RSS

Arquivo mensal: setembro 2011

Sheila Juruna – Guerreira do Xingu, a História de uma Luta!

A História de uma Luta: Uma guerreira Juruna na frente de batalha pela defesa de seu Povo, da Amazonia e do Brasil: Sheila Juruna,   lideranca indígena do Pará ligada à COIAB (*). Sua guerra atual: parar Belo Monte, ou Belo monstro, como ela chama.

  International Rivers

Sheila Juruna é um símbolo da resistência contra a construção da usina de Belo Monte. Mulher, guerreira indígena, determinada e implacável, tem levado o grito do Xingu em atos, palestras e debates pelo Brasil e pelo mundo afora, sempre bradando, firme e forte, contra a destruição da floresta, do rio e da vida na Amazônia.

Sheyla Yakarepi Juruna, 36, é uma líder indígena dos Juruna de Boa Vista, comunidade no município de Vitória do Xingu, Pará, Brasil. Ela tem sido ativa na luta em defesa do Rio Xingu desde a vitória histórica em 1989 que parou o  Complexo Dam Kararaô. Depois de ter participado  da conferência nacional indígenas marcando o aniversário de 500 anos do Brasil no ano de 2000, Sheyla se tornou uma líder local importante no movimento   de direitos  dos povos indígenas , trabalhando para assegurar Saúde, Educação culturalmente adequada, Demarcação de terras, e Respeito pelas nacoes indígenas. Mas o seu forte envolvimento maior está no movimento de resistencia contra as forças destrutivas que ameaçam a sobrevivência indígena, tais como os planos do governo brasileiro em construir a barragem no rio Xingu. Como tal, Sheyla tem se tornado uma adversária inabalável e implacável contra o Complexo da Barragem de Belo Monte, uma porta-voz fundamental  e obssessiva para os povos indígenas resistirem ao projeto. Sheyla é uma líder dentro do “Movimento Xingu Vivo Para Sempre (MXVPS)”. Localizada ao lado do reservatório planejado de Belo Monte, a comunidade de Boa Vista será gravemente afetado por pela barragem.

O filme abaixo foi realizado em junho passado num ato popular, liderado por Sheila Yakarepi Juruna, na praca do Relógio, centro histórico de Belém.

 Ras Adauto – Movimento de Apoio às Nacoes Indígenas Brasileiras Berlin-Kreuzberg

Na foto: Ruth Buendía Mestoquiari, Almir Narayamoga Surui og Sheyla Yakarepi Juruna/Anne Leifsdatter Grønlund


Cerca de quinhentos ativistas, índios, sindicalistas, lideranças estudantis e do movimento popular contrários à construção de barragens na Amazônia, liderados pela índia, Sheila Yakarepi Juruna, da etnia Juruna, de Vitória do Xingu, região de Altamira (740 km de Belém), concentraram-se logo cedo, na praça do Relógio, centro histórico de Belém, onde a guerreira do Xingu, como esta sendo chamada Sheila, fez um primeiro discurso.

– Estou aqui, mais uma vez, conclamando a sociedade paraense para denunciar esse grande monstro — chamado Belo Monte — que estão tentando implementar em nossa região de qualquer modo, disse a Juruna.

Em seguida, todos saíram em marcha rumo à (ALEPA) Assembleia Legislativa do Pará, onde Sheila Juruna foi agraciada com a medalha de Honra ao Mérito concedida por solicitação do deputado Edmilson Rodrigues (PSOL-PA), antes, na frente do poder legislativo estadual, foi realizado um ato político contra à construção da hidrelétrica de Belo Monte.

– Nós, povos indígenas do médio Xingu, não aceitamos que o governo federal venha destruir a nossa casa. O rio Xingu é nossa casa. É a nossa vida, por isso, estamos denunciando todas essas formas injustas com que o esse governo vem tentando implementar empreendimentos não só no rio Xingu, mas em toda Amazônia brasileira, denunciou Sheila.

