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“A VOZ DA ÌNDIA”

11 jun

“A VOZ DA ÌNDIA”

Durante a Cúpula dos Povos, no Rio+20, em junho do ano passado, fizemos uma longa entrevista com a líder indígena, escritora e professora Eliane Potiguara.

Eliane tem um histórico de lutas no Brasil pelos Direitos Indígenas no país.

Na entrevista Eliane faz um apanhado de sua história de vida, suas angústias, seus sonhos, desejos de igualdade e reconhecimento de seu povo no Brasil.

Enquanto isso, na Cúpula dos Povos e na antiga Aldeia Maracana, os parentes se movimentavam em suas reivindicacoes. E Eliane vai falando e os acontecimentos vao surgindo como se ela estivesse vendo, prevendo e apontando as trágicas situacoes que hoje, junho de 2013, estamos vivendo no Brasil. Como se fosse uma Voz profética e marcada pelos tons de vozes de seus antepassados e ancestrais nesses mais de 500 anos de sobrevivencia em uma nacao que nao quer que os povos originais sigam seus destinos em paz e em harmonia como sempre almejavam e almejam.

Com a palavra a Índia!

(Sobre Eliane Potiguara:

Eliane Lima dos Santos Potiguara (Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1950 -) é uma professora e escritora indígena brasileira, remanescente dos potiguaras. É Conselheira do Instituto Indígena de Propriedade Intelectual e Coordenadora da Rede de Escritores Indígenas na Internet, além de integrante da Rede Grumin de Mulheres Indígenas. Foi uma das 52 brasileiras indicadas para o projeto internacional “Mil Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz”.
Biografia[editar]

Formada em Letras, licenciou-se em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Participou de vários seminários sobre Direitos Indígenas na Organização das Nações Unidas, em organizações governamentais e ONGs nacionais e internacionais.

Foi nomeada uma das “Dez Mulheres do Ano de 1988” pelo Conselho das Mulheres do Brasil, por ter criado a primeira organização de mulheres indígenas no país: o Grumin (Grupo Mulher-Educação Indígena), e por ter trabalhado pela educação e integração da mulher indígena no processo social, político e econômico no país e por ter trabalhado na elaboração da Constituição brasileira de 1988.

Com uma bolsa que conquistou da ASHOKA em 1989 (Empreendedores Sociais) e mais o seu salário de professora e o apoio de Betinho/IBASE e os recursos do Programa de Combate ao Racismo, (o mesmo que apoiava Nelson Mandela), pode prosseguir a sua luta, além de sustentar e cuidar de seus três filhos, hoje adultos.

Em 1990, foi a primeira mulher indígena a conseguir uma petição no 47º Congresso dos Índios Norte-Americanos, no Novo México, para ser apresentada às Nações Unidas. Neste Congresso reuniram-se mais de 1500 indígenas americanos. Desse modo, participou durante anos, da elaboração da “Declaração Universal dos Direitos Indígenas”, na ONU, em Genebra. Por esse trabalho recebeu, em 1996, o título de “Cidadania Internacional”, concedido pela organização filosófica Iraniana Baha’i, que milita pela implantação da Paz Mundial.

É defensora dos Direitos Humanos, tendo sido criadora do primeiro jornal indígena, de boletins conscientizadores e de uma cartilha de alfabetização indígena dentro do método Paulo Freire com o apoio da Unesco. Organizou em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, em 1991 um encontro com a participação de mais de 200 mulheres indígenas de várias regiões, tendo como convidados especiais a cantora Baby Consuelo e vários líderes indígenas internacionais. Organizou vários cursos referentes à Saúde e Diretos reprodutivos das mulheres indígenas e foi consultora de outros encontros sobre o tema.

Em 1992 foi co-fundadora/pensadora do Comitê Inter-Tribal 500 Anos (“kari-oka”), por ocasião da Conferência Mundial da ONU sobre Meio-Ambiente, junto com Marcos Terena, Idjarruri Karajá e muitos outros líderes indígenas do país, além de ter participado de dezenas de Assembléias indígenas em todo o Brasil.

Discutiu a questão dos Direitos Indígenas em vários fóruns nacionais e internacionais, governamentais e não governamentais, propondo diversas diretrizes e estratégias de ordem político-econômica, inclusive no fórum sobre o Plano Piloto para a Amazônia, em Luxemburgo, em 1999.

No final de 1992, por seu espírito de luta, traduzido na sua obra “A Terra é a Mãe do Índio”, foi premiada pelo Pen Club da Inglaterra, no mesmo momento em que Caco Barcelos (“Rota 66”) e ela estavam sendo citados na lista dos “Marcados para Morrer”, anunciados no Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão, em rede nacional, por terem denunciado esquemas duvidosos e violação dos direitos humanos e indígenas.

Em 1995, na China, no Tribunal das Histórias Não Contadas e Direitos Humanos das Mulheres/Conferência da ONU, narrou a história de sua família que emigrou das terras paraibanas na década de 1920 por ação violenta dos neo-colonizadores e as conseqüências físicas e morais desta violência à dignidade histórica de seu bisavô, avós e descendentes. Contou também o terror físico, moral e psicológico pelo qual passou ao buscar a verdade, além de sofrer abuso sexual, violência psicológica e humilhação por ser detida pela Polícia Federal por estar defendendo os povos indígenas, seus parentes, do racismo e exploração. O seu nome foi caluniado na imprensa do estado da Paraíba[carece de fontes].

No último governo foi Conselheira da Fundação Palmares/Minc, e “fellow” da organização internacional ASHOKA, dirigente do Grumin e membro do Women´s Writes World. Participou de 56 fóruns internacionais e para mais de 100 nacionais culminando na Conferência Mundial contra o Racismo na África do Sul, em 2001 e outro fórum sobre os Povos Indígenas em Paris, em 2004.

Integra o Comitê Consultivo do Projeto Mulher: 500 anos atrás dos panos, que culminou no Dicionário Mulheres do Brasil.

A sua mais recente obra é intitulada “Metade Cara, Metade Máscara” e aborda a questão indígena no Brasil. – Wikipedia)

sites:

http://www.grumin.org.br/principal.htm

http://www.elianepotiguara.org.br/home.html#.Ubd-Cj5AJZA

home

Katharina La Henges/Ras Adauto

O Filme: “A VOZ DA ÌNDIA”

documentário, longa metragem

 

Uma resposta para ““A VOZ DA ÌNDIA”

  1. Marco Oliveira

    junho 12, 2013 at 10:30 am

    A Fé Bahá’í é uma religião monoteísta (com os seus próprios ensinamentos, livros sagrados, leis,e administração). Não é uma organização filosófica Iraniana, apesar de ter raízes no Irão. Hoje os Bahá’ís estão espalhados por todo o mundo, e os iranianos representam apenas 6% de todos os crentes baha’is.

     

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