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MANIFESTAÇÃO PROFERIDA NA AUDIÊNCIA PÚBLICA DA COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA – CEC DA CÂMERA DOS DEPUTADOS FEDERAIS

30 ago

Texto de Joel Zito Araújo*

Nunca antes, na história do Brasil, tivemos tal potencial de produzir filmes, documentários e minisséries para o cinema e para a TV, valorizando a cultura brasileira, como agora.

Vou dar alguns exemplos para ajudar no entendimento desta afirmativa inicial.

A China e o Brasil lideraram o crescimento da indústria do entretenimento no mundo nos últimos dez anos. Segundo o estudo da Global Entertainment & Media Outlook, a nossa indústria – que é a maior da América Latina – deve crescer a uma taxa anual de 6,7% até 2016, atingindo o montante de 2,3 bilhões de dólares ao ano.

A nova lei da TV Paga, a lei 12.485/2011, vai movimentar cerca de 2 bilhões de reais nos próximos 24 meses com a intenção de aumentar a produção para a TV a cabo e a circulação de conteúdo audiovisual brasileiro, com um compromisso enfático com a diversidade e a qualidade, gerando emprego, renda, royalties. E, junto a esta lei, o Fundo Setorial do audiovisual continuará alavancando a programação nacional nas salas de cinema e TV.

Com este rápido cenário para um futuro muito próximo que apresento, busco mostrar as possibilidades que nós produtores culturais brasileiros temos atualmente de produzir cinema e séries para TV para competir em um ambiente em que as salas de cinema e a TV a cabo são dominados pelos produtos norte-americanos, pela cultura norte-americana.

Para completar este quadro de esperança para a produção cultural brasileira, temos de falar também da importante participação das nossas empresas estatais na produção de um cinema de qualidade no Brasil, através de seus editais, como exemplo do programa cultural da Petrobrás lançado na última sexta-feira que colocará cerca de 65 milhões de reais em cultura.

Mas algumas importantes perguntas não foram feitas até agora, e cabe a esta audiência ajudar a responder:

– Será que conseguiremos assegurar um critério de diversidade étnica e racial nessa grande produção que se anuncia?

– Será que atenderemos o preceito de diversidade que está contemplada com destaque na lei 12.285, a lei da TV paga?

– Ou será que, infelizmente, a persistência da mentalidade colonial que embranquece as nossas telas, e que torna o branco e a branquitude como representação do brasileiro e da cultura brasileira, e como representação de todo ser humano, continuará mantendo os privilégios para o segmento euro-descendente da população?

Vou apresentar alguns números reveladores que obtivemos em nossas pesquisas realizadas nos últimos quinze anos para demonstrar que a minha preocupação com o embranquecimento das telas brasileiras não é um arroubo de militante, mas que é fundada em bases científicas.

Em 2001 lancei um filme e um livro chamado A NEGAÇÃO DO BRASIL, sobre a história do negro na telenovela brasileira, frutos de cinco anos de pesquisa. Junto a uma equipe de pesquisadores, levantei a participação dos atores e atrizes negras na telenovela brasileira, desde o seu nascimento, em 1963, quando tornou-se um programa diário na televisão brasileira, até o final dos anos noventa. Examinamos 512 telenovelas e a constatação foi chocante:

Identificamos que:

– em um terço das telenovelas produzidas até 1997 não havia nenhum personagem afrodescendente.

– Apenas em outro terço o número de atores negros contratados conseguiu ultrapassar levemente a marca de 10% do total do elenco.

– E, 90% dos personagens criados representavam a subalternidade do negro na sociedade brasileira. Ou seja, traziam os negros em estereótipos de si mesmos.

Considerando que somos um país que tem uma população de cerca de 52% de afrodescendentes, essa é uma demonstração contundente de que a telenovela e a televisão com um todo nunca respeitaram as definições étnico- raciais que os brasileiros fazem de si mesmos.

Essa idéia de branquear progressivamente negros, mulatos e mamelucos, e de ver a mestiçagem como ponte para a eugenização, para o branqueamento, começou no período da escravidão e foi enfaticamente defendida pela maioria dos mais notórios intelectuais brasileiros da primeira metade do século XX, como Silvio Romero, Oliveira Viana e João Batista Lacerda.

O que queremos enfatizar aqui é que historicamente o Brasil sempre resistiu a ser um país multirracial e multicultural. De forma semelhante ao que ocorreu em outros países latino-americanos, o processo de constituição do Brasil enquanto nação foi resultado de uma luta política por unidade nacional e uniformização cultural, em que as etnias e grupos raciais não hegemônicos (negros e índios) sempre tiveram o seu processo de identidade negado por não estarem no padrão uniforme proposto.