Segundo, Sheila Juruna, o governo federal com a desculpa de dizer que a geração de energia elétrica, através hidrelétrica desenvolve e que esse tipo de geração de energia não prejudica o meio ambiente é falsa, pois destrói sim a vida das populações locais e exigiu respeito do governo federal.

IISD

 – Queremos o mínimo de respeito aos nossos direitos que são constitucionalmente garantidos. Cadê o governo federal que deveria sim defender o nosso povo, Cadê? Cadê? disse ela, em tom de protesto.

E disse ainda que se não fosse os povos da floresta e da cidade se organizarem e irem à luta, o rio Xingu já estaria morto, junto com todos que dependem dele para sobreviver.

– Por isso, agradeço mais uma vez aos movimentos sociais, pois só seremos vencedores se estivermos de fato, unidos, porque essa causa é de todos nós. Não à Belo Monte é uma questão de honra para todos nós, disse.

Para Sheila Juruna, o governo federal deve parar as obras de construção de Belo Monte, pois a forma autoritária do governo só vem mostrar seu lado perverso e opressor.

– Esse governo é opressor! Esse governo é ditador! O governo da presidenta Dilma Rousself é autoritário e não respeita os direitos dos índios e dos povos da Amazônia, mas nós existimos e vamos derrotar esse governo, pois o poder está com o povo. Não à Belo Monte, não a construção de barragens na Amazônia. Não à Belo Monte e Xingu vivo para sempre! Amazônia viva para sempre! Todos os rios da Amazônia livres para sempre!, disse Sheila, emocionada.

E encerrou dizendo que é uma honra estar aqui representando os povos do Xingu! Os povos que estão resistindo porque nós como povos que somos lá na nossa terra, estamos sendo massacrados, estamos sendo desrespeitados, tendo os nossos direitos sendo violados. Belo Monte não vai gerar a energia que eles estão dizendo por aí. Nós não fomos consultados e eu desminto qualquer pessoa ou membro do governo ou qualquer autoridade que venha dizer o contrário. Nos não fomos consultados e vamos resistir diante desse processo. Amazônia livre! Xingu livre! Planeta livre para sempre!

Belo Monte Xingu Vivo

Standard YouTube-Lizenz

===============================================================================================================
Leia também:

Justiça Federal manda paralisar parte das obras de Belo Monte

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A Justiça Federal do Pará concedeu nesta terça-feira liminar determinando a imediata paralisação das obras de construção da Hidrelétrica de Belo Monte somente no Rio Xingu, local onde são desenvolvidas atividades de pesca de peixes ornamentais pelos associados da Associação dos Criadores e Exportadores de Peixes Ornamentais de Altamira (Acepoat). A entidade é autora de ação ajuizada na 9ª Vara Federal, especializada no julgamento de causas ambientais.

Na decisão, o juiz federal Carlos Eduardo Castro Martins proíbe o consórcio Norte Energia S.A. (Nesa), responsável pelas obras de construção da usina, de fazer qualquer alteração no leito do Rio Xingu, como “implantação de porto, explosões, implantação de barragens, escavação de canais, enfim, qualquer obra que venha a interferir no curso natural do Rio Xingu com conseqüente alteração na fauna ictiológica.”

Em: Xingu Vivo 

**************************************************

(*) COAIB- COORDENAÇÃO DAS ORGANIZAÇÕES INDÍGENAS DA AMAZÔNIA BRASILEIRA

A COIAB foi criada em uma reunião de líderes indígenas em abril de 1989. É a maior organização indígena do Brasil, tem 75 organizações membros dos nove Estados da Amazônia Brasileira (Amazonas, Acre, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins); são associações locais, federações regionais, organizações de mulheres, professores e estudantes indígenas. Juntas, estas comunidades somam aproximadamente 430 mil pessoas, o que representa cerca de 60% da população indígena do Brasil.

A COIAB foi fundada para ser o instrumento de luta e de representação dos povos indígenas da Amazônia Legal Brasileira pelos seus direitos básicos (terra, saúde, educação, economia e interculturalidade). Representa cerca de 160 diferentes povos indígenas com características particulares, que ocupam aproximadamente 110 milhões de hectares no território amazônico.

