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Sheila Juruna – Guerreira do Xingu, a História de uma Luta!

29 set

A História de uma Luta: Uma guerreira Juruna na frente de batalha pela defesa de seu Povo, da Amazonia e do Brasil: Sheila Juruna,   lideranca indígena do Pará ligada à COIAB (*). Sua guerra atual: parar Belo Monte, ou Belo monstro, como ela chama.

  International Rivers

Sheila Juruna é um símbolo da resistência contra a construção da usina de Belo Monte. Mulher, guerreira indígena, determinada e implacável, tem levado o grito do Xingu em atos, palestras e debates pelo Brasil e pelo mundo afora, sempre bradando, firme e forte, contra a destruição da floresta, do rio e da vida na Amazônia.

Sheyla Yakarepi Juruna, 36, é uma líder indígena dos Juruna de Boa Vista, comunidade no município de Vitória do Xingu, Pará, Brasil. Ela tem sido ativa na luta em defesa do Rio Xingu desde a vitória histórica em 1989 que parou o  Complexo Dam Kararaô. Depois de ter participado  da conferência nacional indígenas marcando o aniversário de 500 anos do Brasil no ano de 2000, Sheyla se tornou uma líder local importante no movimento   de direitos  dos povos indígenas , trabalhando para assegurar Saúde, Educação culturalmente adequada, Demarcação de terras, e Respeito pelas nacoes indígenas. Mas o seu forte envolvimento maior está no movimento de resistencia contra as forças destrutivas que ameaçam a sobrevivência indígena, tais como os planos do governo brasileiro em construir a barragem no rio Xingu. Como tal, Sheyla tem se tornado uma adversária inabalável e implacável contra o Complexo da Barragem de Belo Monte, uma porta-voz fundamental  e obssessiva para os povos indígenas resistirem ao projeto. Sheyla é uma líder dentro do “Movimento Xingu Vivo Para Sempre (MXVPS)”. Localizada ao lado do reservatório planejado de Belo Monte, a comunidade de Boa Vista será gravemente afetado por pela barragem.

O filme abaixo foi realizado em junho passado num ato popular, liderado por Sheila Yakarepi Juruna, na praca do Relógio, centro histórico de Belém.

 Ras Adauto – Movimento de Apoio às Nacoes Indígenas Brasileiras Berlin-Kreuzberg

Na foto: Ruth Buendía Mestoquiari, Almir Narayamoga Surui og Sheyla Yakarepi Juruna/Anne Leifsdatter Grønlund


Cerca de quinhentos ativistas, índios, sindicalistas, lideranças estudantis e do movimento popular contrários à construção de barragens na Amazônia, liderados pela índia, Sheila Yakarepi Juruna, da etnia Juruna, de Vitória do Xingu, região de Altamira (740 km de Belém), concentraram-se logo cedo, na praça do Relógio, centro histórico de Belém, onde a guerreira do Xingu, como esta sendo chamada Sheila, fez um primeiro discurso.

– Estou aqui, mais uma vez, conclamando a sociedade paraense para denunciar esse grande monstro — chamado Belo Monte — que estão tentando implementar em nossa região de qualquer modo, disse a Juruna.

Em seguida, todos saíram em marcha rumo à (ALEPA) Assembleia Legislativa do Pará, onde Sheila Juruna foi agraciada com a medalha de Honra ao Mérito concedida por solicitação do deputado Edmilson Rodrigues (PSOL-PA), antes, na frente do poder legislativo estadual, foi realizado um ato político contra à construção da hidrelétrica de Belo Monte.

– Nós, povos indígenas do médio Xingu, não aceitamos que o governo federal venha destruir a nossa casa. O rio Xingu é nossa casa. É a nossa vida, por isso, estamos denunciando todas essas formas injustas com que o esse governo vem tentando implementar empreendimentos não só no rio Xingu, mas em toda Amazônia brasileira, denunciou Sheila.

Segundo, Sheila Juruna, o governo federal com a desculpa de dizer que a geração de energia elétrica, através hidrelétrica desenvolve e que esse tipo de geração de energia não prejudica o meio ambiente é falsa, pois destrói sim a vida das populações locais e exigiu respeito do governo federal.

IISD

 – Queremos o mínimo de respeito aos nossos direitos que são constitucionalmente garantidos. Cadê o governo federal que deveria sim defender o nosso povo, Cadê? Cadê? disse ela, em tom de protesto.

E disse ainda que se não fosse os povos da floresta e da cidade se organizarem e irem à luta, o rio Xingu já estaria morto, junto com todos que dependem dele para sobreviver.

– Por isso, agradeço mais uma vez aos movimentos sociais, pois só seremos vencedores se estivermos de fato, unidos, porque essa causa é de todos nós. Não à Belo Monte é uma questão de honra para todos nós, disse.

Para Sheila Juruna, o governo federal deve parar as obras de construção de Belo Monte, pois a forma autoritária do governo só vem mostrar seu lado perverso e opressor.

– Esse governo é opressor! Esse governo é ditador! O governo da presidenta Dilma Rousself é autoritário e não respeita os direitos dos índios e dos povos da Amazônia, mas nós existimos e vamos derrotar esse governo, pois o poder está com o povo. Não à Belo Monte, não a construção de barragens na Amazônia. Não à Belo Monte e Xingu vivo para sempre! Amazônia viva para sempre! Todos os rios da Amazônia livres para sempre!, disse Sheila, emocionada.

