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Arquivo mensal: julho 2013

Carta Pública dos Povos Indígenas do Brasil à presidenta da República Dilma Rousseff

Indios-com-Dilma

Presidenta Dilma Rousseff recebe no Palácio do Planalto lideranças indígenas e estabelece mesa de negociação permanente para debater e aperfeiçoar as políticas públicas. Reuniões começam em agosto.  Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Em reunião realizada com a presidente da República na tarde de hoje, 10, lideranças e organizações indígenas da APIB e distintos povos do Brasil reivindicam do governo, a construção de uma agenda positiva, com compromissos e metas concretas para atender as demandas dos povos indígenas.

A seguir, íntegra da carta entregue à presidente da República.

Carta Pública dos Povos Indígenas do Brasil à presidenta da República Dilma Rousseff

À

Excelentíssima Senhora

Dilma Rousseff

Presidenta da República Federativa do Brasil

Brasília-DF

Estimada Presidenta:

Nós lideranças indígenas de distintos povos e organizações indígenas das diferentes regiões do Brasil, reunidos nesta histórica ocasião com a vossa excelência no Palácio de Governo, mesmo em número reduzido, mas o suficientemente informados e profundamente conhecedores, mais do que ninguém, dos problemas, sofrimentos, necessidades e aspirações dos nossos povos e comunidades, viemos por este meio manifestar, depois de tão longa espera, as seguintes considerações e reivindicações, que esperamos sejam atendidas pelo seu governo como início da superação da dívida social do Estado brasileiro para conosco, após séculos de interminável colonização, marcados por políticas e práticas de violência, extermínio, esbulho, racismo, preconceitos e discriminações.

Estamos aqui, uma pequena mas expressiva manifestação da diversidade étnica e cultural do país, conformada por 305 povos indígenas diferentes falantes de 274 línguas distintas com uma população aproximada de 900 mil habitantes conforme dados do IBGE. E em nome desses povos que:

– Reiteramos o nosso rechaço à acusação de que somos empecilhos ao desenvolvimento do país numa total desconsideração da nossa contribuição na formação do Estado Nacional brasileiro, na preservação de um patrimônio natural e sociocultural invejável, inclusive das atuais fronteiras do Brasil, das quais os nossos ancestrais foram guardiães natos. Contrariamente aos que nos acusam de ameaçarmos a unidade e integridade territorial e a soberania do nosso país.

– Repudiamos toda a série de instrumentos político-administrativos, judiciais, jurídicos e legislativos, que buscam destruir e acabar com os nossos direitos conquistados com muita luta e sacrifícios há 25 anos, pelos caciques e lideranças que nos antecederam, durante o período da constituinte.

– Somos totalmente contrários a quaisquer tentativas de modificação nos procedimentos de demarcação das terras indígenas atualmente patrocinados por setores de seu governo, principalmente a Casa Civil e Advocacia Geral da União (AGU), visando atender a pressão e interesses dos inimigos históricos dos nossos povos, invasores dos nossos territórios, hoje expressivamente representados pelo agronegócio, a bancada ruralista, as mineradoras, madeireiras, empreiteiras, entre outros.

– Não admitiremos retrocessos na garantia dos nossos direitos, por meio de iniciativas legislativas

que poderão condenar os nossos povos a situações de indesejável miséria, etnocídio e conflitos imprevisíveis como já se verifica em todas as regiões do país, principalmente nos estados do Sul e no Estado de Mato Grosso do Sul.

– Rechaçamos a forma como o governo quer viabilizar o modelo de desenvolvimento priorizado, implantando a qualquer custo, nos nossos territórios, obras de infra-estrutura nas áreas de transporte e geração de energia, tais como, rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, usinas hidroelétricas, linhas de transmissão, desrespeitando a nossa visão de mundo, a nossa forma peculiar de nos relacionar com a Mãe Natureza, os nossos direitos originários e fundamentais, assegurados pela Carta Magna, a Convenção 169 e a Declaração da ONU.

Reivindicações

Diante deste manifesto, expressamos as seguintes reivindicações:

1. A incidência do governo junto a sua base para o arquivamento das Propostas de Emendas à Constituição (PEC) 038 e 215 que pretendem transferir para o Senado e Congresso Nacional respectivamente a competência de demarcar as terras indígenas, usurpando uma prerrogativa constitucional do Poder Executivo.

2. Reivindicamos o mesmo procedimento para a PEC 237/13 que visa legalizar o arrendamento das nossas terras, do PL 1610/96 de Mineração em Terras Indígenas, do PL 227/12 que modifica a demarcação de terras indígenas, entre outras tantas iniciativas que pretendem reverter os nossos direitos constitucionais.

3. O Governo deve fortalecer e dar todas as condições necessárias para que a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) cumpra devidamente o seu papel na Demarcação, proteção e vigilância de todas as terras indígenas, cujo passivo ainda é imenso em todas as regiões do país, mesmo na Amazônia onde supostamente o problema já teria sido resolvido. Não admitimos que a FUNAI seja desqualificada nem que a Embrapa, Ministério da Agricultura e outros órgãos, desconhecedores da questão indígena, venham a avaliar e supostamente contribuir nos estudos antropológicos realizados pelo órgão, só para atender interesses políticos e econômicos, como fizera o último governo militar ao instituir o famigerado “grupão” do MIRAD, para “disciplinar” a FUNAI e “avaliar” as demandas indígenas.

4. Para a demarcação de terras indígenas propomos a criação de um Grupo de Trabalho, com participação dos povos e organizações indígenas no âmbito do Ministério da Justiça e da Funai para fazer um mapeamento, definição de prioridades e metas concretas de demarcação.

5. Não aceitamos a proposta de criação de uma Secretaria que reúna a FUNAI com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), prejudicando o papel diferenciado de cada órgão.

6. Exigimos a revogação de todas as Portarias e Decretos que ameaçam os nossos direitos originários e a integridade dos nossos territórios, a vida e cultura dos nossos povos e comunidades:

6.1. Portaria 303, de 17 de julho de 2012, iniciativa do poder Executivo, por meio da Advocacia Geral da União (AGU) que estende equivocadamente a aplicação para todas as terras a aplicabilidade das condicionantes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do caso Raposa Serra do Sol (Petição 3.388/RR), que ainda não transitou em julgado.

6.2. Portaria 2498, de 31 de outubro de 2011, que determina a intimação dos entes federados para que participem dos procedimentos de identificação e delimitação de terras indígenas, sendo que o Decreto 1.775/96 já estabelece o direito do contraditório.

6.3. Portaria Interministerial 419 de 28 de outubro de 2011, que restringe o prazo para que órgãos e entidades da administração pública agilizem os licenciamentos ambientais de empreendimentos de infra-estrutura que atingem terras indígenas.

6.4. Decreto nº 7.957, de 13 de março de 2013. Cria o Gabinete Permanente de Gestão Integrada para a Proteção do Meio Ambiente, regulamenta a atuação das Forças Armadas na proteção ambiental e altera o Decreto nº 5.289, de 29 de novembro de 2004. Com esse decreto, “de caráter preventivo ou repressivo”, foi criada a Companhia de Operações Ambientais da Força Nacional de Segurança Pública, tendo como uma de suas atribuições “prestar auxílio à realização de levantamentos e laudos técnicos sobre impactos ambientais negativos”. Na prática isso significa a criação de instrumento estatal para repressão militarizada de toda e qualquer ação de povos indígenas, comunidades, organizações e movimentos sociais que decidam se posicionar contra empreendimentos que impactem seus territórios.

7. Reivindicamos também do Governo Brasileiro políticas públicas especificas, efetivas e de qualidade, dignas dos nossos povos que desde tempos imemoriais exercem papel estratégico na proteção da Mãe Natureza, na contenção do desmatamento, na preservação das florestas e da biodiversidade, e outras tantas riquezas que abrigam os territórios indígenas.

– Na saúde, efetivação da Secretaria Especial de Saúde Indígena e os Distritos Sanitários Especiais Indígenas, para a superação dos distintos problemas de gestão, falta de profissionais, de concurso específico para indígenas, plano de cargos e salários, de assistência básica nas aldeias, entre outros.

– Na Educação, que a legislação que garante a educação específica e diferenciada seja respeitada e implementada, com recursos suficientes para tal e que seja aplicada imediatamente da Lei 11.645, que trata da obrigatoriedade do ensino da diversidade nas escolas.

– Na área da sustentabilidade, instalação do Comitê Gestor da PNGATI e de outros programas específico para os nossos povos, com orçamento próprio.

– Para a normatização, articulação, fiscalização e implementação de outras políticas que nos afetam, criação imediata do Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI), cujo Projeto de Lei (3571/08) não foi até hoje aprovado na Câmara dos Deputados.

8. Reivindicamos ainda do Governo, o cumprimento dos acordos e compromissos assumidos no âmbito da Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI), relacionados com a tramitação e aprovação do Estatuto dos Povos Indígenas no Congresso Nacional.

9. Considerando que esta reunião com a Vossa Excelência acontece no contexto de muitos outros protestos pelo país inteiro, manifestamos a nossa solidariedade a outras lutas e causas sociais e populares que almejam como nós um país diferente, plural e realmente justo e democrático. Pela também regularização e proteção das terras quilombolas, territórios pesqueiros e de outras comunidades tradicionais, e pela não urgência do PL do novo marco regulatório da mineração, para assegurar a participação da sociedade civil na discussão deste tema tão estratégico e delicado para a nação brasileira.

10. Reafirmamos por tudo isso, a nossa determinação de fortalecer as nossas lutas, continuarmos vigilantes e dispostos a partir para o enfrentamento político, arriscando inclusive as nossas vidas, mas também reiteramos a nossa disposição para o diálogo aberto, franco e sincero, em defesa dos nossos territórios e da Mãe Natureza e pelo bem das nossas atuais e futuras gerações, em torno de um Plano de Governo para os povos indígenas, com prioridades s e metas concretas consensuadas conosco.

11. Chamamos, por fim, aos nossos parentes, lideranças, povos e organizações, e aliados de todas as partes, para que juntos evitemos que a extinção programada dos nossos povos aconteça.

Brasília-DF, 10 de julho de 2013.

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APIB – ARTICULAÇÃO DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL

 

Xingú, da Amazônia, uma mensagem do povo Kayapó, ao governo brasileiro e os povos do mundo inteiro

 Xingú, da Amazônia, uma mensagem do povo Kayapó, ao governo brasileiro e os povos do mundo inteiro

Do Xingú, da Amazônia, uma mensagem do povo Kayapó, ao governo brasileiro e os povos do mundo inteiro

O Cacique Raoni, assinando o manifesto do povo Kayapó.© Andre Vilela d’Elia

MANIFESTO DO POVO KAYAPÓ – Aldeia Kokraimoro, 05 de junho de 2013.

Nós, 400 caciques e lideranças Mebengôkre/Kayapó de todas as aldeias das Terras IndígenasKayapó, Menkragnoti, Badjonkôre, Baú, Capoto/Jarinã, Xicrin do Catete, Panará e LasCasas, localizadas nos estados do Pará e Mato Grosso, com apoio dos caciques do povoTapayuna e Juruna, também do estado Mato Grosso, juntos estivemos reunidos na AldeiaKokraimoro-PA, margem direita do rio Xingu, entre os dias 03 a 05 de junho de 2013.

Comunicamos ao governo brasileiro e a sociedade que repudiamos os planos do GovernoFederal e do Congresso para diminuir os nossos direitos tradicionais e direitos sobre nossasterras e seus recursos naturais.

A PEC 215 que transfere do poder executivo ao Congresso Nacional a aprovação dedemarcação e ratificação das Terras Indígenas já homologadas é uma afronta aos nossosdireitos. Dizem que as referidas demarcações seriam participativas e democráticas, massabemos que esta proposta é uma estratégia clara da bancada ruralista para não demarcar asTerras Indígenas e diminuir os tamanhos das nossas terras já demarcadas e homologadas.

A PORTARIA 303 expedida pela Advocacia Geral da União viola os nossos direitos sobreos territórios tradicionais que ocupamos e seus recursos naturais. Também infringe os nossosdireitos de consulta livre, prévia, informada e participativa, quando o governo quer implantarempreendimentos que impactam direta e indiretamente nosso povo, nossa cultura e nossoterritório. Lembramos que este direito é garantido também pela Convenção 169 daOrganização Internacional do Trabalho, ratificada pelo governo brasileiro. O Projeto de Lei 1610/96 que está em tramitação no Congresso Nacional tem como propostaa autorização para entrada de empresas mineradoras em nossas terras sem respeitar nossasopiniões e decisões. Não vamos aceitar mineração em nossas Terras.

O Governo e o Congresso precisam respeitar os artigos 231 e 232 da Constituição, quegarantem nossos direitos. Exigimos a anulação de todas as portarias, decretos, PL’s e PEC’sque ameaçam e prejudicam os povos indígenas. Nós queremos que a Constituição Federal,que ajudamos a construir, permaneça como está escrita desde 1988. Está escrito que ousufruto exclusivo das riquezas naturais do solo, do rio, da floresta dentro das TerrasIndígenas é dos indígenas e não dos brancos.

Não aceitamos arrendamento de nossas terras pro branco encher de gado e de soja, comoquer a PEC 237/13 que autoriza arrendamento de pasto em Terra Indígena para fazendeiro eempresas de agronegócio.

Não aceitamos que as forças armadas invadam nosso território sem a nossa autorização,como prevê o Decreto nº 7.957/2013. O que aconteceu com nosso parente Munduruku,assassinado pelo Estado brasileiro, é uma vergonha inaceitável que não pode se repetir nuncamais.

Nós queremos uma FUNAI fortalecida, que trabalhe do lado dos Povos Indígenas e não paraos interesses do Governo, grupos políticos, das grandes empresas e dos ruralistas.

Nós Mebengôkre, caciques, lideranças, guerreiros e todas as nossas comunidades, desde oinicio não aceitamos a construção de Belo Monte, nem de nenhum outro barramento noXingu, pois enfraquece nosso povo. Podem ter certeza que não vamos parar de lutar.

O Brasil tem uma dívida histórica conosco, povos indígenas, que nunca será paga. Nãoestamos cobrando isso, apenas queremos que nossos direitos escritos Constituição Federal de1988 sejam respeitados. Nós somos os primeiros donos dessa terra que se chama Brasil,portanto continuaremos defendendo nossa terra, nossos povos e nossos direitos.

O Governo precisa se preocupar com a pobreza no Brasil, fazer leis para melhorar a saúde, acabar com a violência, a corrupção, com o trafico de drogas e tudo de ruim que esta prejudicando a sociedade brasileira, e deixem os indígenas viverem em paz em suas terras!

Não reconhecemos como nossos representantes a Presidenta da Republica Dilma Rouseff eos deputados e senadores que estão no congresso, e nem os que ocupam as comissões e subcomissõesestratégicas, decidindo sobre os nossos direitos, como a subcomissão dedemarcações de Terras Indígenas. A demarcação de Terras Indígenas tem de continuar comoatribuição do poder Executivo.

Não estamos somente preocupamos com nós e nossas terras, mas também com os nossosparentes que ainda estão isolados. Não aceitaremos que estes sejam contatados.

Se não temos representantes no Congresso, vamos mobilizar nossos parentes Kayapó eoutros parentes de luta para mostrar para a sociedade nossa mensagem: não vamos aceitar adiminuição dos nossos direitos e nossas terras e vamos lutar da nossa maneira, parandoestradas, ocupando canteiros de obras, acionado o Ministério Público e o SupremoTribunal Federal, articulando com o movimento indígena e a sociedade civil.

Nome Aldeia
Ropni Metuktire Metuktire
Barabat Kayapó Kokraimôr
Akjaboro Kayapó Moxkarakô
Mekaronti Txukarramãe Metuktire
Tuíre Kayapó  Kapran Krére
Yabuti Metuktire Metuktire
Nhongore Kayapó Kubenkokre
Ytumti Kayapó Kubenkokre
Nhaket Kayapó Kubenkokre
Paiakan Kayapó Krenhedjá
Puiú Txukarramãe Kremoro
Kubeí Kayapó Gorotire
Panhtyk Kayapó Kubenkrankei
Rotká Kayapó Kubenkrankei
Pykatire Kayapó Kendjam
Djyti Kayapó Kendjam
Krwyt Kayapó A`Ukre
Kaket Kayapó A´Ukre
Karapere Kayapó Pykararankre
Kaxoká Kayapó Pykararankre
Romi Kayapó Kikretum
Ireô Kayapó Irãrãndjare
Akijaboro Kayapó Kawatire
Takakpê Kayapó Rikaró
Moipá Kayapó Moikarakô
Jatire Kayapó Moikarakô
Kôkti Kayapó Tepdjaiti
Mokrã Kayapó Apexti
Tabô Kayapó Las Casas
Takakroti Kayapó Las Casas
Bekrê Kayapó Pykany
Ropkrã Kayapó Pykany
Panhti Kayapó Pykany
Takaknhgri Kayapó Ngomenhti
Ngôtyk Kayapó Kriny
Porekrô Kayapó Kriny
Tomeikwá Kayapó Pyngraitire
Bebaiti Kayapó Kranhkrô
Tepói Kayapó Kokokuedjã
Mrô-Ô Kayapó Turedjan
Kupatô Kayapó Turedjan
Ireô Kayapó Baú
Kokodjyryti Kayapó Kawatum
Kadjy-Re Kayapó Krimexti
Beptok Metuktire Metuktire
Pawaiti Metuktire Piaraçu
Mankaiwa Menkragnoti Kakamkuben
Mikim Kayapó Piôkrotikô
Makei-Í Mekragnoti Kororoti
Bepkraô Metuktire Bytire
Kue-Y Kayapó Kamaú
Takakdjamti Mekragnoti Môpkrôre
Paulo Juruna Kapotninhore
Pidjôbára Mekragnotire Omeikrankum
Bemaiti Kayapó Pykatô
Amioti Kayapó Ladeira
Bâkae Metuktire Kromare
Tomeikwá Kayapó Pyngraitire
Tarepa Juruna Pakaya
Djomy Kayapó Kawatire
Bepnhoti Kayapó Assoc. Floresta Protegida
Beptori Kayapó Assoc. Floresta Protegida
Oro Muturua Assoc. Floresta Protegida
Kokoró Mekrangnoti Instituto Kabu
Anhiê Kayapó Instituto Kabu
Dotô Takak-Íre Instituto Kabu
Bepró Metuktire Instituto Raoni
Patxon Metuktire Instituto Raoni
Katamti Kayapó Tepdjaiti
Bepnhimôr Kayapó Ngomenhti
Mytkatur Kayapó Kedjerekrã
Tonkrã Kayapó Kriny
Yakauwa Juruna Pakaya
Yamaiku Juruna Pakaya
Kumanu Juruna Pakaya
Koptere Kayapó Baú
Mydjer Mekrangnotire Baú
Beptopup Mekrangnotire Kawatum
Bepoió Kayapó Krimexti
Imár Kayapó Kubenkokre
Kokokranryti Metuktire Metuktire
Kiabieti Metuktire Piaraçu
Patkare Metuktire Piaraçu
Manteio Metuktire Piaraçu
Matmare Metuktire Piaraçu
Bekrô Metuktire Kremoro
Ngutô Metuktire Piaraçu
Norotire Mekrangnotire Kakamkuben
Kwyryti Mekrangnotire Kakamkuben
Mronhore Kayapó Kubenkrankei
Kaikware Kayapó Moikarakô
Dukre Kayapó Moikarakô
Bekwyaitu Kayapó Moikarakô
Bepdja Kayapó Moikarakô
Bepunu Kayapó Moikarakô
Pawire Kayapó Moikarakô
Kabakran Kayapó A´Ukre
Bengoti Kayapó A´Ukre
Pijaum Kayapó Kikretum
Kongri Kayapó Kikretum
Pátdjati Kayapó Ladeira
Takaktô Kayapó Kapran Krere
Kangôxu Kayapó Kapran Krere
Bepngri Kayapó Momokre
Maini Kayapó Piôkrotikô
Betikré Kayapó Piôkrotikô
Tekretá Kayapó Turedjan
Kukonhnokatok Kayapó Turedjan
Nhikanh Kayapó Moidjam
Beti Mekrangnotire Kakamkubem
Bepkototi Mekrangnotire Kororoti
Nókaeire Kayapó Kakamkuben
Totokwoi Metuktire Jatobá
Bengrai Tapayuna Tapayuna Kameretikô
Kroti Tapayuna Tapayuna Kameretikô
Kapote Mekragnoti Omeikrankum
TakakaraMetuktire Kretire
Bekrê Kayapó Pykany
Ropkrã Kayapó Pykany
Panhti Kayapó Pykany
Okryt Kayapó Pykany
Krwapreti Kayapó Pykany
Kokobá Kayapó Pykany
Djore Kayapó Pykany
Ykaroro Mekrangnotire Kubenkokre
Betoti Mekrangnotire Kubenkokre
Kokoxaiti Mekrangnotire Kubenkokre
Bepiêt Mekrangnotire Kubenkokre
Oirop Mekrangnotire Kubenkokre
Bep Proti Mekrangnotire Kubenkokre
Takaktô Mekragnoti Kubenkokre
Nomá Mekrangnotire Kubenkokre
Nhere Mekrangnotire Kubenkokre
Kuat Mekrangnotire Kubenkokre
Y Íre Mekrangnotire Kubenkokre
Ire-Ô Kayapó Kubenkokre
Motere Kayapó Kamaú
Takakpê Kayapó Pyngraitire
Bebyry Kayapó Apexti
Djokrô Kayapó Kendjam
Ynhire Kayapó Kendjam
Kadjatnhoro Kayapó Pykararankre
Kangri Kayapó Pykararankre
Omre Kayapó Rikaró
Baykajyr Kayapó Kremaiti
Totnhô Kayapó Kremaiti
Yode Kayapó Gorotire
Akroêtyk Kayapó Ladeira
Kudjek Kayapó Ladeira
Patom Kayapó Ngomenhti
Bepkrwa Atydjare Kayapó Ngomenhti
Ireká Kayapó Kokraimôr
Kokopiêti Kayapó Kokraimôr
Kokokinhti Kayapó Kokraimôr
Bepnhoti Kayapó Kokraimôr
Panhtokti Kayapó Kokraimôr
Panhmy Kayapó Kokraimôr
Mrynati Kayapó Kokraimôr
Bekwynhmró Kayapó Kokraimôr
Ngrenh-Ê Kayapó Kokraimôr
Bekwynhkrã Kayapó Kokraimôr
Takakngri Kayapó Kokraimôr
Pytykre Kayapó Kokraimôr
Panhpunu Kayapó Kokraimôr
Irenó Kayapó Kokraimôr
Bekanhê Kayapó Kokraimôr
Bepkum Kayapó Kokraimôr
Bep Pydji Kayapó Kokraimõr
Beptonh Kayapó Kokraimôr
Kranhtum Kayapó Kokraimôr
Tatajêre Kayapó Kokraimõr
Moipá Kayapó Kokraimôr
Pidjôy Kayapó Kokraimôr
Bepryti Kayapó Kokraimôr
Beptytire Kayapó Kokraimôr
Takakti Kayapó Kokraimôr
Irenhê Kayapó Kokraimôr
Takak-Ê Kayapó Kokraimôr
Mróre Kayapò Kokraimôr
Piykôre Kayapó Kokraimôr
Takakmakoro Kayapó  Kokraimór
Nheti Kayapó Kokraimôr
Bariý Kayapó Kokraimôr
Ropni Kayapó Kokraimôr
Bekwynhkajkepti Kayapó Kokraimôr
Tyryry Kayapó Kokraimôr
Kokongri Kayapó Kokraimôr
Wany Kayapó Kokraimôr
Panhtekre Kayapò Kokraimôr
Ngrenhma Kayapó Kokraimôr
Nhakangare Kayapó Kokraimôr
Iredjam Kayapó Kokraimôr
Irekrim Kayapó Kokraimôr
Nhakjaumti Kayapó Kokraimôr
Ireky Kayapó Kokraimôr
Kaêre Kayapó Kokraimôr
Ireô Kayapó Kokraimôr
Bekwynhdjam Kayapó Kokraimôr
Takaknap Kayapó Kokraimôr
Rwytkare Kayapó Kokraimôr
Irekabô Kayapó Kokraimôr
Kaprõt Kayapó Kokraimôr
Akaxkrã Kayapó Kokraimôr
Bebô Kayapó Kokraimôr
Mokrã Kayapó Kokraimôr
Bepkarõ Kayapó Kokraimôr
Pereti Kayapó Kokraimôr
Irepá Kayapó Kokraimôr
Tuíre Kayapó Kokraimôr
Kokonap Kayapó Kokraimôr
Kokoryti Kayapó Kokraimôr
Ôro Kayapó Kokraimôr
Bekwynhkamrô Kayapó Kokraimôr
Menhmyre Kayapó Kokraimôr
Djokrô Kayapó Kokraimôr
Mrynhô Kayapó Kokraimôr
Bepkadjônht Kayapó Kokraimôr
Bepmajti Kayapó Kokraimôr
Betire Kayapó Kokraimôr
Kenti Kayapó Kokraimôr
Tom-Ere Kayapó Kokraimôr
Beprere Kayapó Kokraimôr
Krwakukre Kayapó Kokraimôr
Ngrenhkadjar Kayapó Kokraimôr
Bati Kayapó Kokraimôr
Bepkrajpó Kayapó Kokraimôr
Bebim Kayapó Kokraimôr
Takakdjam Kayapó Kokraimôr
Kapôte Kayapó Kokraimôr
Bepkarõ Kayapó Kokraimôr
Beptok Kayapó Kokraimôr
Bebati Kayapó Kokraimôr
Kopre Kayapó Kokraimôr
Bepnhironhti Kayapó Kokraimôr
Ngõbãm Kayapó Kokraimôr
Pyté Kayapó Kokraimôr
Bepkra Wai Gavião Kokraimôr
Bepôre Kayapó Kokraimôr
Kokokumen Kayapó Kokraimôr
Bekwynhpoi Kayapó Kokraimôr
Nhgrenhê Kayapó Kokraimôr
Nhaktum Kayapó Kokraimôr
Nhgrenhrax Kayapó Kokraimôr
Totore Kayapó Kokraimôr
Irekakô Kayapó Kokraimôr
Kokotô Kayapó Kokraimôr
Koko-Í Kayapó Kokraimôr
Irekratô Kayapó Kokraimôr
Kangodjy Kayapó Kokraimôr
Krwynhê Kayapó Kokraimôr
Ireôti Kayapó Kokraimôr
Bõni Kayapó Kokraimôr
Katemare Kayapó Kokraimôr
Angádjá Kayapó Kokraimôr
Nhgrenhpykô Kayapó Kokraimôr
Bekwynhok Kayapó Kokraimôr
Irey Kayapó Kokraimôr
Kokokamrôti Kayapó Kokraimôr
Nhgrenhkapyre Kayapó Kokraimôr
Kaibeti Kayapó Kokraimôr
Nhgrenhbox Kayapó Kokraimôr
Irenõro Kayapó Kokraimôr
Ireôti Kayapó Kokraimôr
Nhak-Í Kayapó Kokraimôr
Bekwynhmoroti Kayapó Kokraimôr
Mopká Kayapó Kokraimôr
Kokotum Kayapó Kokraimôr
Bekwynhkrikrit Kayapó Kokraimôr
Tekaiyr Kayapó Kokraimôr
Bepdja Kayapó Kokraimôr
Matmare Kayapó Kokraimôr
Nhakti Kayapó Kokraimôr
Krwanore Xikrim Kokraimôr
Nhakin Kayapó Kokraimôr
Nhakmy Kayapó Kokraimôr
Nhgrenhwaryti Kayapó Kokraimôr

Date : 13/06/2013

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fonte: CIMI

 
 
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