A COIAB tem sede em Manaus e uma representação em Brasília (DF) para articulação política e para dar apoio as organizações indígenas. Tem como instância máxima de deliberação sua Assembléia Geral Ordinária que, a cada três anos, reúne lideranças representativas de 31 regiões dos nove Estados da Amazônia Legal Brasileira. Os representantes destas regiões constituem o CONDEF – Conselho Deliberativo e Fiscal, que é um órgão consultivo, de assessoria e deliberativo da Coordenação Executiva da COIAB. O CONDEF é eleito na Assembléia Geral. A Coordenação Executiva é a instância de execução da COIAB, formada por um coordenador geral, um vice-coordenador, um coordenador secretário e um coordenador tesoureiro.

 Missão: Fiscalizar, defender e promover os direitos dos povos indígenas.

 Objetivos: Na luta pela garantia e promoção dos direitos dos povos indígenas, a COIAB tem como objetivos e fins promover a organização social, cultural, econômica e política dos povos e organizações indígenas da Amazônia Brasileira, contribuindo para o seu fortalecimento e autonomia. Também formula estratégias, busca parcerias e cooperação técnica, financeira e política com organizações indígenas, não indígenas e organismos de cooperação nacional e internacional para garantir a continuidade da luta e resistência dos povos indígenas. – COIAB.

Coordenação Executiva: 2009-2013

Coordenador Geral:
Antonio Marcos Alcântara de Oliveira Apurinã / Apurinã

Vice-coordenador:
Sônia Bone de Sousa Silva Santos / Guajajara

Coordenador Secretário:
Cleyton Oliveira Martins Javaé / Javaé

Coordenador Tesoureiro:
Kleber Luiz Santo dos Santos / Karipuna
Endereços

SEDE MANAUS
Av. Ayrão, 235
Presidente Vargas / Manaus – Amazonas / Brasil
CEP 69.025-290
Fone: + 55 (92) 3621-7501
secretaria@coiab.com.br

REPRESENTAÇÃO BRASÍLIA
SRTVS – Edifício Centro Empresarial Assis Chateaubriand
Quadra 701 – Conj. 1 – Bl. 1, nº 38
Salas 21/22 – Sobreloja
Cep.: 70.340-000 – Brasília – Distrito Federal / Brasil Fone: + 55 (61) 3323 -5068 / 3224-0840
coiabdf@terra.com.br


 
Deixe um comentário

Publicado por em setembro 29, 2011 em Uncategorized

 

Bolívia em Crise: Indígenas e Floresta amazônica em perigo!

Queridos amigos,

O governo boliviano está em crise por causa de uma mega-rodovia que passará pela Amazônia, aumentando a destruição da floresta tropical. Após a repressão brutal sofrida pelos manifestantes indígenas, o Presidente está com um pé atrás e foi forçado a reexaminar sua posição. Vamos apoiar as corajosas comunidades indígenas para impedir a repressão e proteger a Amazônia – assine agora e envie para todos:

No domingo, a polícia boliviana usou gás lacrimogêneo e cassetetes para reprimir os homens, mulheres e crianças indígenas que estavam marchando em sinal de protesto contra uma mega estrada ilegal que passará por dento da protegida floresta amazônica.

72 horas depois, o país está em crise – o Ministro da Defesa se demitiu em sinal de desgosto, os bolivianos estão protestando nas ruas de todo o país e o Presidente Evo Morales foi forçado a suspender temporariamente a construção da rodovia. Entretanto, poderosas multinacionais já estão dividindo esta importante reserva da natureza. Agora, somente se o mundo apoiar esses corajosos indígenas, poderemos garantir que a estrada será redirecionada e a floresta protegida.

