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“Rota do Sal – Kalunga” . Expedição cinematográfica refaz travessia

12 set

Uma equipe cinematográfica cruzou o Rio Tocantins, mageando estados e municípios ao longo do rio, para contar a saga dos Quilombolas Kalungas.  A equipe do documentário de longa-metragem percorreu, durante quase quatro meses, a rota que os quilombolas Kalunga faziam, partindo do território localizado na Chapada dos Veadeiros, na localidade de Vão de Almas (GO), até Belém. Projeto da Avesso Filmes (MG).

Segundo o jornal Diário do Pará, “o equipamento de captação foi composto de duas câmeras Cannon OES 5D que, na verdade, são câmeras fotográficas, uma câmera Sonny FX1 para backup do material, um gravador Zoom de quatro canais, um microfone boom, um lapela sem fio e um Macbook, que serviu como “ilha digital flutuante”.- Ras Adauto

“Foram 112 dias navegando e se aventurando por estados e municípios margeados por um rio. O Tocantins serviu de locação para o ambicioso e desafiador projeto da Avesso Filmes (MG), produtora de Cardes Amâncio e André Portugal Braga, diretores do ‘river movie’ “Rota do Sal – Kalunga”. A expedição cinematográfica chegou ao fim no último sábado, quando a equipe desembarcou em Belém, onde concluirá a etapa final de gravação do filme.

O Tocantins também é chamado de Tocantins-Araguaia ou de rio do “Bico de Papagaio” (definição em Tupi), e nasce no estado de Goiás, atravessando o Maranhão e Pará, até chegar à foz do Rio Amazonas, aonde desemboca. Esse caudaloso rio, onde se localiza a segunda maior hidrelétrica do Brasil, tem um trecho navegável durante época de cheias que chega a 2000 km. A equipe do documentário de longa-metragem percorreu, durante quase quatro meses, a rota que os quilombolas Kalunga faziam, partindo do território localizado na Chapada dos Veadeiros, na localidade de Vão de Almas (GO), até Belém.

“São cinco mil pessoas que vivem lá, o maior remanescente quilombola do Brasil. Tomamos conhecimento sobre eles quando estávamos fazendo outro filme etnográfico e uma amiga estava fazendo uma pesquisa de mestrado sobre a trajetória do quilombo Kalunga, e ficamos muito impressionados com o fato deles ainda viverem isolados e cultivarem seus ritos. Lá, os mais velhos contavam que os ancestrais iam até Belém buscar sal”, contou o diretor André Portugal Braga.” Segunda-feira, 05/09/2011, 23h25

Leia matéria completa em:  Diário do Pará

Leia também documentacao completa e diários sobre o filme e a expedicao no: http://rotadosalkalungaensaios.blogspot

O Projeto:

Um trecho do Diário: River Movie

“Como temos os filmes de estrada, este é um filme de rio. River movie. Antes disso é um filme dos kalungas. Uma homenagem nossa como admiradores que somos do povo brasileiro, da resistência e da luta pela vida, que levou os kalungas a se aquilombarem entre as serras e os vãos do norte goiano. Queremos ouvi-los, queremos fazer o filme que eles quiserem, fundir a autoria na mais ampla possibilidade, num filme em que a fronteira entre equipe e personagens confunda-se, mingue-se. E como na nossa primeira obra documental, “Candombe do Açude: Arte, Cultura e Fé”, fazer um filme pra passar na sala de visita, deles, ou de qualquer outra casa do Brasil. Passar nas salas de cinema. Como esquecer quando Iaiadá do Açude vira pra mim e diz: “Tá vendo Cardes, agora a gente tem cinema aqui!”. Enquanto o pessoal da comunidade assistia ao filme que fizemos, com a tv e o dvd do lado de fora da casa, e bancos e cadeiras, em fileiras… ” – Filme de Rio -Cardes Amâncio
 
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Publicado por em setembro 12, 2011 em Uncategorized

 

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