RSS

Assassinato de indígena adolescente em Caarapó

19 fev

guarani_kaiowa_child__save_the_forest_people_by_fairiesndreams-d5kh7zb

imagem: *fairiesndreams

O Massacre da nacao Guarani Kayowá continua no Brasil!Jovem assassinado por pistoleiros perto da Reserva/Aldeia Tey’i kue/Caarapo, município de Caarapó-MS.

Recebemos a mensagem abaixo diretamente  de nosso parente na regiao:

URGENTE – adolescente Kaiowá-Guarani é brutalmente assassinado em CAARAPÓ – MS

 por
Na manhã desta segunda-feira, o adolescente Kaiowá-Guarani GIlson Barbosa, de 15 anos, foi brutalmente assassinado com três tiros na cabeça enquanto pescava na reserva de Caarapó. Outros dois adolescentes que estavam com Gilson viram tudo o que aconteceu e confirmam que foram os jagunços e o filho do fazendeiro que cometeram este ato de barbárie
Ainda não temos mais informações, assim que recebermos outras noticias repassaremos imediatamente, como por exemplo o nome do fazendeiro vizinho da reserva.

corpo do adolescente morto

foto: perícia e o corpo do jovem indígena

Nota da Aty Guasu sobre assassinato de indígena adolescente em Caarapó

Infelizmente, é com muito pesar, nós conselho da Aty Guasu guarani e Kaiowá, vimos a todos (as) AUTORIDADES E CIDADÃOS DO BRASIL E DO MUNDO comunicar que ontem um grupo indígenas Guarani-Kaiowá foram atacados e violentados pelos pistoleiros das fazendas da região de Caarapó-MS. Um adolescente foi assassinado a tiro-bala pelos homens das fazendas, localizada próxima da Reserva/Aldeia Tey’i kue/Caarapo, município de Caarapó-MS.
Hoje (18/02/2013) mais de duas centenas de Guarani-Kaiowá enterraram o corpo do menino no local em que foi assassinado. Esse lugar é terra Guarani-Kaiowá tradicional reivindicada pelos indígenas que está em estudo antropológico, há anos. Diante do fato de violência antiga contra as vidas dos indígenas Guarani-Kaiowá, hoje à tarde, mais de 200 Guarani-Kaiowá tentam reocupar o tekoha e permanecerem no lugar, fazendo protesto contra as violências contra a s vidas Guarani e Kaiowá, pedindo a JUSTIÇA. Está tenso no local em que começou o protesto passivo dos Guarani e Kaiowá. Os agentes da PF e FUNAI foram no local ontem e hoje.
Por fim, mais uma vez, solicitamos a investigação do fato pela Polícia Federal e pedimos a presença permanente de seguranças federais no local. A comunidade Guarani e Kaiowá já decidiu em permanecer em protesto nesse tekoha guasu onde foi assassinado o menino Kaiowá. Entorno de tekoha reocupada em protesto já começou movimento dos pistoleiros. O risco de ataque dos pistoleiros é iminente.
Amanhã, retornaremos a comunicar a todos (as).

Tekoha Guasu Guarani e Kaiowá, 18 de faevereiro de 2013.

(O adolescente guarani-kaiowá Denilson Barbosa, de 15 anos, morador da aldeia Tey’ikue, foi encontrado morto no último domingo, 17, no município de Caarapó, Mato Grosso do Sul, em uma estrada vicinal a sete quilômetros do perímetro urbano da cidade. Ele foi executado com três tiros, dois na cabeça e outro no pescoço. A professora guarani-kaiowá Renata Castelão, da escola indígena Ñandejara Polo, conta que o jovem foi morto por três pistoleiros a mando de um fazendeiro.)

==========================================================

Cliping:

Jovem Guarani Kaiowá é assassinado por pistoleiros no Mato Grosso do Sul

Publicado em 19/02/2013 – 10h11 | Atualizado em 19/02/2013 – 10h20

Aldeia Tey’ikue no município de Caarapó (MS) onde vivia o jovem assassinado por pistoleiros (foto: tlc.org)

Um adolescente indígena Kaiowá, Denilson Barbosa, de 15 anos, morador da aldeia Tey’ikue, foi assassinado no último sábado (16) no município de Caarapó no Mato Grosso do Sul. O corpo do jovem foi encontrado no domingo (17) em uma estrada vicinal a sete quilômetros do perímetro urbano da cidade, com um tiro na cabeça.

