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As Margaridas botam o bloco nas ruas de Brasília

18 ago


Ontem, quarta-feira (17), o Eixo Monumental em Brasília fechou para dar passagem às Margaridas, camponesas de todas as partes do Brasil. Era a  4ª Marcha das Margaridas. Cerca de 70 mil pessoas participaram da manifestação, segundo a organização. Coordenada pela Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura (Contag), a marcha reivindica mais direitos às trabalhadoras rurais.

O Cartaz da Marcha das Margaridas

O nome da marcha, “Marcha das Margaridas, em sua 4a. edicao, é inspirado na líder sindicalista rural Margarida Maria Alves assassinada pelo latifundiário, em 1983 em Alagoa Grande, na Paraíba. Entre as lutas do grupo está o protesto contra as desigualdades sociais, a luta pela terra no campo e na floresta, a denúncia a todas as formas de violência, exploração e dominação e o avanço na construção da igualdade para as mulheres.

Margarida Maria Alves

A coordenadora da Marcha das Margaridas e secretária de Mulheres da Contag, Carmen Foro, alerta:  “Não acreditamos que há desenvolvimento sem justiça, autonomia, liberdade e igualdade entre homens e mulheres.”

A presidenta Dilma Rousseff encerrou as cerimonias da Marcha  e anunciou as ações do governo de valorização das trabalhadoras rurais.  Foto:    Givaldo Barbosa – O Globo

( “A MARCHA DAS MARGARIDAS é uma ação estratégica das trabalhadoras rurais para garantir e ampliar as conquistas das mulheres do campo e da floresta. É um processo amplo de mobilização em todos os estados do país, promovido pelo Movimento Sindical das Trabalhadoras e Trabalhadores Rurais: CONTAG – Confederação dos Trabalhadores na Agricultura, 27 FETAG’s – Federações de Trabalhadores na Agricultura, 4100 STTR’s – Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais e CUT – Central Única dos Trabalhadores, em parceria com Movimentos de Mulheres e Movimentos Feministas.” – Manifesto de 2007).    

A Flor MARGARIDA representa os símbolos e mensagens de Amor. As camponesas usavam esta flor sempre que iam encontrar-se com os namorados. Para as Mulheres trabalhadoras rurais brasileiras a flor se transformou no símbolo de luta por Justiça, sustentabilidade, cidadania, respeito aos direitos mais básicos nas cidades, nos campos e nas florestas.

Sobre Margarida Maria Alves:

Nascida em Alagoa Grande, Paraíba (região Nordeste do Brasil), Margarida Maria Alves foi a primeira mulher a ocupar a presidência de um sindicato no Estado. Sempre muito atuante na luta pela reforma agrária, ela fundou ainda o Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural no município paraibano. Numa gestão que durou mais de 12 anos, a líder sindical moveu mais de 600 ações trabalhistas contra usineiros e senhores de engenhos da região. Tanto incomodou que no dia 12 de agosto de 1983 foi morta a tiros de escopeta calibre 12. por pistoleiros em sua própria casa, na frente de um dos filhos O principal acusado do assassinato, o fazendeiro José Buarque Gusmão Neto, conhecido como Zito Buarque, conseguiu ser absolvido pelo Tribunal de Justiça, em João Pessoa. Até hoje o caso segue impune. Como forma de protesto, entidades como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Agricultura, Central Única dos Trabalhadores, Movimento dos Sem Terra, Comissão Pastoral da Terra, entre outras, organizam anualmente a Marcha das Margaridas, que acontece todo mês de agosto.


 
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Publicado por em agosto 18, 2011 em Uncategorized

 

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