A Avaaz acabou de entregar uma forte petição de emergência assinada por 115.000 bolivianos e latino-americanos a dois Ministros do governo – eles estão preocupados com a pressão pública em massa e estão com um pé atrás. Agora, depois dessa violência brutal, vamos aumentar a pressão e criar um alarme mundial para acabar com a repressão e parar a construção da estrada. Clique para assinar a petição urgente – ela será entregue espetacularmente para o presidente Evo Morales quando chegarmos a 500 mil assinaturas:

http://www.avaaz.org/po/bolivia_stop_the_crackdown/?vl

Milhares de indígenas estão marchando há seis semanas da Amazônia para a capital. Finalmente, em uma reunião com a Avaaz na semana passada, o Ministro boliviano das Relações Exteriores se comprometeu a abrir o diálogo com os líderes. No sábado, ele falou com os manifestantes, mas quando se recusou a aceitar suas demandas básicas, eles o forçaram a marchar com os manifestantes por uma hora para quebrar a barreira da polícia. No dia seguinte, as tropas invadiram a área onde os manifestantes tinham montado acampamento e os espancaram brutalmente, detendo centenas deles e levando-os em ônibus para forçar sua remoção.

Os 300 km da rodovia proposta cortaria a Isiboro Sécure (TIPNIS em espanhol), a jóia da Amazônia boliviana, famosa por suas árvores enormes, impressionante vida selvagem e reservas de água doce. O incrível significado natural e cultural de TIPNIS mereceu o estatuto de área duplamente protegida — como Parque Nacional e reserva indígena. A rodovia é financiada pelo Brasil e ligaria o Brasil aos portos do Pacífico. Entretanto, esta seria uma artéria-venenosa que iria destruir essas comunidades e floresta e incentivar a exploração de petróleo, madeira e minério, além do desenvolvimento em grande escala de negócios industriais e agrícolas. Um estudo recente afirmou que 64% do parque seria desmatado até 2030, caso a estrada fosse construída.

O direito boliviano e internacional diz que os líderes indígenas devem ser consultados se o governo quiser tomar suas terras. Além disso, as comunidades indígenas querem alternativas mais seguras para promover o crescimento económico e a integração regional. Entretanto, o governo tem ignorado a oposição indígena e não fez um estudo sequer para avaliar uma rota alternativa que passe por fora de TIPNIS. Em vez disso, Evo Morales está pressionando para a realização de um referendo na região, algo que ignora a lei e é visto por muitos como uma tentativa de fabricar um consentimento ilegítimo.

Morales – conhecido como o primeiro presidente indígena da Bolívia – é reconhecido globalmente por apoiar o meio ambiente e os povos indígenas. Vamos incentivá-lo a manter esses princípios, especialmente agora que este violento conflito atingiu seu ponto de ebulição, e apoiar aqueles que estão lutando na linha de frente pela preservação da floresta e pelo respeito das comunidades indígenas – assine esta petição urgente para deter a repressão e a rodovia ilegal:

http://www.avaaz.org/po/bolivia_stop_the_crackdown/?vl

Repetidamente a proteção da terra da qual todos nós dependemos e os direitos dos povos indígenas são sacrificados por nossos governos em nome do desenvolvimento e crescimento econômico. Nossos líderes frequentemente escolhem a mineração e o desmatamento ao invés da nossa própria sobrevivência — regularmente beneficiando corporações estrangeiras. No futuro que todos nós queremos, o ambiente e as vidas de pessoas inocentes vêm antes do lucro. O Presidente Evo Morales tem agora a chance de apoiar seu povo, salvar a Amazônia, e repensar o que o desenvolvimento real deve ser na América Latina.

Com esperança,

Luis, Laura, Alice, Ricken, David, Diego, Shibayan, Alex e o resto da equipe Avaaz

Fontes:

Bolívia: Morales decide interromper estrada, mas protestos não acabam (Jornal do Brasil)
http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2011/09/27/bolivia-morales-decide-interromper-estrada-mas-protestos-nao-acabam/

Bolívia: Protestos continuam mesmo após suspensão de estrada (Diário Digital)
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=533289

Após repressão a protesto, ministro do Interior boliviano renuncia (Último Segundo)
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/apos-repressao-a-protesto-ministro-do-interior-boliviano-renuncia/n1597245314610.html

Bolívia: Protestos continuam após suspensão do projeto de estrada que iria atravessar reserva natural indígena (SIC Notícias)
http://sicnoticias.sapo.pt/Lusa/2011/09/28/bolivia-protestos-continuam-apos-suspensao-do-projeto-de-estrada-que-iria-atravessar-reserva-natural-indigena

Milhares de pessoas vão às ruas para pedir a renúncia do presidente da Bolívia (Jornal Nacional)
http://g1.globo.com/videos/jornal-nacional/t/edicoes/v/milhares-de-pessoas-vao-as-ruas-para-pedir-a-renuncia-do-presidente-da-bolivia/1643038/

 

Apoio: Ras Adauto/PPABerlin

Apoie a comunidade da Avaaz!
 
1 comentário

Publicado por em setembro 28, 2011 em Uncategorized

 

Governo brasileiro lamenta e pede desculpas pelo assassinato do estudante da Guiné-Bissau Toni Bernardo da Silva

Desculpas nao acabam com a violencia do crime de Racismo no Brasil!

O governo brasileiro  lamenta e pede desculpas pelo assassinato do estudante da Guiné-Bissau Toni Bernardo da Silva. O estudante foi  morto por dois pms e um jovem empresário na madrugada de quinta-feira (22/09) em Cuiabá, em uma Pizzaria.

O lamento e as deculpas do governo brasileiro devem ser acompanhados de acoes mais duras e severas nos casos de crime de racismo no Brasil. Senao nao adianta fazer o teatro das lamúrias, enquanto prevalecer no corpo da sociedade brasileira a discriminacao, o preconceito, a exclusao e o banimento moral e  físico de negros, índios e pobres no país. Toni foi morto, nao por sua acao em pedir dinheiro e/ ou perturbar fregueses em uma Pizzaria, mas porque era negro, africano. Nao adianta buscar outros motivos para escamotear a brutal eliminacao do estudante guinenese. O advogado dos pms assassinos levantou a ridícula suposicao de que os pms foram impedir que o rapaz assaltasse o estabelecimento. Mas depoimentos de testemunhas desmentem esse factóide do advogado. Conhecidos e fregueses da Pizzaria dizem que Toni era conhecido no local e nao estava ali para assaltar ninguém, apenas pedir uns trocados, coisa que sempre fazia. – Ras Adauto

========================================================================================================================================================

Governo lamenta morte de estudante

Por: Redação:Com informações do Jornal Folha de S. Paulo – Fonte: Afropress – 24/9/2011

Brasília – O Governo brasileiro formalizou pedido de desculpas ao Governo da Guiné-Bissau por causa do episódio envolvendo o estudante Toni Bernardo da Silva, 27 anos, assassinado a pancadas por dois policiais militares e um empresário, na madrugada de quinta-feira (22/09) em Cuiabá (veja matéria).

“O ministro das Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota, apresentou pessoalmente, hoje (24/09) em Nova York, ao Embaixador Adelino Mano Queta, Chanceler em exercício e futuro Ministro da Justiça de Guiné-Bissau, em nome do Governo brasileiro, pedido de desculpas pela violência cometida contra o estudante bissauense”, diz a Nota do Itamaraty encaminhada à Imprensa.

O Governo brasileiro afirmou “lamentar profundamente” a morte do estudante e apresentou condolências a família de Toni, aluno do Curso de Economia da Universidade Federal do Mato Grosso.

Os três assassinos estão presos e foram indiciados por homicídio doloso – quando há intenção de matar.

Fonte: Afropress         

Leia mais:

Ex-namorada de estudante morto diz que ele foi vítima de racismo

 

Filho de uma família tradicional de Guiné-Bissau, o ex-estudante da UFMT Toni Bernardo da Silva, 27 anos, morto por policiais militares e um empresário na noite de quinta-feira (22), teria sido vítima de racismo, de acordo com sua ex-namorada brasileira, que hoje vive em Brasília.

Em: CenBrasil


 

 

 

 

 
Deixe um comentário

Publicado por em setembro 28, 2011 em Uncategorized

 

Cacique Raoní Metuktire Kaiapó recebe o título de cidadão honorário de Paris

 Foto: AFP

 

PARIS – O Grande Cacique da tribo dos Caiapós, Raoni Metuktire, de 81 anos, recebeu na terça-feira, 27.09,  o título de cidadão honorário de Paris das mãos do prefeito Bertrand Delanoe. Raoní chegou à cidade no dia 19 para conseguir uma petição em protesto contra a Usina de Belo Monte. Em sua visita à cidade, Raoni visitou o castelo de Cheverny acompanhado pela marquesa de Vibrary, proprietária do local, plantou uma árvore e visitou museus.

Conheci Raoní  e outras grandes liderancas Caiapós (Wai-Wai, Megaron, Paiakan,  Tutu Pombo, etc) através da Líder Indígena Eliane Potiguara e da Uniao das Nacoes Indígenas/Rio de Janeiro. As conversas que já tive com o Grande guerreiro foram muito saborosas e gratificantes, que nunca mais esqueci em minha vida. O que sempre me chamou a atencao de Raoni, além  é claro de sua perspicácia e luta em prol dos povos indígenas, foi o seu bom e sutil humor. Realmente uma grande figura da História moderna do Brasil.

Parabens Cacique Raoní!

O Grande Cacique Raoni, líder da tribo dos Kayapó, dá seu depoimento em vídeo sobre os impactos de Belo Monte na região da Volta Grande do Rio Xingu.

 
1 comentário

Publicado por em setembro 28, 2011 em Uncategorized

 

Ministra da Defesa boliviana pede demissão, após ação policial violenta contra protesto indígena

A ministra da Defesa da Bolívia  Cecília Chacón renunciou ao cargo nessa segunda-feira, após um fim de semana de tensoes e violencia entre grupos indígenas e o governo do presidente Evo Marales.

A Ministra, por um comunicado, declarou que renunciou ao cargo pois nao concordava com a intervencao do governo nas manifestacoes indígenas no domingo.

Cerca de 500 policiais, usando bombas de gás lacrimogeneo e outros artifícios de repressao, entraram em choque com os manifestantes. Chacón, que estava no cargo há 5 meses, nao gostou da ação policial violenta contra os indígenas.

Os setores indígenas são contra uma estrada construída com recursos brasileiros e que poderia passar por uma reserva florestal.  A manifestacao era contra a construção do segundo trecho da estrada entre Villa Tunari, no Departamento de Cochabamba (centro) e San Ignácio de Moxos, no Departamento de Beni, próximo à fronteira com o Brasil.

Os indígenas afirmam que o presidente Evo Morales não querem ouvi-los. As autoridades do governo dizem que são os indígenas que se recusam ao diálogo.

Evo Morales nega que haja mortos ou desaparecidos  na repressao à marcha indígenas. Porém fontes ligadas aos setores inígenas alegam que há pelo menos um menino morto e cerca de 40 indígenas desaparecidos.  A tensao está no ar e parece que nao vai terminar muito cedo.

Segundo a BBCBrasil.com, o governo brasileiro em nota através do Itamaraty  afirma “ter recebido com preocupação a notícia sobre os distúrbios e disse ter confiança no governo e em diferentes setores do país para buscarem diálogo e favorecer a negociação sobre o traçado da rodovia. O governo também se disse disposto a cooperar com a Bolívia no contexto da obra, afirmando que se trata de projeto de grande importância para a integração nacional da Bolívia e que atende aos parâmetros relativos a impacto social e ambiental previstos na legislação boliviana.”

Mas se os setores indígenas estao reclamando já há muito tempo contra essa obra, alguma coisa de real ameaca aos seus territórios está acontecendo. Nao podemos esquecer outro projeto de impacto que está gerando conflitos e tensoes no Brasil: a construcao da Usina Hidroelétrica de Belo Monte, que está levando preocupacoes sérias de setores indígenas da regiao do Xingú. Movimentos Indígenas de todo o País e ambientalistas no mundo todo.

(Hoje de manha veio a notícia: ” Após intensos protestos de indígenas, o presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou a suspensão da construção de uma estrada que liga o país ao Oceano Pacífico, que é construída com recursos brasileiros e passa por uma reserva florestal.”  – cdb).

Leia a matéria completa em: Correio do Brasil(por BBCBrasil.com)

 
Deixe um comentário

Publicado por em setembro 27, 2011 em Uncategorized

 

Caixa Economica Federal se retrata pelo Machado de Assis branco!

A Caixa Economica Federal respondeu aos protestos dos movimentos sociais antiracistas contra à imagem de Machado de Assis “branco” em seu comercial de comemoracao dos 150 anos. A Carta abaixo foi enviada ao SEPPIR, que havia entrado com acoes na Justica competente federal contra o tal Machado de Assis embranquecido:

Abaixo da Carta, o filme produzido pela Caixa Economica, uma chamada para o Dia Nacional da Consciencia Negra, em 2009. – Ras Adauto Berlin

Carta da Caixa Econômica a Seppir em resposta ao protesto contra a veiculação de imagem de Machado de Assis branco. Protestar ainda é o melhor remédio!

Carta à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República sobre campanha dos 150 anos da Caixa Econômica Federal

A Caixa Econômica Federal reafirma a esta secretaria e aos movimentos sociais por ela defendidos o seu compromisso com a responsabilidade social e o respeito à diversidade. Esta instituição sempre estará alinhada com política de igualdade do nosso Governo Federal, regida pela justiça social e oportunidade para todos.
Em suas peças publicitárias, a CAIXA sempre buscou retratar a diversidade que caracteriza o nosso país, como pode ser demonstrado nas campanhas elaboradas em parceria e com o apoio dos movimentos sociais e da própria Seppir.

No entanto, a CAIXA pede desculpas por sua última peça publicitária comemorativa aos 150 anos do banco, que teve como personagem o escritor Machado de Assis. A CAIXA lamenta que a peça não tenha caracterizado o escritor, que era afro-brasileiro, com sua origem racial.
A CAIXA informa que suspendeu a veiculação e tomou providencias para anulação do pagamento da campanha, elaborada por agência publicitária contratada pelo banco.

Como ressaltou esta secretaria em sua nota, o episódio acontece exatamente no momento em que estamos, a Seppir e a CAIXA, construindo um termo de cooperação que envolve, entre outros, aspectos relacionados à representação de pessoas negras nas ações de comunicação. Como dito, esta não será a primeira nem a última ação de comunicação da CAIXA no intuito de promover a igualdade. Desde sua fundação a CAIXA é o banco de TODOS os brasileiros. E este compromisso está pautado em nossas ações e campanhas como:

Produção e veiculação, na semana em que se comemora o Dia da Consciência Negra, de um filme elaborado a partir de um poema do gaúcho Oliveira Silveira, conhecido como ‘poeta da consciência negra’, em novembro de 2009 e novembro de 2010: http://www.youtube.com/watch?v=Sh7HKL6oSGM

Parceria com a Secretaria de Política e Promoção da Igualdade Racial, que prevê divulgação da campanha ‘Igualdade é para valer – 2011’, Ano Internacional dos Afrodescendentes;

Produção e veiculação do filme ‘Liberdade’, em comemoração aos 150 anos da Caixa, exibido em maio de 2011: http://www.youtube.com/watch?v=lLLaqm89ygo;

Patrocínio da Oficina de Ferramentas Afrodescendentes – Edital Artesanato 2011;

Patrocínio do Espetáculo Orfeu da Conceição – Tragédia Carioca, em 2010;

Patrocínio do Troféu Raça Negra 2008 e 2010;

Patrocínio do III Congresso Nacional Afro Brasileiro (CNAB), em 2008;

Patrocínio da exposição Diversidade Contemporânea Afro-Baiana, em 2007;

Patrocínio da instalação do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira, em 2003;

Caixa Econômica Federal
20/09/2011

 
2 Comentários

Publicado por em setembro 27, 2011 em Uncategorized

 

Inbrapi e Comitê Intertribal organizam Oficina Preparatória de Povos Indígenas à Rio+20

O “Movimento de Apoio às Nacoes Indígenas Brasileiras-Berlin/Kreuzberg” recebeu o seguinte comunicado agora à tarde na Rede de Literatura Indígena via Eliane Potiguara – (Ras Adauto).

