão da economia brasileira, nos últimos cinco anos, no entanto, coloca os povos indígenas em situação de maior perigo hoje do que há uma década”, finalizou Wilcken.

Para antecipar o Dia Internacional dos Povos Indígenas, que se assinala a 09 de agosto, a organização decidiu lançar um apelo aos governos do continente americano para que deixem de dar prioridade aos projetos de desenvolvimento, quando estes implicarem a violação dos direitos dos povos indígenas.

“As persistentes violações dos direitos humanos dos povos indígenas por toda a América são alarmantes”, afirmou, em comunicado, a diretora da Amnistia Internacional para as Américas, Susan Lee.

Susan Lee lamentou que vários países, nomeadamente Argentina, Brasil, Canadá, Colômbia, Equador, Guatemala, México, Panamá e Peru, não tenham “consultado os povos indígenas antes de aprovarem leis que ameaçam os seus meios de subsistência” e “põem em causa” a sua liberdade.

CSR.

Lusa/fim
http://noticias.sapo.mz/lu​sa/artigo/12893382.html

Foto: índiosdobrasil

 
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Publicado por em agosto 7, 2011 em Uncategorized

 

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