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Governo do estado vai regularizar as organizações indígenas da Bahia

25 ago

Segundo anunciou hoje o Líder Indígena Juvenal Payaya,  a  Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos  do Estado da Bahia fará  licitação TOMADA DE PREÇO para empresas credenciadas apresentar propostas, com a finalidade de organizar 89 Associações Comunitárias Indígenas – entre estas está ao MAIP [Movimento Associativo Indígena Payayá]

Juvenal Papaya adverte que será ” importante que os parentes tomem conhecimento do processo licitatório, o controle desta licitação, o controle social evitará distúrbios futuros.”

Mais informação no fone 71  31154303 e fax: 7131154128:

www.comprasnete.ba.gov.br 

Foto: ìndias da reserva Pataxó da Jaqueira  (juvenalteodoroblog)

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Como se sabe,  a quase a maioria dos povos indígenas na Bahia estao em conflitos e litígios com fazendeiros, grileiros, políticos-latifundiários, autoriades de repressao do Estado e dos municípios onde estao suas reservas e aldeias. O exemplo mais gritante é o povo Tupinambá. Em sua regiao , Serra do Padeiro, os Indígenas da comunidade estão constantemente sitiados e suas liderancas presas e ameacadas de morte.

Tupinambás!

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 Sobre os ìndios Payaya na Bahia!

Viagem às terras Payayá

A muito que se fazia necessário uma confirmação do resquício da cultura dos povos Payayá nas regiões historicamente reconhecida. Os Payayá são povos Indígenas dados como desaparecidos, exterminados. Entre os séculos XVI e XIX dominavam o território vale do Rio Paraguaçu bem como o território que compreende hoje a região onde estão os municípios de Morro do Chapéu, Jacobina, Saúde, Utinga Tapiramutá. Também se encontra a presença inconteste deste povo na região de Alagoinha, onde existe o povoado de nome São José dos Payayá. Em Serra Preta região de Feira de Santana , há um monte chamado Payayá. No município de Saúde há uma fazenda com esta denominação, em Jacobina um cinema, segundo seus construtores em homenagem aos primitivos habitantes..

Na verdade os povos Payayá não desapareceram, misturaram-se. Devido sua enorme resistência ao colonialismo, os Payayá foram perseguidos por fazendeiros, mineradores, bandeirantes e autoridades em geral. Suas mulheres foram tomadas, estupradas, os homens foram dizimados. Sabe-se que as famílias Gonzaga, Góis e Martins de Cabeceira do Rio são frutos da união deste povo. A família que não trocava de nome sofria as sanções da polícia da época.

A luta para que os remanescentes Payayá sejam reconhecidos ressurgiu a partir da década de 90 com Juvenal Teodoro da família Gonzaga da Cabeceira do Rio. Mesmo diante de incompreensões, naturais desconfianças por parte das organizações indígenas, desencontros com os intelectuais e historiadores, esta luta não teve trégua, nunca houve desânimo. Compreendendo que apesar da mistura seria necessário encontrar os remanescentes dos Payayá.

Para o já tradicional Festival de Arte de Utinga foi encaminhado uma proposta para incluir a presença dos Índios Pataxó Hahahãe na programação, o que foi sabiamente aceita pela Srª. Secretária Urânia Viana. Os índios participantes foram Fábio Titiá, Paulo Titiá e Rodrigo Titia de apenas 14 anos. Todos da etnia Bainá de Pau Brasil, acompanhados por Juvenal e Edilene Payayá…

O Líder Indígena e Escritor Juvenal Teodoro, Juvenal Payayá

A visita durou três dias, uma Pahai (cabana) foi construída especialmente para a atuação dos indígenas; dentro dela os índios puderam receber a visita de um número expressivo de pessoas, vários delas procurando abrigo na história dos seus antepassados.

O momento, porém, de extrema emoção foi o encontro com os velhos, Sr. Manoel Góis e dona Nega de Cocota; talvez os últimos índios vivos da região que confirmam a história deste povo. Pela fisionomia e convicção são remanescente incontestes dos primitivos Payayá.

Após estas duas visitas, os índios seguiram para a visita ao pé da gameleira, cabe ressaltar que a gameleira era a árvore sagrada para os Payayá. Quando foram forçados a trocar de nome eles adotaram o nome da árvore sagrada daí o nome de Yayá Gameleira (nome de dona Maria Gameleira morta com mais de 100 anos) que é uma forte lembrança entre os mais velhos, esta mulher foi a chefe do clã dos Góis e Gonzaga.

Na manhã seguinte, foi à vez de participar do programa “105 em Ação” na rádio local com o radialista César. Para debater a questão indígena juntou-se no programa o também índio e radialista da TV Itapoá Sr. Paulo Silva, posteriormente agregou-se ainda o Sr. Juilsom, prefeito da cidade e Luiz Moreira ex -deputado e proprietário da rádio.

Grande expectativa gerou em torno da ação e da vivacidade do garoto-índio Rodrigo Titia que participou intensamente do programa dando opinião e respondendo questão, as crianças de Utinga deram-lhe carinho, atenção procurando ter conhecimento do seu modo de vida na aldeia.

A pintura indígena foi bem difundida entre as crianças, O que nós queremos reforçar a luta dos povos indígenas dizendo que para o governo, muitas etnias foram totalmente dizimadas, mais nós índios sabemos que existe muitos índios na zona urbana e muitas das vezes precisando de apoio. Pessoa essa que tinhas as suas terras e que o homem Branco foi e roubaram e que para nós os Payayá Estão vivos e vivendo na região da chapada. Mas Com a Luta de Juvenal e Edilene e com o apoio dos Pataxó Hãhãhãe iremos resgatar os seus reconhecimento a nível nacional. Reafirmamos que existem os índios Payayá.

http://www.indiosonline.org.br/novo/viagem_as_terras_payaya/

Blog Juvenal Payayá: http://juvenal.teodoro.blog.uol.com.br/arch2011-08-21_2011-08-27.html

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Em 2006, escrevi esse poema em homenagem ao nascimento do neto de Juvenal Payayá

 Os Payayás vieram


ìndios Pataxó – in : Ação Popular Socialista

à Juvenal e ao seu neto Payayá

Os Payayás sempre estiveram lá
mas os massacres sempre estiveram lá
porém um dia os Payayás resolveram
trazer novamente as luzes que os iluminam
e começaram a renascer
e como flores e estrelas e luas
como palavras mágicas, rituais e ventos
vieram do interior de onde estavam exilados
E no meio deles e delas revigorados
Crianças novas de placentas guerreiras
pediram passagem e vieram
E os Payayás cantaram e dançaram
e aquele povo nunca mais se escondeu
ou se deixou esquecer
e combateram decididos os eternos algozes
de todas as nações indígenas brasileiras…

E a criança falou orgulhosa aos ventos e às humanidades:

– Eu sou Payayá!

Ras Adauto Berlin
25.09.2006

 

Post: Ras Adauto/MANIB/PPABerlin

 
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Publicado por em agosto 25, 2011 em Uncategorized

 

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