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Alunas de escola pública sofrem injúria e discriminação racial na XV Bienal do Livro – RJ

07 set

Mais um caso de racismo aberto chega ao nosso conhecimento no facebook. Dessa vez o caso aconteceu com alunas do Colégio Estadual Guilherme Briggs, de Niterói no stand de livros  Editora Abril/Veja, na XV Bienal do Livro no Rio de Janeiro.

A cada dia mais e mais casos de jovens e pessoas negras em várias situacoes e locais do Brasil estao sendo atacadas por racistas.

E importante, além das denúncias massivas abertas e públicas, acionarmos cada vez mais os órgaos competentes, delegacias e polícias e o judiciário.  Nao podemos mais deixar passar  essas situacoes que atentam frontalmente contra aos nossos direitos, auto-estima e cidadania. Nao somos cidadaos e cidadas de segunda classe. Isso deve ficar claro para todo mundo no Brasil.

Ras Adauto Berlin

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Mas vamos ao caso, postado por Jorge Zulu:

“Alunas de escola pública sofrem injúria e discriminação racial na XV Bienal do Livro – RJ

“Não vou dar senha porque não gosto de mulheres negras”, “Você é favelada e preta de cabelo duro”.

Uma das piores formas de discriminação é a feita em função da origem étnica, atingindo a dignidade e integridade do outro.

Isso aconteceu ontem, 05/09, na XV Bienal do Livro – RJ, no Riocentro, quando durante a visitação de alunos o Colégio Estadual Guilherme Briggs, de Niterói, no stand da Editora Abril/Veja – assinaturas, duas alunas se dirigiram ao atendente da Editora citada para pegarem a senha de acesso para autógrafo com artista e sofreram a prática de injúria e discriminação racial. Depois de ficarem na fila aguardando a vez, o funcionário além de se negar a fornecer a senha de autógrafo para as alunas, também afirmou, verbalmente, que não iria dar senhas porque não gostava de mulheres negras. Mesmo ofendida uma delas insistiu e ainda ouviu que não ia ganhar porque era favelada e de cabelo duro. A aluna citou que o que ele estava fazendo era “bulling”, “crime”. “Ele respondeu que podia ser o que for, e que não ia dar nada para ele”. Voltando com o grupo de colegas, chorando, a Diretora do Colégio ficou sabendo e, ainda no Riocentro, voltou ao stand, se dirigiu ao gerente da Editora denunciando o fato e o funcionário, e ouviu a seguinte frase: “Ele estava brincando”, “Não leve isso a sério, senão vai prejudicar a empresa”.

“Discriminação racial: toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que tenha por objeto anular ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercício, em igualdade de condições, de direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida pública ou privada.” Art. 2º, inciso I do Estatuto da Igualdade Racial.

Vendo que não adiantava sua denúncia no local, a Diretora fez um Registro de Ocorrência, na 77ª Delegacia de Polícia, em Niterói, sob o nº   077-05231/2011-01 e encaminhou aos órgãos competentes do Estado (Cedine, Supir).”

“Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Albert Einstein

publicado em Africa no Mundo (africaintheworld).

 
7 Comentários

Publicado por em setembro 7, 2011 em Uncategorized

 

7 Respostas para “Alunas de escola pública sofrem injúria e discriminação racial na XV Bienal do Livro – RJ

  1. Eduardo Santiago Joaquim

    setembro 7, 2011 at 10:14 am

    O nosso é erro era se calar e deixar pra lá! Mas isso finalmente parece estar mudando! Ontem em Porto Alegre uma amiga passou por uma situação dessas, no Zaffari. Ela também não vai deixar barato não!

     
  2. Priscila Tavares

    setembro 10, 2011 at 2:33 pm

    É UMA PENA QUE EM UM PAIS TÃO TA MISCIGENADO COMO NOSSO BRASIL ,AINDA EXISTAM PESSOAS QUE TENHAM ESTE TIPO DE PENSAMENTO FACISTA, PRECONCEITUOSO, ANTE PROFISSIONAL, E IDIOTA E VERGONHOSO QUE SE PRESTAM A ESTE PAPEL DESAGRADAVÉL E MEDONHO!

    APLAUSOS A DIRETORA DA ESCOLA GUILHERME BRIGGS D. ALCINÉIA POR TOMAR AS MEDIDAS CABIVEIS!

    APLAUSOS AS ALUNAS QUE FIZERAM VALER SEUS DIREITOS DE CIDADÃ !

    A PLAUSOS AUTORIDADES DO RIO DE JANEIRO/NITERÓI POR FAZEREM VALER OS LEIS QUE RESGUARDAM A INTEGRIDADES DO MENOR, CIDADÃO E DO NEGRO!

    E UMA GRANDE VAIA AO MELIANTE QUE ENVEGONHOU O POVO BRASILEIRO COM COM SEU SENTIMENTOE PENSAMENTO IRRACIONAL!

    SOU PRISCILA TAVARES BRASILEIRA DE COR NEGRA CABELO AFRO ESTUDEI NO GUILHERME BRIGGS, ORIGEM FAVELA DO RIO, FALO 3 IDIOMAS E E MORO NA EUROPA SOU TIA DE UM DAS ALUNAS DISCRIMINADAS !

    Enquanto a cor da péle for mais importante que o brilho dos olhos SEMPRE HAVERÁ GUERRA!
    BOB MARLEY

     
    • ppab

      setembro 10, 2011 at 10:15 pm

      Valeu, Priscila, pelo seu testemunho e incentivo. Realmente isso é um total absurdo, que nao pode deixar ficar
      barato. Foi muito corajosa a Diretora da Escola e as meninas, que estoa levando a diante o processo! E como
      disse uma amiga minha:Ou o Brasil muda, ou nós mudamos o Brasil! Eu também sou negro, rasta, moro na
      Alemanha há anos e me sinto igual a todo mundo. E nao tenho mais tolerancia para esse tipo de atitude racista
      que atingiu as meninas, que iguais a tantas outras meninas, estavam lá na Bienal do Livro, porque é direito delas,
      como estudantes, estudiosas e pequenas cidadas brasileiras.

       
  3. juliana

    setembro 11, 2011 at 3:11 am

    Eu conheço a vitima, e ela esta muito magoada pois ela nunca ia imaginar que iria passa por essa situação, mas que a justiça seja feita . Ellen ta você

     
  4. SuNamastê

    setembro 12, 2011 at 6:36 am

    Acho q sentir pena de pessoas q ainda agem com base no racismo é melhor do q se deixar ferir no seu mais íntimo (tanto quanto possível, claro!). Temos q nos posicionar e realmente pensar: o problema é dela, não é meu!

    Nessa hora, acho q o coletivo faria toda diferença! Um grupo d pessoas q tivessem ouvido se juntar a favor dessa menina e reafirmar q não é um mundo preconceituoso o q queremos! A pessoa do stand foi claramente injusta! Tb não é injustiça o q queremos!

    Acho q o pior é pensar d q mundo essa pessoa preconceituosa veio! Q ainda existem pessoas assim! Q elas gostem ou não, acho q não temos mt como interferi no seu gosto, mas q suas atitudes não o revelem! Q a justiça fique intacta!

    Bjos

     
  5. rosely s.a. souza

    setembro 14, 2011 at 4:06 am

    Eu e minha família também fomos vitimas de racismo na XV Bienal do Livro no RJ, no estande da Turma da Mônica. Meu pai comprou 3 livros e não recebeu a senha que dava acesso ao autógrafo. A pessoa que estava no caixa perguntou se ele voltaria mesmo para autografar, caso não aparecesse estaria tirando a vaga de uma criança. Meu pai disse que voltaria para autografar e mesmo assim ela não colocou a senha nas sacolas. Na hora do autógrafo fomos tirados da fila e quando eu a questionei ela disse se lembrar de ter entregue a senha para o meu pai. Que boa memória, não é? Será que ela se lembrou de fazer a mesma pergunta para todos os brancos que estavam na fila? Eu solicitei a devoluçao do dinheiro pago pelos livros, mas é muito pouco frente a tudo que passamos.
    Rosely S. A. Souza

     
  6. Danielle

    setembro 15, 2011 at 1:21 am

    É TUDO MENTIRAAAA!
    A aluna que ficou falando mau do supervisor, dizendo que ele tinha um nariz enorme e que era feio e ele só debochou dizendo: “E seu cabelo é lindo, né?” Somente isso. Tudo isso ai a cima é MENTIRA!
    Danielle

     

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