A constituição do Estado nação no Brasil estabeleceu como referência para a cultura massiva os atributos da cultura branca européia.

Os meios de comunicação, em especial o rádio e o cinema tiveram um papel decisivo na primeira metade do século passado na organização de relatos da identidade nacional. E o surgimento da televisão no Brasil, nos anos 50, veio reforçar este papel, dissolvendo os elementos culturais dos não-hegemônicos, negros e índios, em características marcantes da identidade nacional brasileira. E, ao mesmo tempo, negando ao negro e ao índio o direito de se identificar como tal.

Eu creio que essas são as principais razões que fizeram das imagens dominantes no cinema e na TV serem tão cúmplices do ideal do branqueamento e do desejo de euro-norteamericanização dos brasileiros.

E aqui gostaria de repetir que, mesmo considerando somente as duas últimas décadas do século XX, os anos 80 e 90, um período de ouro da telenovela, marcado por autores progressistas como Dias Gomes,

– de 98 novelas produzidas pela Rede Globo não foi encontrado nenhum personagem afro-descendente em 28 delas.

– Apenas em 29 telenovelas o número de atores negros contratados conseguiu ultrapassar a marca de dez por cento do total do elenco.

– E em nenhuma delas o total de negros e pardos chegou a ser metade, ou mesmo 40% de todo o elenco.

A telenovela e os produtos dramatúrgicos da televisão sempre praticaram uma verdadeira negação da diversidade racial do Brasil.

A nossa diversidade racial, nas mãos dos autores de telenovelas, transmuta-se em um Brasil branco, desrespeitando os anseios históricos não só das entidades culturais, políticas e religiosas negras, como também da população indígena.

Observem hoje à noite na TV dois exemplos:

Na novela AVENIDA BRASIL, existe uma linha de conflito entre zona sul e zona norte do Rio de Janeiro, entre Ipanema e o Divino (que representa bairros da zona norte como Madureira, Pavuna ou Bonsucesso). No elenco da zona sul não é possível encontrar nenhum negro. No elenco da zona norte, no Divino, temos apenas dois personagens negros, o ótimo Ailton Graça representa Silas, um homem simpático mas bundão, de caráter duvidoso. E Cacau Protásio que interpreta Zezé, uma empregada doméstica rancorosa, cúmplice das maldades de Carminha. Além deles, só temos dois figurantes negros regulares: um motorista e um garçom. Quem conhece a zona norte do Rio de Janeiro sabe bem que sua composição racial é outra. O Rio é, junto à Salvador, uma das duas maiores cidades negras do país.

A mesma coisa podemos ver no remake de Gabriela. Para a minha surpresa, a Ilhéus dos anos 30 embraqueceu mais ainda nesta nova novela realizada no século XXI. As ruas de Ilhéus parece de uma cidade do interior da Europa no século XIX. Até os transeuntes são brancos.

E estou citando aqui novelas realizadas somente pela Rede Globo, que é a rede que mais deu oportunidades para atores negros.

Em 2007, ao realizar a pesquisa que deu origem ao livro O NEGRO DA TV PÚBLICA pudemos examinar a participação dos negros na TVE do Rio, na TV Cultura de São Paulo e a TV Nacional do Sistema Radiobrás, exatamente na véspera da criação da TV Brasil. O que encontramos aí, nos faria passar a tarde inteira elogiando a Rede Globo, pois os dados foram contundentes na demonstração do lugar minoritário, e porque não dizer insignificante dos afro-descendentes no corpo de apresentadores/as e jornalistas da rede pública ou educativa de televisão.

– Em 172 programas de variedades que foram exibidos durante a semana que pesquisamos, somente 03 tiveram a cultura negra como tema principal, ou seja em 1% da programação. Em outros 9 programas exibidos, a temática afro-descendente ocupou a metade do programa, representando apenas 3,2% de toda programação. E em 22 programas (13,9%) foram feitas citações ocasionais.

– Os euro-descendentes ocupava 86% do posto de apresentadores/as e 93,3% no posto de jornalistas, o que nos parece ser uma hiper-representação deste segmento racial.

Creio que este fenômeno está diretamente relacionado às responsabilidades deste Congresso e do Executivo, é um reflexo da ausência de políticas públicas para assegurar o direito democrático de todo segmento populacional ter seus semelhantes, com as mesmas características étnico-raciais, ocupando postos relevantes e altamente valorizados, fonte fundamental de auto-estima.

Embora muitos indicadores sociais na última década demonstrem que o Brasil mudou para melhor, o problema do racismo ainda não teve a mesma atenção.

Entre as 10 maiores economias do mundo nós somos o único país que tem maioria de população afro-descendente. E, em termos numéricos, uma argentina de negros se moveu da classe D para a classe C nos anos recentes.

Mesmo assim, esta profunda desigualdade na representação audiovisual dos negros, brancos e índios continua praticamente intocada.

Se observamos o debate atual sobre o impacto que a Lei da TV Paga provocará, até este momento ele está mais centrado na discussão de cota de tela, mas não em um dos aspectos fundamentais da lei que é assegurar qualidade com diversidade.

– E que diversidade será essa?

– Será que atenderá os anseios históricos da população negra e indígena?

– A produção regional do norte e do nordeste está assegurada. Mas onde está assegurado quem produzirá e o que vai ser produzido?

– Os 86% de negros de Salvador terão na cota regional uma parte correspondente ao seu peso populacional?

Acredito que os vícios e tabus presentes no imaginário de produtores, diretores, autores e patrocinadores brasileiros tendem a mudar lentamente, em decorrência das contradições da sociedade brasileira, e da resistência de nossas elites como bem demonstra a campanha midiática que tem como bordão “nós não somos racistas”, repetido exaustivamente por articulistas e editores.

Para iniciar a conclusão de minha exposição, quero chamar a atenção que não teremos nenhum mudança se as empresas estatais não admitirem que a estética da televisão, do teatro e do cinema brasileiro estão fundamentados e formados pelo projeto de branqueamento criado no século XIX.

Esse projeto virou uma estética. E foi assim que tornou-se natural para todos os brasileiros que o ser humano que está no topo da pirâmide da beleza é o branco nórdico de cabelos louros e olhos azuis. E o ser humano que está na base da pirâmide, considerados como a representação do feio, do atraso e de nossa inferioridade cultural diante da Europa, é o negro. No fundo, a nossa estética para imagens audiovisuais é uma estética racista, arianista. Ela está ainda presa ao arianismo de Hitler que tanta catástrofe provocou no século XX, e que faz do nosso segmento germânico da população o celeiro ideal para buscar as modelos e as apresentadoras de televisão.

Não se pode ignorar que, quando afro-descendentes vêem na TV uma representação subalterna e estereotipada do seu grupo racial, eles estão recebendo a mensagem de que são secundários para o seu país e para a sociedade, e que estão predestinados à subalternidade. E isso afeta o processo educacional dos jovens negros, e as suas relações com os seus professores. E isto também dificulta a formação de uma mão de obra de qualidade que o país precisa para crescer e se manter na condição de quinta maior economia do mundo.

Se vcs não compreenderem que as estatais podem ser a vanguarda da mudança no patrocínio cultural no Brasil, e que podem ser os grandes incentivadores de novos paradigmas para acabar com o nosso complexo de vira-lata, como dizia Nelson Rodrigues, e para transformar a imagem que o Brasil faz de sim mesmo, para si e para o mundo, continuaremos por mais um século com esse fosso social entre brancos e negros no Brasil.

Infelizmente, a referência do patrocínio cultural no Brasil continua sendo a audiência tradicional das salas de cinema, as classes A e B, que compram diariamente o Globo e a Folha de São Paulo, e tem seu imaginário e crenças formados pelos setores conservadores e dominantes nestes veículos, que insistem no mito que a miscigenação eliminou a desigualdade racial no Brasil.

Para concluir gostaria de, assim como Martin Luther King, dizer aqui que eu também tenho um sonho.

Eu tenho um sonho que esta audiência pública possa ser o marco de um novo tempo, em que o patrocínio cultural atenda a demanda de narrativas dramatúrgicas nas salas de cinema e na TV, e no teatro, que valorizem a participação do povo negro e indígena neste país.

Eu tenho o sonho que a partir deste momento as empresas estatais e a ANCINE passarão a ter o compromisso rigoroso de auxiliar a apresentar uma imagem equilibrada e justa de um país que deve orgulhar-se de ser o que é: um grande mosaico de raças e culturas.

Eu tenho um sonho que as estatais farão isto através de medidas concretas, tais como assegurar cotas para projetos de autores, diretores e com atores negros em seus editais.

Eu tenho um sonho que os deputados, senadores, patrocinadores e a ANCINE vão, a partir de agora, colocar como suas prioridades a construção de um novo cenário para o futuro próximo, quando nossa juventude branca, afro e índio-descendente será estimulada a ajudar o nosso país a ser o país do futuro ao ver, nas telas de TV e nas salas de cinema, pessoas de todas as raças democraticamente em diferentes ocupações, especialmente nas que são altamente valorizadas e respeitadas por todos nós.

Eu tenho o sonho que esse significativo montante de dinheiro que a Lei da TV Paga vai colocar na produção de produtos brasileiros esteja obrigatoriamente contribuindo para quebrar os estereótipos que perseguiram gerações e gerações de afro-brasileiros e índios que nasceram até agora.

Eu tenho o sonho que tudo que apontei aqui não precise mais ser dito e repetido, nem por mim e nem pelas próximas gerações. Que a partir de hoje eu, Hilton Cobra, e os outros artistas aqui presentes não tenham mais tempo para vir aqui para apresentar quadros tão lastimosos como este.

Eu tenho o sonho que o nosso tempo, a partir de agora, será dedicado para produzir filmes, séries de TV e peças de teatro para o Brasil e para o mundo. E que venhamos aqui no Congresso apenas para apresentá-los.

Obrigado!

Brasília, 21 de agosto de 2012

* Joel Zito Araújo

Há duas décadas produz documentários e filmes de ficção sobre temas sociais relevantes para o país, especialmente aqueles ligados à população afro-brasileira. Seu documentário A Negação do Brasil, sobre a participação de atores negros em novelas, ganhou o prémio de melhor documentário no festival É Tudo Verdade. O longa-metragem de ficção Filhas do Vento reuniu o maior elenco negro da história do cinema brasileiro e ganhou oito prémios no prestigioso Festival de Gramado, tendo sido exibido no Brasil e no exterior. Joel escreve extensamente sobre a mídia e a questão racial no Brasil e foi bolsista da Fundação MacArthur. Joel tem um PhD em Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP) e fez seu pós-doutorado e foi professor-visitante na Universidade do Texas em Austin (EUA).

Livros publicados:

A Negação do Brasil – o negro na história da telenovela brasileira. São Paulo: Editora Senac, 323 pgs., novembro/2000.

O Negro na TV Pública. Brasília:Fundaçao Cultural Palmares, 2010.

Os mais importantes artigos publicados:

* Mídia e produções de subjetividade: questões do racismo – In: Mídia e Psicologia: produção de subjetividade e coletividade/Conselho Federal de Psicologia. – Brasília: Conselho Federal de Psicologia, 2009.
* O Negro na dramaturgia, um caso exemplar da decadência do mito da democracia racial brasileira. Estudos Feministas / Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Centro de Comunicação e Expressão. V.16, n.3/2008. Florianópolis: UFSC, pags 979-985.
* O Negro na Telenovela Brasileira: Uma Síntese. The Afro-Brazilian mind: contemporary Afro-Brazilian literary and cultural criticism / edited by Niyi Afolobi, Márcio Barbosa, & Esmeralda Ribeiro. Pgs 257-270. Africa World Press, Inc. Trenton, NJ. 2007.
* Le noir dans les feuilletons televises. In: Cinémas d’amérique latine – Revue annuelle de l’Association Rencontres Cinemas d’Amerique Latine de Tolouse-(ARCAL). – no. 15. pags 17-27. 2007
* A Força de um desejo: a persistência da branquitude como padrão estético audiovisual. Revista USP, no. 69 – maio/junho/julho 2006.
* A Estética do Racismo – In: Mídia e Racismo. Org. Silvia Ramos – Rio de Janeiro, Pallas, 2002.

Email: joelzito_araujo@yahoo.com.br

Filhas do Vento – trailer

Direção de Joel Zito Araújo
Atores: Milton Gonçalves, Taís Araújo, Ruth de Souza, Maria Ceiça, Thalma de Freitas, Jonas Bloch, Daniele Ornellas, Léa Garcia

 

2 Respostas para “MANIFESTAÇÃO PROFERIDA NA AUDIÊNCIA PÚBLICA DA COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA – CEC DA CÂMERA DOS DEPUTADOS FEDERAIS

  1. josé ricardo

    agosto 30, 2012 at 4:51 pm

    No ponto! É minha referência no tema. Politicamente ainda falta uma mobilização mais efetiva do setor social. Não deixando de registrar que a Akoben está no mesmo caminho. Mas outros segmentos profissionais e regionais tem que sair da zona de rebaixamento.

     
  2. mamapress

    setembro 2, 2012 at 9:41 pm

    Reblogged this on Mamapress and commented:
    MANIFESTAÇÃO PROFERIDA NA AUDIÊNCIA PÚBLICA DA COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA – CEC DA CÂMERA DOS DEPUTADOS FEDERAIS
    Texto de Joel Zito Araújo*

    Nunca antes, na história do Brasil, tivemos tal potencial de produzir filmes, documentários e minisséries para o cinema e para a TV, valorizando a cultura brasileira, como agora.

    Vou dar alguns exemplos para ajudar no entendimento desta afirmativa inicial.

    A China e o Brasil lideraram o crescimento da indústria do entretenimento no mundo nos últimos dez anos. Segundo o estudo da Global Entertainment & Media Outlook, a nossa indústria – que é a maior da América Latina – deve crescer a uma taxa anual de 6,7% até 2016, atingindo o montante de 2,3 bilhões de dólares ao ano.

     

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