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Arquivo mensal: janeiro 2013

50.000 Euros por um bomba escondida na mochila!

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Acabo de ver aqui no N24, canal de notícias, que o governo alemao aumentou para 50 mil euros a quem avisar às autoridades de seguranca alguma suspeita de bolsas e mochilas deixadas por suspetit@s nas estacoes ou metros. Pois uma estacao de metro em Bohn entrou em alerta geral por suspeita de bombas em suas instalacoes.

O ano passado foram vários casos em Berlin de bolsas com bombas deixadas em estacoes de grande circulacao da capital. Gracas aos sistemas de cameras que vigiam as estacoes de metro as acoes políciais foram rápidas e conseguiram desativar esses petardos e vários jovens, alegados “terrotistas”, foram presos em flagrantes nas estacoes.

Com essa história da guerra no Mali contra o “Al-Qaída”, a vitória dos fascistas nas elicoes em Israel ontem, a ameaca de aumento de retaliacao ao Iran, o anuncio da construcao de arsenal atomico na Korea do Norte, a paranóia volta com a corda toda por aqui.

As autoriades tratam do assunto de maneira bem discreta, para nao provocar alarme na populacao. Mas vendo a notícia, em destaque no noticiário, dá para perceber que alguma coisa está rolando.

Como diz o meu amigo Andreas: andar de metro é uma loteria ou é como voce praticar uma roleta russa.

Enquanto no Brasil é a bala perdida, aqui é a bomba escondida!

BOOOM!

Ras Adauto!

Na foto: uma mochila igual a essa foi  desativada o ano passado numa estacao de metro em Berlin.

 

COMITÊ CONTRA O GENOCÍDIO DA JUVENTUDE NEGRA E PERIFERICA DE SÃO PAULO

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Resistência negra defende o fim da Rota e exige responsabilização de Alckmin nos casos de mortes de civis por policiais

CARTA DO COMITÊ AMPLIADO CONTRA O GENOCÍDIO

São Paulo, 22 de Novembro de 2012

 
Ao Governo do Estado de SP;
Ao Governo Federal;
À Sociedade Brasileira;
As redes de familiares de vítimas diretas da violência, as organizações do movimento negro, os movimentos sociais do campo e da cidade, cursinhos comunitários, sindicatos, associações, saraus periféricos, posses de hip-hop, imprensa alternativa, partidos de esquerda e várias outras entidades representativas da sociedade civil, organizados no COMITÊ CONTRA O GENOCÍDIO DA JUVENTUDE NEGRA E PERIFERICA DE SÃO PAULO, diante da barbárie que vivenciamos em São Paulo, onde, desde de janeiro, mais de mil pessoas foram assassinadas, a grande maioria com evidentes características de execução e, pior, com indícios da ação de grupos de extermínio compostos por policiais e/ou agentes paramilitares ligados ao Estado vem por meio desse documento denunciar e ainda, exigir respostas a respeito do Estado de Exceção que vivemos atualmente no Estado de São Paulo.
 Como dito anteriormente, desde o início do ano de 2012 o Estado de São Paulo já foi palco de mais de 1000 assassinatos. Ainda no ano de 2012 uma reportagem veiculada na Folha de São Paulo, denunciava que a Polícia Militar de São Paulo mata mais que todas as polícias dos EUA juntas.  Diante desses dados, fica bastante nítida a intensidade da letalidade da polícia paulista, e mais ainda, a necessidade de uma reestruturação no plano de segurança pública do estado.
O Estado brasileiro é signatário de diversos acordos internacionais que versam sobre direitos humanos, sendo eles recepcionados na legislação brasileira com força de emenda constitucional. A violação desses acordos é permanente em solo brasileiro, nos colocando em débito internacionalmente, e mais ainda, em constante violação daCarta Magna brasileira.
 Compatível com a violação dos Direitos Humanos, existe no Brasil uma exceção legal que coloca os atuais policiais militares fora do sistema civil de accontability, que  além de enfraquecer o estado de direito, estende a impunidade e violência da polícia militar  a população civil,  e indiretamente lhes assegura uma ampla latitude para arbitrariedades. Assim, as atuais  instituições policiais , embora sob regime democrático, permitem que a  arbitrariedade e a violência persistam.
No ano de 1997 o Brasil foi chamado pela primeira vez a prestar esclarecimentos sobre a ação policial nos seus Estados e Entes Federativos, entretanto, de lá pra cá índices evidenciam que o número de mortes entre a juventude cresceu exponencialmente. Segundo dados do mapa da violência 2011 publicado pela UNESCO, no ano de 1997 o índice de mortes era de 30 em 100 mil jovens, e no ano de 2011 o número cresceu para 52.  O mapa traça ainda o perfil racial desses jovens assassinados, demonstrando que os jovens negros morrem 102% vezes mais que os brancos.
Índices da própria Polícia Militar do Estado de São Paulo evidenciam a média de 2 mortes por dia. No mês de maio de 2006, durante período conhecido como uma possível Guerra entre o crime organizado e a Polícia Militar 506 vítimas civis foram executadas sumariamente, com fortes indícios de serem execuções feitas pela PM. Situação semelhante levou a morte de 440 pessoas até julho de 2012 segundo o jornal Estado de São Paulo. Em Setembro o aumento exponencial volta a correr ocasionando a morte de mais de 190 civis até a data de hoje. Essas execuções possuem evidências fáticas de que foram cometidas por parte da PM através de milícias formadas dentro da própria instituição, por exemplo, o tipo de armamento utilizado, a forma de atuação, e a prática militar.
É válido ainda lembrar que esse modelo de segurança pública do Estado de São Paulo não causa apenas a morte da população civil, mas ainda a dos próprios policiais. O combate da violência com mais violência, deixa o Estado refém de uma guerra incessante, evidenciando mais uma vez a necessidade de uma completa reestruturação da política de segurança pública do Estado.
1.     Sobre o racismo institucional
“Durante toda a existência do Estado brasileiro, no regime escravista, ele se destinava , fundamentalmente, a manter e defender os interesses dos donos de escravos. Isto quer dizer que o negro que aqui chegava coercitivamente na qualidade de semovente tinha contra si todo o peso da ordenação jurídica e militar do sistema, e com isto, todo o peso da estrutura de dominação e operatividade do Estado.
A última execução determinada pela Justiça Civil brasileira foi a do escravo Francisco, em Pilar, Alagoas, em 28 de abril de 1876. A última execução de um homem livre foi, provavelmente, pois não há registros de outras, a de José Pereira de Sousa, condenado pelo júri de Santa Luzia, Goiás, e enforcado no dia 30 de outubro de 1861. Até os últimos anos do Império, o júri continuou a condenar pessoas à morte, ainda que, a partir do ano de 1876, o imperador comutasse todas as sentenças de punição capital, tanto de homens livres como de escravos. Todavia, a prática só foi expressamente abolida para crimes comuns após a Proclamação da República. “
No trecho extraído acima da obra de Clóvis Moura, percebemos que o traço racial nas ações da PM é resquício de uma abolição inacabada, herança da escravidão brasileira. Dados evidenciam que os jovens negros tem 3 x mais chance de morrer que os brancos nas ações policiais. A polícia age sempre com mais violência quando se trata de negros. O racismo institucional é reconhecido pelo próprio Estado de São Paulo, mas nada é feito no sentido de conter o problema.
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Exigimos:
Que seja feito mapeamento racial de mortes, e o combate sumario ao racismo no Estado.
Que sejam efetivadas as políticas públicas ao povo negro, e que finalmente seja reconhecida  a necessidade de reparação histórica.
2.      Sobre as mortes de civis
As colocações explanadas preliminarmente evidenciam a necessidade urgente de explicações do Estado sobre a situação que estende há muito tempo no estado de São Paulo.
Exigimos:
 
Que, todos os casos de mortes de civis por policiais sob alegação de confronto sejam registrados e investigados como Homicídios causados pela ação policial , extinguindo definitivamente a pratica de classificar como   Auto de Resistência ou resistência seguida de morte.
 Que, os dados oficiais sobre homicídios causados pela ação policial sejam levantados com a devida urgência,  inclusive os casos que hoje ainda seguem classificados como Auto de resistência ou resistência de seguida de morte, e que sejam publicados regularmente pelo poder executivo do Estado , de  modo que, qualquer cidadão tenha acesso a essas informações.
3.      Sobre o poder executivo e judiciário
O Poder Executivo e Judiciário precisam atuar paralelamente a sociedade civil, incorporando as suas demandas e anseios. O Ministério Público tem obrigação legal de investigar as ocorrências de execução cometidas no Estado. No entanto, o órgão vem se omitindo de sua função, e assim colaborando para a manutenção do problema.
 Reivindicamos:
  Que, sejam criadas em âmbito  Estadual comissões compostas pelos órgãos públicos permanente para conhecer e monitorar a letalidade pelos órgãos públicos pertinentes, sociedade civil e acadêmicos especializados sobre o tema.
Que, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e o Conselho Nacional do Ministério Público apresentem o diagnóstico oficial  dos últimos 10 anos  sobre a atuação do ministério público e Poder Judiciário no controle externo das ações que envolvem letalidade policial.
Que, ministérios públicos estaduais registrem todos os casos de mortes de civis por policiais em alegado confronto como Homicídios causados pela ação policial. E,  que também disponibilizem para o acesso público em suas páginas eletrônicas  dados oficiais relativos a sua atuação nessas ocorrências.
4.      Sobre o Instituto Médico Legal
Tendo em vista que o IML ainda carrega consigo herança de outra página infeliz da nossa história, a Ditadura Militar, e, portanto ainda está vinculado a polícia.: Reivindicamos
Que, os (IML) Institutos Médico Legais, órgãos e responsáveis pelas perícias investigativas no Brasil sejam independentes da polícia, e dotadas de autonomia financeira e técnica.
5.      Sobre a desmilitarização da Polícia e uma nova política de segurança pública
Outra herança infeliz da ditadura Militar é a militarização da polícia. Nesse quadro, a atuação da polícia é sempre no sentido de matar, inúmeras testemunhas de execuções cometidas pela instituição afirmam que a Polícia atira, antes de cumprir com os protocolos de abordagem de suspeitos. Age, portanto de maneira dolosa, carregada de uma imensa e latente intenção de matar. Em tempos de Estado Democrático de Direito é necessário rever a composição e formação dos agentes policiais, e do perfil da instituição, considerando as peculiaridades sociais das periferias dos Estados.
As Rondas Ostensivas Tobias Aguiar são hoje as maiores responsáveis pelas execuções de civis, agem de forma absolutamente autoritária e arbitrária. Um levantamento feito pelo Estado de São Paulo indica que a ROTA matou 86% mais do que no ano anterior.
Não é possível desvincular a Segurança Pública de um Estado, da necessidade de um plano de governo que vise a compreender as necessidades sociais das periferias, política de segurança pública é também oferecer alternativas para  a juventude, SOBRETUDO nas periferias.
Reivindicamos
– Um processo de desmilitarização da Polícia
– Um plano de Segurança Pública capaz de integrar as necessidades sociais da população, a fim de reduzir a violência.
– O fim da ROTA
rotza
 6.      Sobre a responsabilização do Governador Geraldo Alckmin e do Secretário de Segurança Pública.
O atual governador do Estado de São Paulo em recentes declarações demostrou que a polícia vem agindo de acordo com ordens do seu próprio governo cometendo portanto crime de responsabilidade,  tendo em vista que fere o direito a vida da população paulista. Afirmou que “não recua um milímetro”, pois quem reagir às ações da polícia “vai se dar mal” e, após um recentíssimo caso de chacina operada pela ROTA, a escandalosa afirmação ‘consoladora’ de “quem não reagiu está vivo. O mesmo governador declarou anos atrás que “bandido tem duas opções: ou é prisão ou é caixão”. O resultado tem sido uma nova intensificação de matanças recorrentes nas periferias de São Paulo ao longo dos últimos meses de julho, agosto e setembro de 2012. Percebe-se nesse quadro, que as falas do Governador incitam a violência policial, e garante à instituição a possibilidade de cometer deliberadamente assassinatos.
O secretário de Segurança Pública que deixou seu cargo na data de ontem 21 de Novembro de 2012, também precisa ser responsabilizado pelos crimes porque vem atuando de forma a colaborar e a promover com as arbitrárias ações polícias, justificando as mortes com ações mais efetivas da PM, que estão se defendendo do crime organizado.
Reivindicamos
A responsabilização do Governador e do Secretário, seguida das devidas providencias.
policia-militar-concursoQuestionamos por fim:
A pena de morte está legalizada no Estado de São Paulo?
É possível considerar normal esse alto índice de mortes?
 “Não pode ser seu amigo quem exige seu silêncio ou atrapalha seu crescimento.”
Alice Walker
Assinam esse documento :
COMITÊ CONTRA O GENOCÍDIO DA JUVENTUDE NEGRA E PERIFÉRICA DE SP / FRENTE
AMPLIADA E UNIFICADA CONTRA O GENOCÍDIO DE POBRES, PRETOS E PERIFÉRICOS:
Anel / DCE-USP
Apropuc-SP
Associação Amparar
Associação de moradores do bairro Pq. América – Rio Grande da Serra
Associação Franciscana de Defesa de Direitos e Formação Popular – AFDDFP
Banco Comunitário Nascente (São Carlos-SP)
Blog Bola e Arte
Campanha “Eu pareço suspeito?”
Campanha Contra o Genocídio da Juventude Negra
Campanha Reaja ou Será Mort@ (Bahia)
CDH Sapopemba
Cedeca Interlagos
Cedeca Sapopemba
Central de Movimentos Populares (CMP)
Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante – CDHIC
Cidade Escola Aprendiz
Círculo Palmarino
Coletivo AnarcoPunk Diversidade!
Coletivo Construção (Diadema)
Coletivo de Mulheres Ana Montenegro
Cursinho Popular Acepusp
Coletivo Político QUEM
Coletivo Sarau da Casa
Coletivo Sarau Perifatividade
Coletivo Zagaia
Coletivo Zulmira Somos Nós
Comitê Popular da Copa
Comunidade Cidadã
Comunidades Unidas (Itaquera)
Construção Coletiva (PUC-SP)
Consulta Popular
Cordão da Mentira
CSP Conlutas
Daruê Favela (Jd. Boa Vista)
Destrava-São Paulo
Educação Cidadã
Escola Cidade Aprendiz
Escola de Governo
Espaço Cultural Latino-Americano (ECLA)
Família Rap Nacional
Força Ativa
Fórum Municipal de Hip-Hop
Fórum Popular de Saúde
Frente de Lutas da Baixada Santista
FSP/USP
GEPEX-Unifesp Baixada Santista
Grupo Tortura Nunca Mais-SP
Instituto Helena Greco de DH e Cidadania (Belo Horizonte-MG)
Instituto Paulista de Juventude
Instituto Práxis
Jornal A Nova Democracia
Juventude Revolução
Kilombagem
LEAP/UfSCar
Levante Popular da Juventude
Luta Popular
Mães de Maio
Mandato Dep. Fed. Vicente Cândido (PT-SP)
Mandato do Dep. Fed. Ivan Valente (PSOL-SP)
Marcha Mundial das Mulheres
Movimento de Moradia do Centro (MMC)
Movimento de Moradia da Região Central (MMRC/CMP)
Movimento Nacional da População de Rua (MNPR)
Movimento Negro Unificado (MNU)
Navozavez (Favela São Remo)
Núcleo Akofena (Bahia)
Núcleo de Consciência Negra da USP
Núcleo de Mães e Familiares da Violência do Estado Cantagalo / Pavão-Pavãozinho (RJ)
Observatório de Violências Policiais (OVP-SP)
Pastoral Carcerária
PCB
Promove Vila Albertina
PSOL
Psol-Santa Cecília
Quilombo Raça e Classe
Quilombo X (Bahia)
Rádio da Juventude (São Vicente-SP)
Rádio Várzea
Rede 2 de Outubro – pelo fim dos massacres
Rede de Comunidades e Movimentos Contra Violência (RJ)
Rede de Educação Cidadã
Rede Nacional de Familiares e Amig@s de Vítimas do Estado
Rede Rua
Revolução Preta
Santos Mártires
Sarau da Ademar
Sarau dos Mesquiteiros
Sarau Elo da Corrente
Sarau Perifatividade
Sindicato dos Advogados de São Paulo
Sindicato dos Metroviários – SP
Sinsprev/SP
Sintusp
SOS Racismo
Tribunal Popular
UMES
UNEafro-Brasil
Uneafro-Itaquera
UNEGRO
Vírus Planetário
maes-de-maio
cartoon: Latuff

Emicida – Triunfo

Vídeo Clipe Oficial.
High Definition.

Direção: Fred Ouro Preto
Direção de Fotografia: Carina Zaratin & Fred Ouro Preto
Câmera : Carina Zaratin & Felipe Igarashi
Edição: Fred Ouro Preto
Assistente de produção: Felipe Rodrigues da Silva

 

O assassinato do DJ Lah, do grupo Conexão do Morro, na Paulicéia sanguinária!

lutodjlahcdm

foto: lutodjlahcdm

(14 homens gritaram ‘polícia’ e efetuaram mais de 50 disparos)

Há uns anos atrás o grupo  Conexão do Morro e o DJ Lah lancaram uma música intrigrante cujo o refrao diz o seguinte:

“…muito bem saiam da mira dos tiras
Saiam da mira dos tiras
São eles é quem forçam são eles quem atiram
Reze pra sobreviver”.

Ontem à noite na periferia de Sao Paulo,  o DJ Lah, do grupo Conexão do Morro e parceiro de Mano Brown, morreu em uma chacina , a primeira do ano e dando sequencia à série de mortandades que abalam a Capital há mais de 2 meses.  Nove pessoas foram baleadas e, dessas, seis morreram.

O buxicho do crime foi publicado no início da madrugada em um site especializado. O DJ,  Laercio de Souza Grimas,   é tratado como “um irmão” que fez história no Rap. A chacina aconteceu por volta da meia-noite no bairro Campo LImpo, na zona sul de São Paulo. Segundo testemunhas, cerca de 14 homens armados desceram de dois carros e uma moto e dispararam contra um grupo que estava em um bar conversando. Foram disparados mais de 50 tiros de armas de grosso calibre. E o que rola na perifa e nos meios do Rap no momento,  foi a polícia/esquadrao da morte s.p. que fez o servico. E segundo ainda os manos,  os tiros também acertaram o rapper 2Pac, do grupo Sintônia Lado Sul. Ele está internado em um hospital.  Cinco pessoas morreram no local e outra no pronto-socorro.

Os moradores evitam dar maiores detalhes sobre o crime. Eles se dizem ameaçados desde a execução de um pedreiro pela Polícia Militar, no ano passado. O bar, onde aconteceu a chacina, fica em frente à casa onde o pedreiro teria sido executado.  Entre os mortos da chacina está o homem que registrou a morte do servente Paulo Batista do Nascimento, em novembro. A informação foi confirmada neste sábado pelo delegado-geral da Polícia Civil, Maurício Blazeck.

O DJ Lah tinha 33 anos e deixa quatro filhos, amigos e família inconformados com “tamanha covardia”.

Com o primeiro CD gravado em 1998, o Grupo Conexão do Morro tinha entre os admiradores Mano Brown, o mais influente rapper brasileiro. Um dos temas preferidos do “Conexão” era o protesto e denúncais contundentgres contra a repressão e a violencia  policial na peeriferia de Sao Paulo.

Ainda de acordo com o site, “DJ Lah tinha 33 anos e deixa quatro filhos, amigos e família inconformados com tamanha covardia”.  Os moradores evitam dar maiores detalhes sobre o crime. Eles se dizem ameaçados desde a execução de um pedreiro pela Polícia Militar, no ano passado. O bar, onde aconteceu a chacina, fica em frente à casa onde o pedreiro teria sido executado.

Com o primeiro CD gravado em 1998, o Grupo Conexão do Morro tinha entre os admiradores Mano Brown, o mais influente rapper brasileiro. Um dos temas preferidos do “Conexão” era o protesto contra a repressão policial.

Ainda de acordo com o site, “DJ Lah tinha 33 anos e deixa quatro filhos, amigos e família inconformados com tamanha covardia”. DJ Lah, do Grupo Conexão do Morro, criado no Capão Redondo, região periférica e violenta da capital paulista.
Conforme o refrao da música,  Dj Lah rezou, mas nao sobreviveu às sanhas da máquina mortífera que está ceifando as vidas de jovens negros na Periferia de Sao Paulo. Ele estava na mira, como diz a sua música!

Ras Adauto

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Nota do  Portal Rap Nacional

sábado, 5 de janeiro de 2013
Dj Lah, do Conexão do Morro é assassinado em São Paulo

Acaba de ser assassinado mais um irmão que fez história no RAP NACIONAL.

Trata-se de Laercio de Souza Grimas, o Dj Lah do grupo Conexão do Morroque segundo informações que ainda não estão claras, esteva em um bar no Jd Rosana, que fica na região do Campo Limpo, Zona Sul de São Paulo, juntamente com mais três amigos quando por volta da 1h da madrugada deste sábado (5/1), pessoas dentro de um carro modelo “Space Fox”, passaram atirando pra cima dos rapazes. Nove pessoas foram baleadas e seis morreram.
Tiros também acertaram o rapper vulgo 2Pac, do grupo Sintônia Lado Sul, mas que encontra-se em recuperação no hospital.
O bar onde aconteceu a chacina, fica em frente à casa onde um pedreiro Gefferson teria sido executado no ano passado. O caso do pedreiro foi filmado por um morador que estava escondido e repercutiu na grande mídia.
Dj Lah tinha 33 anos e deixa 4 filhos, família e amigos inconformados com tamanha covardia.
Assim que tivermos mais informações postaremos aqui no Portal RAP NACIONAL.

Descanse em paz DJ LAH.

djlah2

http://www.rapnacional.com.br/portal/

Conexão Do Morro/DJ LAH – 11 Click, Clack, Bang.mp4

Tem rato na área mano corra perdão é coisa rara
Mesmo estando na sua não querem saber então saia
De uniforme cinza assassinos são os homens
Pilantras como eles por aqui existem um monte
Pedreiros nas bocadas você sabem fazem fila
Perderam o respeito não tem mais amor a vida
Crianças inocentes aviãozinho de várias bocas
Ganhando um salário por semana
Nem se conta
Cagueta lá área eu te garanto vai cair
Só correm não tem chance não podem mais sorrir
Não vou morrer não devo nada pra ninguém
Mas de vez em quando eu vejo eles matando alguém
Eles me perguntam se eu vi mas eu não falo
Estava no barraco
Com manos me ajudando é assim que eu escapo

(2x) muito bem saiam da mira dos tiras
Saiam da mira dos tiras
São eles é quem forçam são eles quem atiram
Reze pra sobreviver

Ratos e mais ratos circulando as favelas
Muito bem saiam da mira dos tiras
São eles é quem forçam são eles quem atiram
Reze pra sobreviver
Os ratos sim sem duvida vão sorrir por que
A vida na favela é assim
Mirou atirou com certeza vai cair
O tiro inicial é fatal
E ai cachorrão mano cobra eu to legal
Chegou a hora mais um corpo já caiu
A alma subiu para o céu
Quem matou fulano no natal não foi papai noel
Idéia vai idéia vem no domingo morre alguém
Quem matou morreu também
Mais que todos moleque perigoso
Com a mente feita era corajoso
Guri seu sono é eterno
Sua carta eu já escrevi
Está chegando ai
Seu corpo está em paz isso é tudo que eu quero
Sua alma é incapaz esteja bem no inferno
Posso lhe dizer que vários estão indo
Também posso lhe dizer que é por causa do cachimbo
Ho confusão saia da função
Antigamente era bom
Se toque se ligue então
Ouça o nosso som
Tá o pó só o osso
Com a corda no pescoço
O esqueleto está andando por aqui
Perigo janelas fechadas
Neblina total roubo de varal
Se quer encontrar os seus bagulhos
Então corra na bocada é fatal
Mas cuidado com a isca
Cuidado não arrisca
Se eles te tromba eles te tomba
Se vacila eles atiram
Muito bem saiam da mira dos tiras
São eles é que forçam são eles quem atiram

(2x) muito bem saiam da mira dos tiras
Saiam da mira dos tiras
São eles é quem forçam são eles quem atiram
Reze pra sobreviver

A covardia toma conta do lugar
Dando mancada roubando os caras
Só pensam em se drogar
Só idéia de animal
Deste esquema estou legal
Porque
Queira viver você também
Não de mancada com ninguém
Você merece você merece uma explicação
Se der mancada sem perdão
Pa pa pa pum pa caixão
Vocês está conhecendo a quebrada por dentro
Não se assuste com a gente atitude é 100%
Estamos de volta detonando tudo
Espalhando nossa mensagem para o mundo
Ra ra ratos e mais ratos me parando
Querendo saber quem eu sou
Quem é você eu sou o cobra
Conto com o apoio do meu mano d o g
Dj la pode crê pa pa pa pum pa
Pode vir que eu quero ver
Pode vir vem click clack bem
Mano cobra nas paradas
Uma serpente cobra criada
Vacilou pode acreditar
Que é a lei da favela
Pode se preparar
Dando mancada na quebrada
Por causa de um tênis
De um relógio véio
Cavando a cada cemitério
Pilantras como você
Com certeza vai cair
E pode ter certeza que não vai subir
Vais descer pra queimar no inferno
Já prepararam as madeiras pro seu terno
Não teve humildade sem chance
Aqui é o cdm muito mais pesados do que antes

(2x) muito bem saiam da mira dos tiras
Saiam da mira dos tiras
São eles é quem forçam são eles quem atiram
Reze pra sobreviver

 
 
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