A mensagem postada pela líder indígena Eliane Potiguara: 

 A partir de amanhã estaremos eu e Tajira Kilima, na oficina sobre Rio+20, realizado pelo INBRAPI ( Instituto Indígena Brasileiro para a Propriedade Intelectual) cujo presidente é Daniel Munduruku e a diretora -executiva é a Dra. Lúcia Fernanda, Jófej, filha d grande líder indígena Andila Inácio). veja mais detalhes abaixo:

REDE GRUMIN DE MULHERES INDÍGENAS

Inbrapi e Comitê Intertribal organizam Oficina Preparatória de Povos Indígenas à Rio+20


Oficina deve contribuir para uma Estratégia Brasileira de Biodiversidade para 2020

Organizações e representantes indígenas do Brasil devem se reunir nos dias 27 a 29 de setembro em Brasília/DF, na Oficina Preparatória de Povos Indígenas para à Rio+20 organizada pelo Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual (Inbrapi) em parceria com o Comitê Intertribal Memória e Ciência Indígena.

A oficina, inserida em uma agenda de qualificações desenvolvidas pelo Inbrapi direcionada à formação de capacidade dos Povos Indígenas para à Rio+20, será realizada com o apoio do Ministério do Meio Ambiente (MMA), da União Internacional para Conservação da Natureza (UICN), WWF-Brasil e Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ).

Decorrente da iniciativa do MMA em integrar todos os setores da sociedade brasileira na construção de uma estratégia nacional de biodiversidade para cumprir as metas do Plano Estratégico 2011-2020, conforme aprovadas pela Convenção da Diversidade Biológica CDB em sua décima Conferência das Partes em Nagóia, Japão (COP-10), o evento é voltado para a qualificação básica sobre o tema.

Visa ainda, consolidar informações sobre a elaboração de um marco legal para internalizar o Plano Estratégico da CDB para 2020.
Serão apresentados ainda, temas como a regulamentação no Brasil do Protocolo de Nagoya sobre ABS: Acesso e Repartição dos Benefícios de Recursos Genéticos Oriundos da Diversidade Biológica e Conservação da Biodiversidade Florestal.

Foram convocados a participarem, cerca de 50 representantes indígenas entre homens e mulheres de diferentes biomas e regiões, sendo respeitada a diversidade de organizações.  Como resultado, os participantes da oficina devem apontar em um documento básico, as contribuições dos Povos Indígenas para as submetas nacionais na construção de uma Estratégia Brasileira de Biodiversidade para 2020.

Programação Cultural

A oficina contará com atividades culturais, como exposição e venda de artesanatos, livros e produtos das organizações indígenas representadas, além de contação de histórias e apresentações musicais realizadas pelos participantes indígenas.

Eleição de Delegados

Da Oficina Preparatória serão indicados 25 representantes (delegados) que farão parte da reunião setorial de Povos Indígenas e Comunidades Locais, prevista para ocorrer no período de 19 a 21 de outubro em Brasília, ocasião em que serão eleitos os delegados para a oficina global que reunirá todos os setores, cujas datas ainda serão agendadas.

Para conferir a programação completa da Oficina Preparatória de Povos Indígenas para à Rio+20, acesse aqui.

Sônia Kaingang
INBRAPI Setor Comercial Sul, Quadra 1, Bloco C
Ed. Antônio Venâncio, Sala 902 
CEP: 70.301-000 Brasília DF 
Telefone: (055) (61) 3033-7019, Fax: (055) (61) 3033-7198 
website: www.inbrapi.org.br

 E-mail: inbrapi@yahoo.com.br

 Fonte: INBRAPI

 

 
2 Comentários

Publicado por em setembro 25, 2011 em Uncategorized

 
 
%d blogueiros gostam disto: