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Desmatamento na Amazônia continua

01 set


Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Amazônia perdeu 225 quilômetros quadrados (km²) de florestas em julho. Mas em relação a junho, quando os satélites registraram 312,6 km² de desmate, houve redução de quase 30%  no ritmo de desmate. Apesar disso, técnicos do Inep asseguram a tendência é de aumento.

O Inep utiliza-se do  sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), que monitora áreas maiores de 25 hectares e serve para orientar a fiscalização ambiental. Além do corte raso (desmatamento total), o sistema também registra a degradação progressiva da floresta.

Conforme o registro de desmatamento medido pelo Deter até agora,  as áreas atingidas atingiu 2.654 km² nos últimos 12 meses, contra 2.295 km² no período anterior (agosto de 2009 a julho de 2010), com um aumento calculado em 15%.

Pela apuracao, o Pará liderou o desmate na região em julho, com 93,7 km² de novas áreas derrubadas, seguido por Rondônia, com 52,4 km², e Mato Grosso, com 51,4 km². Enquanto no Amazonas, as derrubadas atingiram 16 km² de florestas, em Roraima, 5,5 km², no Maranhão, cerca de 3 km² e no Tocantins, 2 km². A densa cobertura de nuvens no local impede a visualização de 7% da Amazônia Legal, segundo o Inpe.

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Índios Suruí denunciam desmatamento com ajuda da internet

O líder indígena Almir Suruí, 35 anos, criou uma iniciativa pioneira e efeciente. A utilização da internet para valorizar e divulgar a cultura de seu povo e combater o desmatamento ilegal na reserva indígena Sete de Setembro, em Rondônia, onde habita.

A Associação Kanindé, que virou modelo para muitos  povos indígenas no mundo e que desde 2010 mantém uma parceria com o Google e ONGs como ACT-Brasil, colocou à disposição dos usuários e interessados um “mapa cultural” que fornece informações sobre a cultura e história dos Suruí. Além de um mapeamento constante de derrubadas e incendios nas áreas de florestais em torno da reserva indígena Suruí.

Segundo revelou o cacique:  “Eu acho que nossa aliança com a internet é muito importante porque facilita e possibilita que a comunicação fortaleça politicamente nosso povo. O meu povo pode estar falando da ameaça da floresta, do desenvolvimento da floresta e da valorização cultural do povo Suruí.”

Sao as comunidades e nacoes indígenas na Amazonia alertas,  tentando diminuir os estragos e salvar partes ainda vivas da floresta amazonica.  Porque elas sabem muito bem o que significa os seus naturais habits, nao só para elas, mas para os povos da Terra-Mae.

Uma das figuras incentivadoras importantes do projeto suruí é o suico Thomas Pizer, da organização Aquaverde. Pizer recebeu um e-mail de Almir Suruí, há seis anos atrás. A mensagem dizia assim: “Em seu site é dito que vocês estão envolvidos no reflorestamento da Amazônia. Se for verdade, por favor, nos ajude”. Documentos do Word e planilhas do Excel estavam anexados ao e-mail. Thomas agilizou  uma transferência de dinheiro aos suruís, suficiente para replantacao de 500 mudas.

Os suruí entao plantaram 1.900 mudas.  Eles plantaram mais e mais espécies: palmeiras açaí, ipês, castanheiras-do-pará, mogno. O empreendimento envolveu mulheres, crianças e idosos da reserva  Sete de Setembro.. Eles continuam plantando até hoje. Aos poucos a floresta está retornando na área em que vivem.

“Nenhum outro povo indígena em todo o Brasil fez tanto pela recuperação de suas florestas”, analisa Thomas Pizer.

Com  cerca de mil e trezentos membros, os Surui dizem ter aprendido com o passado. Agora, em vez do arco e flecha, a luta deles é através do laptop.

O Líder suruí Almir Gamebey  comenta: ” Cada um tem o seu arco e flecha guardados em casa,  mas ao mesmo tempo, hoje a gente está usando laptop, iPhone… essas são as nossas ferramentas de diálogo.”

Uma das acoes executadas é mandar fotografias de desmatamentos e queimadas em tempo real.

No site do Ministério da Cultura encontramos o seguinte comentário sobre o projeto dos Suruí:

“Entre os Suruí, internet já faz parte do dia a dia

Valor Econômico, em 16/7/2010

A mesma internet que hoje testa os limites da “aldeia global”, expressão criada pelo sociólogo Marshall McLuhan para se referir às mudanças sociais causadas pelas mídias eletrônicas, avança agora sobre a “aldeia local”. Os Waimiri Atroari não foram os primeiros e tampouco serão os últimos entre os povos indígenas a enxergar na internet um forte aliado para garantir seus direitos, em vez de uma ameaça à sua organização e cultura. Entre os municípios de Cacoal (RO) e Aripuanã (MT), a tribo dos índios Suruí (que significa “gente de verdade”) convive diariamente com o acesso à internet. Entre as 25 aldeias, três delas estão equipadas com computador. Parte da população dos 1.350 índios Suruí também usa telefone celular para se comunicar, diz Almir Suruí, líder da tribo. “Todo povo e todo país tem que melhorar e se desenvolver. Nossa missão com a tecnologia é levar para o mundo o valor da floresta, para que todos a conheçam e a respeitem”, diz Almir. O acesso à tecnologia pelo povo Suruí teve início há pouco mais de dois anos, quando Almir foi até os Estados Unidos para negociar com executivos do Google um sistema que conectasse sua tribo. O projeto deu certo. Em 2008, uma equipe internacional do Google liderada por Rebecca Moore, cientista responsável por projetos ambientais da companhia, passou oito dias na tribo Suruí, no convívio com os índios. A partir da visita, a companhia americana lançou o Google Earth Outreach, recurso pelo qual organizações não governamentais têm acesso a mapas digitais e mecanismos para difundir e proteger projetos socioambientais. Nas aldeias Suruí, diz Almir, a excitação dos índios para usar a internet é grande. O recurso, diz ele, é novidade para seu povo, mas é preciso ter acesso controlado. “É importante que a gente se preocupe com a questão cultural. Há critérios para uso do computador”, diz Almir. “Ninguém pode usar para fazer bagunça, é uma ferramenta de comunicação.” Hoje, os Suruí têm computadores que foram doados pelo Google. O acesso à internet é financiado por um programa social apoiado pelo Ministério da Cultura.”

http://www.cultura.gov.br/site/2010/07/16/entre-os-surui-internet-ja-faz-parte-do-dia-a-dia/

Ras Adauto/Movimento de Apoio às Nacoes Indigenas/Berlin-Kreuzberg

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Para quem quer se informar sobre a orgnazicao aquaverde veja em:  http://www.aquaverde.org/de/index.shtml

Veja também: http://www.aquaverde.org/por/surui.shtml

Fotos: internet

 
1 comentário

Publicado por em setembro 1, 2011 em Uncategorized

 

Uma resposta para “Desmatamento na Amazônia continua

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