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Cônsul Russo Mikhail Velichko do RJ espanca menino negro de 9 anos e autoridades querem arquivar o caso!

10 set

“O Cônsul da Rússia no Rio de Janeiro, Mikhail Velichko agrediu barbaramente um menino negro de 9 anos, filho de um empregada doméstica, chegando a tirar o calção do menino para lhe bater, isso tudo dentro da academia de dança Le Plie Stúdio.” – Blog do Ricardo Gama

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Esse Consul Russo tem que tomar uma prensa, antes de entrar em cana e ser expulso do Brasil! A denúncia é séria e está comprovada. Esse bandido nao pode escapar dessa. Vamos lá minha gente de luta, a responsabilidade é grande!  O tempo da escravidao acabou, quando os brancos batiam impunes em criancas, adult@s e idos@s negr@s no Brasil! E me admiro muito essas autoridades querendo botar panos quentes e abafar o caso. Chega dessa impunidade em cima da nossa gente!  “O pior de tudo, o promotor de justiça Márcio Almeida Ribeiro da Silva quer que o caso seja arquivado, o que só não vai ocorrer por que a Comissão de Igualdade Racial da OAB entrou no caso”.- Ras Adauto
Companheiras e companheiros do FACEBOOK.Segue cópia do texto do Oficio enviado ao Ministro das Relações Exteriores, com cópia para a Ministra da Igualdade Racial.
Tomamos o cuidado de colocar uma foto do Registro de Ocorrência, que fala sobre a barbaridade Racista cometida pelo Diplomata da Rússia contra uma criança Negra, em plana cidade do Rio de Janeiro.
A nossa solicitação é a de que tantos quantos possível, repliquemos esse material, pois não é possível sermos vitima de atos Racistas e preconceituosos em nosso País, perpetrados por estrangeiros, que detém direitos especiais.
Como se a nós Negras e Negros, adultos, jovens e crianças, não bastassem os desmandos, as covardias e toda a sorte de violências vividas em nosso cotidiano Carioca, Fluminense e Brasileiro, temos que ser objeto de atos cometidos por cidadãos de outras Nacionalidade.
NÃO!!!!
Oficio MNR n°. 019/2011      .
Rio de Janeiro, 10 de Setembro, 2011.
A Sua Excelência
Dr. Antonio de Aguiar Patriota
Ministro das Relações Exteriores

C/C Dra. Luiza Bairros
Ministra Chefe da SEPPIR – Secretaria de
Políticas de Promoção da Igualdade Racial

Senhor Ministro, saudações.

O MONER – Movimento Negro Republicano, órgão de Cooperação do Partido da Republica, vem à sua presença, cumprimentando-o e ao fazê-lo, saudar a sua gestão a frente dessa pasta de Relações Exteriores, setor no qual o Brasil tem se destacado na medida em que dispõe de um Corpo Diplomático experiente e consoante com as demandas internacionais, o que tem nos garantido a harmonia na relação com os estados soberanos, com os quais mantemos relações, bem como com os que não temos relações diplomáticas formais. Por tudo isso, Parabéns!

Ministro Patriota destina-se este expediente a solicitar, por parte do Itamaraty, providencias para fatos que envolvem ao Representante Diplomático da Rússia, no estado do Rio de Janeiro. Referimo-nos ao senhor Mikhail Velichko.
– Segundo o Registro de Ocorrência Policial nº. 947-00699/2010, da DCAV – Delegacia de Crimes Contra Crianças Vitima de Violência, (cópia anexa) o referido Diplomata, teria, por uma ato de Racismo, “baixado a bermuda de um menor, negro, de 9 (nove) anos e esfregado um papel com o desenho de sua filha na genitália da criança, argumentando que o mesmo teria desenhado a sua filha, o que culturalmente na Rússia, traria prejuízos familiares.

Excelência, o Brasil é o País das desigualdades. Desigualdades sociais, culturais, econômicas e raciais. Mas cremos que nos últimos anos, em função do esforço do conjunto da sociedade, temos alcançado algum avanço, que nos tem permitido excluir praticas discriminatórias do nosso seio. Assim, não nos é possível, principalmente aos ativistas do Movimento Negro Organizado, admitir um fato criminoso como este, sem nos manifestarmos indignados e cobrando providencias.
A se confirmar o que é narrado no referido Registro de Ocorrência, sejam quais forem as justificativas culturais do criminoso, não nos é possível, enquanto Brasileiros, filhos de uma nação soberana e que respeita a origem cultural das varias matizes que compõem o mosaico étnico nacional, admitir a permanência desse senhor em território Nacional, como representante diplomático de seu País.

Assim, em nome da harmonia político-social que tem pairado sobre os últimos governos no Brasil, despedimo-nos.

Nayt Jr,MONER – Movimento Negro Republicano.
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O Processo:

Processo No 0005710-68.2011.8.19.0209

TJ/RJ – 10/09/2011 16:48:57 – Primeira instância – Distribuído em 04/03/2011

Regional da Barra da Tijuca 9º Juizado Especial Criminal

Cartório do 9º Juizado Especial Criminal

Endereço: Av. Luiz Carlos Prestes s/nº 1º andar

Bairro: Barra da Tijuca

Cidade: Rio de Janeiro

Ofício de Registro: 1º Ofício de Registro de Distribuição

Assunto: Submeter Criança / Adolescente a Vexame Ou Constrangimento (Lei 8.069/90 – Art. 232)

Classe: Termo Circunstanciado

Representante Legal MARIA JEANE BATISTA DA COSTA

Autor do Fato MIKHAIL VELICHKO

Vítima GABRIEL CORDEIRO DA COSTA

Advogado(s): RJ163773 – SÉRGIO RODRIGUES PONTES

RJ061827 – SERGIO DE ARAUJO OLIVEIRA

Tipo do Movimento: Decisão em Audiência – Determinado o Arquivamento

Juiz: JOAQUIM DOMINGOS DE ALMEIDA NETO

Data da decisão: 23/08/2011

Descrição: Aos 23 de agosto de 2011, na sala de audiências do IX Juizado Especial Criminal da Comarca da Capital, às 14:00 horas, na presença do MM. Juiz de Direito, Dr. Joaquim Domingos de Almeida Neto, comigo, secretária a seu c…

Ver íntegra do(a) Decisão (abaixo)

Processo(s) no Conselho Recursal: Não há.

Localização na serventia: Processamento- Retorno Juiz- Audiencias 24/08

Os autos processuais findos dos Juizados Especiais Criminais, em que não houver condenação, serão eliminados depois de cumprido o prazo de 5 (cinco) anos de guarda, facultando-se às partes interessadas a extração da documentação original.


Processo nº:0005710-68.2011.8.19.0209

Tipo do Movimento:

Decisão

Descrição:

Aos 23 de agosto de 2011, na sala de audiências do IX Juizado Especial Criminal da Comarca da Capital, às 14:00 horas, na presença do MM. Juiz de Direito, Dr. Joaquim Domingos de Almeida Neto, comigo, secretária a seu cargo, foi feito o pregão de estilo, respondendo o ilustre representante do Ministério Público. Presentes o Autor do Fato Mikhail Velichko acompanhado de seu defensor, Dr Sergio Rodrigues Pontes, OAB 163773 e a Representante Legal da Vítima Maria Jeane Batista da Costa acompanhada da Defensoria Pública. Aberta a audiência, pelo MM. Dr. Juiz foi indagado sobre a possibilidade de composição civil dos danos, observada a ampla competência do Juizado Criminal, visando dar efetivo cumprimento ao preceito constitucional de acesso à Justiça,sendo ouvidas informalmente as partes, que explicaram diretamente o episódio, aduzindo Mikhail que ao chegar no Clube Caça e Pesca encontrou sua filha chorando e apontou para um volume de papel que tinha sido colocado na sua calcinha, dizendo que teria sido um garoto, que o único garoto presente era Gabriel, que tentou correr, sendo segurado por sua mochila. A mãe de Gabriel se apresentou, Maria Jeane, e Mikhail soltou o garoto. Maria Jeane, por sua vez, informa que viu apenas Mikhail segurando seu filho e tem certeza que não foi seu filho que colocou o papel nas roupas íntimas da filha de Mikhail. O Ministério Público requereu o ARQUIVAMENTO do presente procedimento tendo em vista que a capitulação inicial, art 232 do ECA, não tem adequação típica, uma vez que o menor Gabriel não estava sob a guarda e vigilância de Mikhail. Eventual crime do art 146 do CP também não tem tipicidade uma vez que não há caracterização de violência ou grave ameaça. Por último, também não vislumbra a ocorrência da contravenção de vias de fato uma vez que Mikhail agia em putativa defesa de sua filha. Pelo MM. Dr. Juiz foi proferida a seguinte decisão: Vistos, etc. Trata-se de procedimento perante o Juizado em que fica evidente que o foco de visão das partes em litígio sobre o mesmo fato se traduzem em relatos dissonantes. Enquanto Mikhail enxergava sua filha vítima de agressão e um possível agressor, de outro lado Maria Jeane enxergava um adulto em atitude de agressão contra seu filho. Infelizmente, não se chegou a fazer com que as partes compreendessem que essa diferença de foco leva a dois relatos igualmente dignos de crédito, mas profundamente antagônicos. Tendo em vista a impossibilidade de deflagração eficaz de ação penal, ARQUIVE-SE, na forma da promoção, com a cautela de praxe e ofícios de estilo. Sem custas. Providencie-se imediata baixa. Publicada em audiência e intimadas as partes presentes, registre-se e cumpra-se. Nada mais havendo, às 14:48 horas, encerro o presente termo, que após lido e achado conforme, vai devidamente assinado. Eu, ______, secretária do Juiz, digitei e Eu, _____ escrivão, o subscrevo.

Leia também em: http://www.geledes.org.br/racismo-preconceito/casos-de-racismo/racismo-no-brasil/11010-consul-russo-mikhail-velichko-do-rj-espanca-menino-negro-de-9-anos-e-esfrega-papel-em-seu-penis-e-autoridades-querem-arquivar-o-caso

 
7 Comentários

Publicado por em setembro 10, 2011 em Uncategorized

 

7 Respostas para “Cônsul Russo Mikhail Velichko do RJ espanca menino negro de 9 anos e autoridades querem arquivar o caso!

  1. Adroaldo Bauer Spíndola Corrêa

    setembro 11, 2011 at 12:58 am

    Que volte pra Sibéria, o cretino. Lá tudo é branco!

     
    • ppab

      setembro 11, 2011 at 1:07 am

      O que também me indigna é a tentativa de abafar o caso, pelas autoridades do Rio de Janeiro. Eu moro aqui em Berlin e se um caso desses acontecesse com qualquer diplomata de qualquer país, seria um escandalo.
      E com certeza o cara estaria no processo e fora!

       
    • celly mayumi saito santos

      setembro 11, 2011 at 3:03 am

      Acredito que todos possam ficar indignados com toda a razão.
      Se mo Brasil isto é uma afornta, principalmente porque tentamos eliminar o racismo das nossas vidas públicas brasileiras.
      Mas da mesma forma que nos sentimos assim , o consul deve ter visto algo que o indignou. N:ao estou dizendo que o garoto fez algo de errado. Mas ao que aos nossos olhos pode parecer algo natural, aos olhos do consul pode ter sido uma afronta.
      Moro num país que tem muitos costumes diferentes do nosso. E quantas vezes não me senti envergonhada, ou com raiva, ou triste, por presenciar fatos que em minha formação social são inaceitáveis.
      Penso que, quando uma pessoa estuda para ser diplomata ou cônsul, ou representante, em outro país que não seja o seu, no mínimo tenha conhecimentos um pouco dos costumes e peculiaridades do país onde vai trabalhar. Não sei se é o caso deste cônsul em particular.
      Postei isso, porque é muito fácil criticar, mas difícil é aceitar que o outro é diferente (a forma como pensa, age, gosta, trabalha, etc.).
      É um ato inaceitável, principalmente no nosso país que esta tentando lutar contra o racismo e a discriminalidade, mas em diversos países isso é comum, e muitos povos convivem com isso, de diversas formas.
      Hoje, neste exato momento, vivemos a transitoriedade desses conceitos, costumes, meste exato momento em diversos lugares do mundo, as pessoas estão lutando para mudar habitus de dezenas, centenas e até milhares de anos. E isso mão acontece de um dia para o outro, ou de um mês para o outro, ou de um ano para o outro, ou mesmo de uma década para outra. Da mesma forma que tem pessoas que querem mudar, há outras que vão lutar para não perder seus privilegios, gerando lutas, confrontos, guerras,…
      Confrontos igual ao que estamos presenciando aqui, nesta coluna, quem tem razão? Ambos os lados tem seus motivos. Justos ou não, depende da visão de cada um.
      EU, no lugar do garoto e de seus pais, estaria muito indignado, pois não estava fazendo nada de errado, nada que nenhuma outra criança faça. Aos olhos do pai, da menina, o que ele viu foi algo inaceitável, algo que pode comprometer a vida social de sua filha. Mas quando nossos filhos saem debaixo de nossas asas, querem voar sozinhos, experimentar coisas, todas as crianças são assim, veem coisas, ouvem coisas, e pensam independentemente das nossas vontades e desejos, então. Quem esta certo?
      Sei que alguns não vão concordar com que escrevi, mas a moeda tem sempre DOIS lados, e os dois lados não são iguais.
      Celly M. S. Santos – Aichi – Japão.

       
      • ppab

        setembro 11, 2011 at 11:52 am

        Entendo o que voce coloca. Mas o que eu nao acho bem é uma pessoa, um diplomata, saindo espancando criancas assim desse jeito. Nao eu acho isso normal e nem justificável. Moro em Berlin e aqui se eu espancar uma crianca de alguem, até o meu filho, como esse diplomata russo fez, eu estaria preso, julgado e deportado. Nao se tem desculpas “culturais” ou alegacoes religiosas para espancar filhos/as dos outros em ligar nenhum, principalmente se voce está representando um país num país dos outros. Ras Adauto – Berlin

         
  2. Marcondes Rodrigues da Silva

    outubro 13, 2011 at 4:18 pm

    Sou dirigente do Sindnações e temos presenciado o uso indevido da imunidade para descumprir a legislação brasileira e até para a prática de crimes. A convenção de Viena de 1961 no seu Artigo 41 diz que os diplomatas devem cumprir com a legislação e os costumes do pais acreditado, no caso, o Brasil. E nós estamos lutando para expulsarmos do Brasil a Embaixadora do Panamá, também, por praticar racismo com o seu funcionário. Não podemos permitir que a prática de racismo se torne uma regra no Brasil e independente de quem o tenha praticado. Precisamos unir forças e irmos pra rua e exigirmos a expulsão do Consul Mikhail Velichko do Brasil.

     
    • Marco Ortiz

      janeiro 8, 2013 at 12:13 am

      POR ACASO NÃO É O MESMO CONSUL QUE MORREU DOMINGO NA PRAIA DA BARRA, AFOGADO,,,,, SERÁ QUE A JUSTIÇA DIVINA OCORREU.?.?

       

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