E encerrou dizendo que é uma honra estar aqui representando os povos do Xingu! Os povos que estão resistindo porque nós como povos que somos lá na nossa terra, estamos sendo massacrados, estamos sendo desrespeitados, tendo os nossos direitos sendo violados. Belo Monte não vai gerar a energia que eles estão dizendo por aí. Nós não fomos consultados e eu desminto qualquer pessoa ou membro do governo ou qualquer autoridade que venha dizer o contrário. Nos não fomos consultados e vamos resistir diante desse processo. Amazônia livre! Xingu livre! Planeta livre para sempre!

Belo Monte Xingu Vivo

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Leia também:

Justiça Federal manda paralisar parte das obras de Belo Monte

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A Justiça Federal do Pará concedeu nesta terça-feira liminar determinando a imediata paralisação das obras de construção da Hidrelétrica de Belo Monte somente no Rio Xingu, local onde são desenvolvidas atividades de pesca de peixes ornamentais pelos associados da Associação dos Criadores e Exportadores de Peixes Ornamentais de Altamira (Acepoat). A entidade é autora de ação ajuizada na 9ª Vara Federal, especializada no julgamento de causas ambientais.

Na decisão, o juiz federal Carlos Eduardo Castro Martins proíbe o consórcio Norte Energia S.A. (Nesa), responsável pelas obras de construção da usina, de fazer qualquer alteração no leito do Rio Xingu, como “implantação de porto, explosões, implantação de barragens, escavação de canais, enfim, qualquer obra que venha a interferir no curso natural do Rio Xingu com conseqüente alteração na fauna ictiológica.”

Em: Xingu Vivo 

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(*) COAIB- COORDENAÇÃO DAS ORGANIZAÇÕES INDÍGENAS DA AMAZÔNIA BRASILEIRA

A COIAB foi criada em uma reunião de líderes indígenas em abril de 1989. É a maior organização indígena do Brasil, tem 75 organizações membros dos nove Estados da Amazônia Brasileira (Amazonas, Acre, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins); são associações locais, federações regionais, organizações de mulheres, professores e estudantes indígenas. Juntas, estas comunidades somam aproximadamente 430 mil pessoas, o que representa cerca de 60% da população indígena do Brasil.

A COIAB foi fundada para ser o instrumento de luta e de representação dos povos indígenas da Amazônia Legal Brasileira pelos seus direitos básicos (terra, saúde, educação, economia e interculturalidade). Representa cerca de 160 diferentes povos indígenas com características particulares, que ocupam aproximadamente 110 milhões de hectares no território amazônico.

A COIAB tem sede em Manaus e uma representação em Brasília (DF) para articulação política e para dar apoio as organizações indígenas. Tem como instância máxima de deliberação sua Assembléia Geral Ordinária que, a cada três anos, reúne lideranças representativas de 31 regiões dos nove Estados da Amazônia Legal Brasileira. Os representantes destas regiões constituem o CONDEF – Conselho Deliberativo e Fiscal, que é um órgão consultivo, de assessoria e deliberativo da Coordenação Executiva da COIAB. O CONDEF é eleito na Assembléia Geral. A Coordenação Executiva é a instância de execução da COIAB, formada por um coordenador geral, um vice-coordenador, um coordenador secretário e um coordenador tesoureiro.

 Missão: Fiscalizar, defender e promover os direitos dos povos indígenas.

 Objetivos: Na luta pela garantia e promoção dos direitos dos povos indígenas, a COIAB tem como objetivos e fins promover a organização social, cultural, econômica e política dos povos e organizações indígenas da Amazônia Brasileira, contribuindo para o seu fortalecimento e autonomia. Também formula estratégias, busca parcerias e cooperação técnica, financeira e política com organizações indígenas, não indígenas e organismos de cooperação nacional e internacional para garantir a continuidade da luta e resistência dos povos indígenas. – COIAB.

Coordenação Executiva: 2009-2013

Coordenador Geral:
Antonio Marcos Alcântara de Oliveira Apurinã / Apurinã

Vice-coordenador:
Sônia Bone de Sousa Silva Santos / Guajajara

Coordenador Secretário:
Cleyton Oliveira Martins Javaé / Javaé

Coordenador Tesoureiro:
Kleber Luiz Santo dos Santos / Karipuna
Endereços

SEDE MANAUS
Av. Ayrão, 235
Presidente Vargas / Manaus – Amazonas / Brasil
CEP 69.025-290
Fone: + 55 (92) 3621-7501
secretaria@coiab.com.br

REPRESENTAÇÃO BRASÍLIA
SRTVS – Edifício Centro Empresarial Assis Chateaubriand
Quadra 701 – Conj. 1 – Bl. 1, nº 38
Salas 21/22 – Sobreloja
Cep.: 70.340-000 – Brasília – Distrito Federal / Brasil Fone: + 55 (61) 3323 -5068 / 3224-0840
coiabdf@terra.com.br


 
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Publicado por em setembro 29, 2011 em Uncategorized

 

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