Segundo relatos de testemunhas, Denilson e outros dois indígenas estavam indo pescar no sábado (16) quando foram abordados por três pistoleiros ligados ao proprietário e arrendatário de uma fazenda vizinha à terra indígena de Caarapó. Os indígenas correram dos homens armados, mas Denilson acabou apreendido pelos pistoleiros e foi assassinado.

De acordo com informações do Centro Indigenista Missionário, revoltados, familiares e moradores da aldeia enterraram o corpo de Denilson na fazenda onde ocorreu o assassinato, uma área arrendada para a criação de gado e o monocultivo de soja. A comunidade também planeja realizar uma série de protestos para denunciar a ação violenta.  Conforme o relato dos indígenas sobreviventes e as características da morte, os indícios apontam para execução. A Polícia já iniciou as investigações, mas não quis dar detalhes sobre o caso.

Segundo relatos, essa não foi a primeira vez que jagunços ligados ao fazendeiro atiraram contra os indígenas. Aproximadamente cinco mil indígenas Guarani e Kaiowá vivem confinados em 3.594 hectares da Terra Indígena de Caarapó. Desde a criação do território indígena pelo Serviço de Proteção ao Índio (SPI), em 1924, a comunidade precisa pescar fora da área reservada, onde só há nascentes de córregos, mas não há peixes. Por isso, sofrem constantemente com pressões e ataques de fazendeiros. (pulsar) – Amarc Brasil.

*********************

Mais informações: Kaiowá de 15 anos é assassinado com tiro na cabeça

Por , 18/02/2013 19:21

Por Ruy Sposati, para o Cimi

O Kaiowá Denilson Barbosa, de 15 anos, morador da aldeia Tey’ikue, foi encontrado morto ontem , 17, no município de Caarapó (MS), em uma estrada vicinal a sete quilômetros do perímetro urbano da cidade, com um tiro na cabeça. Segundo relatos de testemunhas, Denilson e outros dois indígenas estavam indo pescar no sábado, 16, quando foram abordados por três pistoleiros ligados ao proprietário e arrendatário de uma fazenda vizinha à Reserva de Caarapó.

Os indígenas correram dos homens armados, mas Denilson acabou apreendido pelos pistoleiros e assassinado – segundo as testemunhas, além do tiro confirmado pela perícia criminal da Polícia Civil de Caarapó, o jovem Kaiowá levou mais um tiro na cabeça e outro no pescoço. Por questões de segurança, os nomes das testemunhas serão omitidos nesta reportagem.

Revoltados, familiares e moradores da aldeia enterraram o corpo de Denilson na fazenda onde ocorreu o assassinato, arrendada para a criação de gado e o monocultivo de soja. A comunidade também planeja realizar uma série de protestos para denunciar a ação violenta. Conforme o relato dos indígenas sobreviventes e as características da morte, os indícios apontam para execução.

Denilson, uma criança de 11 anos e outro indígena saíram no final de sábado para pescar no córrego Mbope’i, cuja nascente fica dentro da Reserva, e que cruza fazendas do entorno da terra indígena. Quando se aproximaram de um criadouro de peixes, foram abordados por três homens armados. Os sobreviventes identificam os três indivíduos – entre eles, um paraguaio – como ‘funcionários’ de um arrendatário da fazenda.

Os três homens atiraram contra os indígenas, que saíram em fuga do local. Dois deles conseguiram se esconder. Denilson caiu e ficou preso no arame farpado de uma cerca. Os três homens, então, o pegaram e passaram a desferir coronhadas na cabeça e no estômago do Kaiowá, mandando que ele se levantasse. Segundo os sobreviventes, quando se pôs de pé, Denilson foi alvejado com três tiros: dois na cabeça e um no pescoço.

FAZENDA EVACUADA

Os dois sobreviventes, ainda escondidos, viram, na sequência, os homens colocarem o corpo de Denilson na caçamba de uma caminhonete. Após a saída do veículo, os indígenas voltaram à aldeia para relatar o ocorrido à família. Impactado pela notícia, o pai de Denilson decidiu ir até a fazenda procurar o filho. Ao chegar ao local, conforme relatou, o pai do jovem assassinado não encontrou ninguém. A fazenda fora evacuada.

O corpo de Denilson foi encontrado por um caminhoneiro – segundo os indígenas, também funcionário de outra fazenda da região – que circulava pela vicinal, próxima à reserva, por volta das 5 da manhã de domingo, 17. Os indígenas acreditam que, após o assassinato, os pistoleiros desovaram o corpo de Denilson em uma estrada longe da fazenda, num entroncamento conhecido como “Pé de Galinha”.

Segundo a perícia criminal da Polícia Civil, Denilson foi encontrado com um tiro abaixo do ouvido. O laudo cadavérico do Instituto Médico Legal (IML), contudo, ainda não foi concluído. A Polícia já iniciou as investigações, mas não quis dar detalhes sobre o caso.

Segundo relatos, essa não foi a primeira vez que jagunços ligados ao fazendeiro atiraram contra os indígenas. Também, o problema da pesca é recorrente entre os Guarani e Kaiowá da reserva de Caarapó, onde vivem confinadas aproximadamente cinco mil pessoas em 3594 hectares de terra. Desde a criação do território indígena pelo Serviço de Proteção ao Índio (SPI), em 1924, os indígenas precisam pescar fora da área reservada, onde só há nascentes de córregos, mas não há peixes, sofrendo pressões e ataques de fazendeiros.

As reservas são áreas de confinamento criado pelo SPI durante o processo de espoliação dos Guarani e Kaiowá em decorrência da colonização do então Estado do Mato Grosso. O confinamento é apontado por especialistas como uma das principais causas dos suicídios e, consequentemente, da luta pela terra de ocupação tradicional travada pelos indígenas desde o início da segunda metade do século XX. – http://campanhaguarani.org/?p=1701

*****************************************

Após assassinato de adolescente de 15 anos, povo Guarani Kaiowá iniciam retomada de terras

Cerca de 500 indígenas estão retomando a terra indígena em protesto ao assassinato

Indígena é assassinado com tiro na cabeça em Caarapó
foto: 94 fm de Dourados
O crime aconteceu no sábado 16. Três jovens Guarani Kaiowá da aldeia Tey’ikue, município de Caarapó, saíram para pescar nas margens do córrego Mbope’i. Na ocasião, três pistoleiros perseguiram os adolescentes. Dois deles conseguiram fugir. Denilson Barbosa de 15 anos, foi capturado pelos jagunços e assassinado com três tiros: dois na cabeça e um no pescoço. Suspeita-se que o mandante do crime é o fazendeiro Oladino, proprietário da fazenda Sardinha. O corpo do adolescente foi encontrado na manhã deste domingo, 17, na estrada vicinal a sete quilômetros do perímetro urbano.
Em protesto ao assassinato do jovem, mais de 500 indígenas Guarani Kaiowá estão, neste momento, retomando a terra indígena a qual a fazenda Sardinha está instalada. Somente a Polícia Civil apareceu no local do crime para fazer a perícia criminal. Segundo indígenas que estão no local da retomada, até a noite de hoje (18), a Fundação Nacional do Índio (Funai) não apareceu no local do conflito. A Procuradoria Geral da República foi acionada e garantiu o envio da Força Nacional para a região a partir de amanhã (19).
O clima é de tensão na retomada da terra indígena e muitos dos indígenas temem  novos ataques dos jagunços. Porém, a decisão dos indígenas é resistir em protesto ao assassinato do adolescente Kaiowá Guarani e em defesa das terras tradicionais.
Os indígenas Guarani Kaiowá pedem, neste momento, todo apoio e solidariedade das entidades e militantes para que possam resistir na retomada indígena, comparecendo ao local e ajudando a divulgar a situação!
Contato:  (067) 96202160
Valdelice Veron, liderança indígena Guarani Kaiowá
********************
Ras Adauto/PPABerlin
 

Uma resposta para “Assassinato de indígena adolescente em Caarapó

  1. gildo

    fevereiro 20, 2013 at 3:06 pm

    PARA OS POLITICOS BRASILEIROS INDÍO BOM É INDIO MORTO, CASO CONTRARIO JÁ TERIAM RESOLVIDOS TODOS OS PROBLEMAS DAS ÁREAS EM CONFLITO !!!!!!

     

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: