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Sessão Cinema: Thomas Sankara, o “Che Africano”

21 nov

“Em Bukina Faso surgiu um guerreiro/todo pleno/pelo seu Povo. E declarou guerra à Franca colonial de Mitterrand. Seu nome está gravado no Pantheon dos Heróis e Heroínas da Luta de Libertacao da África. Thomas Sankara, O Che Africano. – Negra Panther.

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Quem foi Thomas Sankara?

“Poucas pessoas da esquerda conhecem Thomas Sankara. Ele, que é considerado o Che Africano por suas semelhanças com o guerrilheiro argentino (desde a boina até o fato de falar francês e a amizade com Fidel) comandou um pequeno país africano por menos de uma década, mas fez ele progredir de forma extremamente rápida.

Em 1983, ele – então um capitão de 33 anos – liderou um golpe popular contra o governo do Alto Volta(antiga colônia francesa) e mudou completamente a política daquele país empobrecido.

A primeira ação foi mudar o nome do país para Burkina Faso (‘’Terra dos Homens Justos’’ na língua local) para tornar o país independente e destruir o odiado passado colonial. Não só isso, mas ainda livrou o país das dívidas e da influência do FMI e do Banco Mundial.

Suas políticas domésticas focaram em evitar a fome com uma reforma agrária com ênfase na autossuficiência, priorização da educação com uma campanha nacional de alfabetização, e promoção da saúde pública ao vacinar milhões de crianças contra doenças como meningite e febre amarela. Ainda fez uma ambiciosa campanha de construção de estradas e trilhas.

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Sankara também fez coisas maravilhosas para as mulheres. Mulheres conseguiram cargos em seu governo, que proibiu a mutilação genital, a poligamia e os casamentos forçados. Fez muito mais: encorajou-as a permanecer trabalhando e estudando mesmo se grávidas. Veja o discurso de Sankara sobre as mulheres em espanhol:

http://andaluciaproletaria.blogspot.com/2010/01/la-liberacion-de-la-mujer-una-exigencia.html

Para combater os corruptos, Sankara chegou a instituir tribunais revolucionários e mesmo Comitês de Defesa da Revolução (baseando-se na Revolução Cubana, que ele admirava).

Tais atitudes enfureceram os imperialistas franceses. 4 anos depois de tomar o poder, foi deposto e assassinado em um golpe financiado por um cara pago pela frança que até hoje é presidente do país.

Uma semana antes de morrer, declarou: ‘’você pode matar um revolucionário, mas não pode matar idéias’’.”

BLOGGAK

http://blogak-47.blogspot.de/2011/07/quem-foi-thomas-sankara.html

 

fotos/divulgacaointernet

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Thomas Sankara. “…e naquele dia mataram a felicidade” (sub PT)

Um documentario de Silvestro Montanaro, produzido pela Rai 3 (emissora pública italiana) em 2013.

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26 anos atrás, um pequeno homem de pele negra desafiou os poderosos do mundo. Ele disse que a política fazia sentido somente se trabalhava para a felicidade dos povos. Ele afirmou, com o seu próprio exemplo pessoal, que a política era serviço, não poder ou enriquecimento pessoal. Ele apoiou as razoes dos ultimos, dos diferentes e das mulheres. Ele denunciou o domínio criminoso da grande finança. Desrespeitou as regras de um mundo baseado numa competitividade que sempre pune os humildes e os que trabalham. E que sempre enriquece os marionetistas desta estúpida arena. Gritou que o mundo era para as mulheres e os homens, todas as mulheres e todos os homens e que não era justo que a maioria deles só podessem olhar para a vida de poucos e tentar sobreviver. O mataram e tentaram apagar qualquer lembrança dele. Mas Sankara vive!

tradução: Ednea Sales e Carlinho Utopia com a colaboração de Ana Lidia Lopes
legendas: Carlinho Utopia

 

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