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A Pequena Ruby Bridges e a História do Racismo nos EUA

13 nov


“Ruby Bridges, uma criança de Nova Orleans protagonizou um das fotografias mais importantes do século XX. O que deveria ser rotina, sua caminhada até a escola, se transformou em uma cena inesquecível: Ruby, na estatura de seus seis anos de idade, desce uma escadaria sob a escolta de policiais federais” – Dj Black Josie
Norman Rockwell, fotógrafo e ilustrador.

Ruby Bridges é um ícone do movimento pelos direitos civis. E é  o livro “Through My Eyes” onde é contada a história  em primeira mão de como era ser uma garota negra de 6 anos de Nova Orleans, Louisiana, que preparou o terreno para a integração escolar.

Em 1954, ano em que Ruby nasceu, o  Supremo Tribunal dos EUA ordenou o fim do “separados mas iguais”  na educação para crianças Africano-Americanas. Escolas no sul do país ignoraram a decisão.  À Louisiana foi dado o prazo até  final de setembro de 1960, para integrar as escolas de Nova Orleans. Elas começariam com os Jardins de Infancia  e iriam  integrar um ano escolar de cada vez.  RubyBridges era apenas uma das cinco crianças negras que passaram no teste para determinar quais seriam as crianças que seriam enviados para as escolas dos “brancos”. O teste havia sido  criado de uma maneira para que as crianças negras não fossem capazes de passar.  A família de Ruby tomou a decisão de lutar por seus direitos e inscreveu a pequena Ruby no primeiro grau em uma escola toda branca. Ela seria a única criança negra lá.

Ruby chegou para seu primeiro dia de aula com uma  escolta de quatro agentes federais e foi apulpada por uma multidão sinistra das donas de casa  e adolescentes enraivecidos.  Mães furiosas  tiraram as suas crianças da escola, alegando que elas só voltariam quando  Ruby tivesse deixado o local.  Por todo esse ano letivo a escola ensinou apenas para   cinco alunos. Ruby e outros quatro estudantes brancos.

O Filme: “Ruby Bridges – Uma Menina luta por seus Direitos”Drama, USA 1998

Sinopse: New Orleans, 1960: embora o governo federal garantisse o acesso dos negros às escolas de brancos, a realidade local era outra. Ruby Bridges, uma menina de 6 anos, se destaca intelectualmente e por isso uma associação procura os Bridges para que ela seja uma das primeiras crianças negras a estudar numa tradicional escola de brancos. Mesmo receosos, os pais autorizam, mas agentes federais a acompanham, pois os protestos eram diários e o preconceito estava até na escola. Sua sorte foi ter encontrado uma professora que a protegia.

New Orleans, 1960: embora o governo federal garantisse o acesso dos negros às escolas de brancos, a realidade local era outra. Ruby Bridges, uma menina de 6 anos, se destaca intelectualmente e por isso uma associação procura os Bridges para que ela seja uma das primeiras crianças negras a estudar numa tradicional escola de brancos. Mesmo receosos, os pais autorizam, mas agentes federais a acompanham, pois os protestos eram diários e o preconceito estava até na escola. Sua sorte foi ter encontrado uma professora que a protegia.

O Livro de Ruby Bridges

(Ruby Bridges is an icon of the civil rights movement.  And it is inThrough My Eyes that we are given a first hand account of what it was like to be a small 6 year old black girl in New Orleans, Louisiana who sets the stage for school integration.

In 1954, the year that Ruby was born, the U.S. Supreme Court ordered the end of  “separate but equal” education for African-American children.  Schools in the deep south ignored the ruling.  Louisiana was given the deadline date of September 1960 to integrate schools in New Orleans.  They would begin with just Kindergarten and integrate one school year at a time.  Ruby Bridges was just one of five black children who passed a test to determine which children should be sent to the white schools.  The test was set up so children would be unable to pass.  Ruby’s family made the decision to stand up for their rights and enrolled Ruby into the first grade at an all white school.  She would be the only black child there.

