RSS

447 anos da Cidade do Rio de Janeiro e A Revolta Indígena!!!!

01 mar


Hoje primeiro de marco de 2012 a “Muy Leal e Heróica Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro” completa 447 anos de sua fundacao!

O fidalgo portuga Estácio de Sá foi o fundador da Cidade do Rio de Janeiro, em 1º de março de 1565. O objetivo da fundação foi dar início à expulsão dos franceses que já estavam na área há 10 anos. Morreu em 20 de fevereiro de 1567, um mês depois de expulsar os franceses, em conseqüência de uma infecção no rosto causada por uma flecha envenenada, que o feriu durante os combates.

Não tendo sido colonizado pelos portugueses, em virtude da hostilidade dos indígenas estabelecidos neste litoral, entre 1555 e 1567, a baía de Guanabara foi ocupada por um grupo de colonos franceses, sob o comando de Nicolas Durand de Villegagnon, que aqui pretendiam instalar uma colônia de povoamento, a chamada “França Antártica”. Visando evitar esta ocupação, assegurando a posse do território para a Coroa Portuguesa, em 1 de março de 1565, foi fundada a cidade do Rio de Janeiro, por Estácio de Sá, vindo a constituir-se, por conquista, a Capitania Real do Rio de Janeiro.

Filho de Gonçalo Correia (1510 – ?) e Filipa de Sá (1515 – ?), sua primeira esposa. Da segunda esposa, Maria Rodrigues (1529 – ?) Gonçalo Correia teria outros filhos. Eram seu irmão Francisco de Sá e seu primo Salvador Correia de Sá nascido em 1540. Alguns historiadores dizem que da segunda esposa, Gonçalo Correia teve um filho, Manuel Correia Vasques; outros dizem ser este filho de Martim Correia de Sá e de D. Maria de Mendoza.

Seja como for, Estácio era sobrinho de Mem de Sá e chegou a Salvador, na Bahia, em 1563 com a missão de expulsar definitivamente os franceses remanescentes na Baía de Guanabara e ali fundar uma cidade.

Estácio de Sá

Devido às dificuldades do início da colonização, somente em 1565, com reforços obtidos na então Capitania de São Vicente e com o auxílio dos jesuítas, conseguiu reunir uma força de ataque para cumprir a sua missão.

Em 1 de março de 1565 fundou a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, em terreno plano entre o morro Cara de Cão e o morro do Pão de Açúcar, sua base de operações. O objetivo da fundação foi dar início à expulsão dos franceses que já estavam na área há dez anos.

Benedito_Calixto_-_Estácio_de_Sá_em_São_Vicente

Combateu os franceses e seus aliados indígenas por mais dois anos. Em 20 de janeiro de 1567, com a chegada da esquadra comandada por Cristóvão de Barros com reforços comandados pessoalmente por seu tio Mem de Sá (indígenas mobilizados pelos padres jesuítas José de Anchieta e Manuel da Nóbrega), lançou-se ao ataque, travando os combates de Uruçu-mirim (atual praia do Flamengo) e Paranapuã (atual Ilha do Governador).

Gravemente ferido por uma flecha indígena que lhe vazou um olho durante a Batalha de Uruçu-mirim (20 de Janeiro), veio a falecer um mês mais tarde (20 de Fevereiro), provavelmente por septicemia decorrente do ferimento.
Existe uma capela na Igreja de São Sebastião dos Frades Capuchinhos, na cidade do Rio de Janeiro, com a sua campa tumular onde encontra-se a seguinte inscrição:

“Aqui jaz Estácio de Saa, 1o Capitam e Conquistador desta terra cidade, e a campa mandou fazer Salvador Correa de Saa, seu primo, 2o Capitam e Governador, com suas armas e essa Capela acabou o ano de 1583.”

A fundacao da cidade também se dá sobre o extermínio, massacre e expulsao das tribos indígenas que habitavam a regiao, principalmente os Tupinambás, a maior nacao indígena do litoral do Rio de Janeiro na época.

A Confederação dos Tamoios é a denominação dada à revolta liderada pela nação indígena Tupinambá, que ocupava o litoral do que hoje é o norte paulista, começando por Bertioga e litoral fluminense, até Cabo Frio, envolvendo também tribos situadas ao longo do Vale do Paraíba, na Capitania de São Vicente, contra os colonizadores portugueses, entre 1556 a 1567, embora tenha-se notícia de incidentes desde 1554 . A Revolta envolvia nacoes e tribos aliadas aos Tupinambás na época contra esses invasores, que hoje sao considerados os fundadores do Rio de Janeiro. O grande combatente indígena, líder da Revolta, era o Morubixá Cunhambepe, que resistiu até o fim em sua aldeia de Urucu-mirim, onde hoje é o Aterro ga Glória.

Texto: Wikipedia, Alma Carioca e Ras Adauto

Imagem de Jean de Lery: Cunhambepe, o grande guerreiro

Brasil – Tradições Indígenas – Brazil Indian Traditions

No início, Pindorama, como o Brasil era conhecido pelos Índios, ou terra dos coqueiros, haviam aqui acerca de 5 milhões de habitantes de diversas tribos. Contudo, a maioria era Tupy, especialmente na costa, onde se falava a mesma língua com poucas diferenças de dialeto ou pronúncia. Essas tribos existiam desde o litoral do nordeste até o sul. Dentre as principais, destacamos os Tamoios (os pais, os mais velhos) que eram os Tupinambás e seus descendentes (de certa forma), os Tupiniquins. Os Tupinambás habitavam um extenso território que ia desde o Rio Juqueriquerê em Caraguatatuba, Estado de São Paulo, adentrando por todo o interior ao longo do Rio Parahyba do Sul até finalmente no Cabo de São Tomé no atual Estado do Rio de Janeiro. Seu herói e Chefe Principal era Cunhambebe.

Tupinambás e Tupiniquins possuíam lendas e heróis civilizadores, tais quais Pae Zomé que para os Jesuítas deveria se tratar de São Tomé (mito comum em quase toda a América) e outro, de índole má, chamado de Maíra ou Meire Humane, através dos quais aprenderam a arte do fabrico do tacape e da guerra (cortavam o cabelo nos moldes do que viram na figura de Meire Humane).

Europeus como Hans Staden (alemão a serviço D’el Rei de Portugal) e os franceses André Thevet e Jean de Lery, nos contam através de suas obras o modo de vida nas aldeias Tupinambás, o escambo com os Franceses na Guanabara, as tribos em torno daquela baía e as guerras com os Tupiniquins de Morpião, região de Upau-Nema (São Vicente) e Itanhaém.

Quando tiverem interesse em saber como de fato era o Brasil no Século XVI, leiam o Livro de Hans Staden (A História dos Selvagens Nus e Ferozes…); a obra Viagem à Terra do Brasil de Jean de Lery; a Cosmografia Universal: A França Antártica de André Thevet e a Obra de José de Anchieta assim como as Cartas Jesuíticas que nos remetem àquele período da nossa história.

http://www.litoralsulvirtual.com.br

 

3 Respostas para “447 anos da Cidade do Rio de Janeiro e A Revolta Indígena!!!!

  1. hawaiianbless

    março 1, 2012 at 5:25 pm

    Reblogged this on Hawaiianbless's space.

     
  2. diego bruno

    março 22, 2013 at 8:26 pm

    Boa matéria, entretanto a data do Rio de Janeiro ´01 de janeiro de 1502. Em 1565 é a data que os portugueses resolvem dá importância ao Povo Carioca, criando a cidade para resistir as invasões francesas e holandesas. Tanto que o Rei Sebastião batiza a cidade pelo seu nome e o santo mesmo nome em 20 de janeiro de 1565.

    Em 1497 Américo Vespúcio já tinha todo o mapa cadastrado para a viagem ao Rio.
    Em 01 de janeiro de 1502 batizam a Terra de Rio de Janeiro e São batizados de Cariocas em 1503.
    511 anos

     
  3. Francisco Barbara

    fevereiro 13, 2015 at 1:48 pm

    Gostei muito da matéria; aprendi um pouco mais de nossas origens e de nossa história.
    Francisco Barbara

     

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: