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ODARA BERLIN: Um jornal sob a ótica afrobrasileira em Berlin.

20 mar
Odara Imprensa
Amanha, dia 21 de marco de 2014, Dia Internacional contra a Discriminação Racial, sai em Berlin o “n.0 especial” do Jornal “Odara Berlin”.

O Pasquim terá como matéria de estréia o artigo “A Limpeza Étnica da Ditadura Millitar Brasileira”. Falando sobre o extermínio e desaparecimento de jovens negros durante a ditadura pelos esquadroes da morte, cavalos corredores e maos brancas da época. No momento em que relembram os 50 anos dos anos de Chumbo no Brasil.

“A Limpeza Étnica da Ditadura Millitar Brasileira”

Os três jovens negros correm desesperados pela rua semi iluminada de uma comunidade pobre na Baixada Fluminense no Rio de Janeiro. Atrás deles um carro Sedan preto em disparada. Os jovens têm entre 15 e 16 anos de idade. Entram por um beco mais escuro e tentam se enfiar em algum buraco. Do Sedan preto saltam quatro homens fortemente armados e conseguem encurralar os jovens em um terreno baldio. Os homens se aproximam e mandam os jovens ficarem de joelhos e disparam muitos tiros nos rapazes. Um dos homens se aproxima dos três corpos caídos, quase um em cima do outro. O homem dá ainda alguns tiros em cada um e joga sobre eles um cartaz em cartolina com uma caveira e o desenho de uma MAO BRANCA.

Na manha seguinte as bancas de jornal da cidade expõem ao sol a foto dos três corpos negros com um cartaz por cima. O texto diz na chamada: “3 Presuntos deixados na Baixada Fluminense pelo Mão Branca.” No subtexto: “Mão Branca esteve aqui!”

mao branca

A cena acima poderia ser uma seqüência de algum filme policial de baixo orçamento, de um cineasta estreante. Mas não. A mesma cena se repetiu milhares de vezes, podemos dizer assim, há 50 anos atrás no Brasil. Época do chumbo grosso da Ditadura Militar que tomou conta do país, com a derrubada do governo constitucionalista do Presidente João da Silva Goulart.

E a Caveira e a Mão Branca do cartaz sobre os corpos assassinados dos jovens negros foram dois dos mais terríveis emblemas e marcas dessa época: O Esquadrão da Morte.” – Matéria completa no Jornal ODARA BERLIN

Em alemao:

Die “ethnische Säuberung” der Militärdiktatur

Drei schwarze Jungendliche rennen in großer Verzweiflung die schlecht beleuchtete Straße eines ärmlichen Stadtteils in der Baixada Fluminense (RJ) entlang. Hinter ihnen brettert ein schwarzer Sedan in hoher Geschwindigkeit. Die Jugendlichen sind ca. 15 oder 16 Jahre alt. Sie biegen in eine dunkle Gasse ab und suchen nach einem Versteck. Vier schwer bewaffnete Männer springen aus dem Sedan und treiben die Jugendlichen auf einem leeren Platz zusammen. Die Männer treten nah an die Jugendlichen heran, zwingen sie sich hinzuknien und feuern zahlreiche Schüsse auf sie ab. Einer der Männer nähert sich den Toten. Nun liegt einer über dem anderen. Der Mann schießt noch ein paar Kugeln ab, dann wirft er ein Plakat über sie, auf dem ein Totenkopf und eine WEIßE HAND zu sehen sind.

Am nächsten Tag glänzt das Foto von drei durch ein Plakat verdeckten Toten in der Sonne an den Zeitungskiosken der Stadt. In der Schlagzeile steht zu lesen: „3 Schinken in der Baixada Fluminense abgelegt von der weißen Hand.“ Im Untertitel steht: “Die weiße Hand war hier!”

Die beschriebene Szene könnte eine Sequenz eines low-budget Krimis von einem Regiedebütanten sein. Doch nein! Es gab eine Zeit da wurde diese Szene sozusagen tausende Male “nochmal“ gedreht. Dies ist nun 50 Jahre her. Man erinnert sich daran als die Zeit der “dicken Kugeln“. Die Zeit der Militärdiktatur, die nach dem Sturz der Regierung von João da Silva Goulart das Land unterjochte. – in Odara Berlin Zeitung

Responsáveis pelo Jornal: Sandra Bello e Ras Adauto.

Negra Panther.

 

2 Respostas para “ODARA BERLIN: Um jornal sob a ótica afrobrasileira em Berlin.

  1. Instituto Cidade do trabalho

    março 20, 2014 at 8:53 pm

    Acabo de conhecer o PPABerlin News (Pindorama Press Agentur Berlin) e fiquei muito feliz em perceber sua linha editorial afinada com a temática afro-brasileira, seus conflitos, desafios e sua história. Parabéns! Já está nos meus favoritos. Orlando Valle, produtor cultural, Salvador, Bahia.

     
    • ppab

      março 21, 2014 at 10:34 am

      Valeu, Orlando. A gente vai fazendo a nossa parte na Luta, né nao?
      Estamos aí juntos!!! Ras Adauto.

       

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