Ruby arrived for her first day of school in the escort of four U.S federal marshals and to a sinister crowd of angry housewives and teenagers.  Ruby honestly thought the crowd must have been for Mardi Gras.  Furious mothers took their children out of school claiming that they would not return until Ruby had left.  It was a promise they did good on.  For the entire school year the school taught only about five students.  Ruby and four other white students.) – http://blog.mawbooks.com/2009/02/05/through-my-eyes-by-ruby-bridges/

Ruby Bridges visits with the President and her portrait

Ruby Bridges Tribute

 
17 Comentários

Publicado por em novembro 13, 2011 em Uncategorized

 

17 Respostas para “A Pequena Ruby Bridges e a História do Racismo nos EUA

  1. stella

    novembro 13, 2011 at 8:08 pm

    Ruby faz parte dos icones dos nossos corações desde que eramos pequenos e que, na nossa escolinha Machado de Assis de Santa Tereza, tivemos que enfrentar a noticia… as analises atrapalhadas… e os nossos proprios sofrimentos com os gestos quotidianos de racismo.
    Por estes dias vi’ um filme forte (titulo : “The Helps”) sôbre a loucura, a covardia (e umas vagas esperanças) nas relações entre patroas (WASP) e empregadas negras em Jacksonville – Mississipe. TERRIVEL. Se passar por ai’… vão ver… mas preparem seus lencinhos… para nos, brasileiro(a)s a barra é pesadissima.

    Ras … cuide bem do seu coração.
    abraço
    Stella

     
  2. Jadison (@JadisonRodrigue)

    novembro 16, 2011 at 6:14 pm

    é verdade…

     
  3. HILDETE

    fevereiro 17, 2012 at 12:08 am

    Isso é estúpido,de onde vieram essas mães, elas que deveriam ser punidas e não uma criança. Afinal de que país essas mães vieram? Dos Estados Unidos? Todos nós do Continente Americano, viemos de algum país e então no caso da garotinha ela é tão Americana como outra pessoa vinda de qualquer país. Eu nem entendo esse rótulo: afro-americana,afro-brasileira,isso é invenção do homem. Nunca ouvi dizerem: german-brasilian ou portuguese – brasilian, bem isso é ideia de ignorante. Eu sou brasileira e não importa de onde eu venho. E ninguem venha me dizer que eu sou portuguesa -brasilian,que eu não sou,sou brasileira, como eu podia ser da Africa também, se dissesse você é afro-brasileira eu ía dizer nasci no Brasil,sou brasileira,assim como essa garotinha,ela é uma North Americana e tem todos os direitos da Republica Americana,gostem ou não, não importa de onde veio.Nasceu na Republica Americana,é uma North Americana.

     
    • HILDETE

      fevereiro 17, 2012 at 12:14 am

      wow , a garotinha agora está big, muito legal, ela merece. So very good.

       
    • Aline

      dezembro 2, 2015 at 5:15 pm

      Excelente comentário!

       
  4. gina mason

    fevereiro 8, 2013 at 9:31 pm

    this is very helpful for my project thxs

     
  5. dannyel

    abril 9, 2013 at 2:09 pm

    achei foda o que o governo fez para proteger um simples menina negra

     
  6. dannyel

    abril 9, 2013 at 2:10 pm

    ninguem sabe onde ela esta,mas acredito que esta com os anjos

     
  7. pandoras19101910

    setembro 27, 2013 at 12:24 pm

    O preconceito racial e um dos sentimentos mais nojento do ser humana..

     
  8. pandoras19101910

    setembro 27, 2013 at 12:28 pm

    Que ironia ,hoje o homem mais importante do EUA é justamente um negro.

     
  9. pandoras19101910

    setembro 27, 2013 at 12:31 pm

    Preconceito racial e o sentimento mais medíocre e nojento do ser humano.

     
  10. osana dos Santos Ventura Alves

    dezembro 1, 2014 at 10:29 am

    Somos todos filhos de Deus, maravilhoso Deus que nos fez diferentes por seu amor. Viva a diversidade.

     
  11. antonio aluisio bezerra da silva

    dezembro 2, 2014 at 1:05 pm

    Falar o que do ser humano? estupido, ignorante, avarento, arrogante, cruel,desafeiçoado, materialista, implacável, caluniador, atrevidos, sem domínio de si. Os Animais quando são ensinados eles amam seus donos, mas o ser humano aprende o bem mais vive a procura do mal, inimigo do bem.

     
  12. SubZero

    janeiro 26, 2016 at 6:39 pm

    É fácil para muitos falarem isso, dizendo que é absurdo fazer isso com a garotinha etc. Agora quando se defende a política de cotas a coisa muda de figura.

    Nem se dão conta que os discursos ávidos de hoje nada mais são do que a atuação de personagens “mães” do filme “Ruby Bridges – Uma Menina luta por seus Direitos”, travestidos com ataques absurdos e desculpas esfarrapadas, apedrejando a iniciativa da inclusão racial pela políticas de cotas e levantando cartazes de que o negro é capaz sozinho, não existe discriminação no Brasil, que a questão é social/econômica e tinha que ser cotas para pobres etc.

    O Governo deve força sim a convivência de brancos e negros por meio de cotas raciais e não econômicas, pois mesmo ricos negros são assolados por práticas odiosas de racismo.

    Reflitam.

     

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