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As Telas Pretas e as Feijoadas!

25 nov

As Telas Pretas!

Manifesto por um Cinema Independente da Diáspora

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Precisamos urgentes de nossas Telas Pretas
Precisamos urgentes de nossas Câmeras Pretas
Precisamos urgentes de nossas Histórias Pretas
Precisamos urgentes de nossas Ficções Pretas
Precisamos urgentes de nossas Dramaturgias Pretas

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A Luz explode nas Telas Pretas!

Panorâmicas e Ações nas Telas Pretas e nas TVs Mundiais.

Negra Panther.

Berlin, 20 de novembro de 2014

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CULTNE – Jah Clip Enugbarijô

Ao som de Rita Marley com a música Harambe, a Enugbarijô produziu este Clipão para a galera curtir um mix de imagens de um tempo que não volta mais. Ras Adauto e Vik Birkbeck fundaram a Enúgbarijo Comunicações, que levou o nome do exú messageiro, a Boca Coletiva.

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Manifesto “DOGMA FEIJOADA”

 

Em 2000, o Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo abriga uma mostra de diretores negros. Para tanto realiza um debate em que o cineasta Jefferson De apresenta seu manifesto Dogma Feijoada que apregoava sete mandamentos ou regras para o cinema negro. São eles:

1)O filme tem que ser dirigido por um realizador negro;
2) O protagonista deve ser negro;
3) A temática do filme tem que estar relacionada com a cultura negra brasileira;
4) O filme tem que ter um cronograma exeqüível. Filmes urgentes;
5) Personagens estereotipados negros (ou não) estão proibidos;
6) O roteiro deverá privilegiar o negro comum brasileiro;
7) Super heróis ou bandidos deverão ser evitados.

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(Jefferson De)

O grupo Cinema Feijoada foi a primeira afirmação pública de diretores negros, o que é da maior importância uma vez que o modelo de produção brasileiro concentra o poder de decisão nos diretores. Assim sendo, o manifesto do grupo, vai ao âmago das questões (inclusive raciais) que evolvem a representação, que é, exatamente, o de discutir quem detém o monopólio de construir representações de si, do seu grupo social, e dos outros.

Na mesma linha, outro manifesto foi lançado em 2001 durante a 5ª edição do Festival de cinema do Recife. Atores e realizadores negros assinaram o Manifesto do Recife em que reivindicavam:

1) O fim da segregação a que são submetidos os atores, atrizes, apresentadores e jornalistas negros nas produtoras, agências de publicidade e emissoras de televisão;
2) A criação de um fundo para o incentivo de uma produção audiovisual multirracial no Brasil;
3) A ampliação do mercado de trabalho para atrizes, atores, técnicos, produtores, diretores e roteiristas afro-descendentes.
4) A criação de uma nova estética para o Brasil que valorizasse a diversidade e a pluralidade étnica, regional e religiosa da população brasileira.

O manifesto foi assinado por Antônio Pitanga, Antônio Pompêo, Joel Zito Araújo, Luiz Antônio Pillar, Maria Ceiça, Maurício Gonçalves, Milton Gonçalves, Norton Nascimento, Ruth de Souza, Thalma de Freitas e Zózimo Bulbul. No mesmo festival foi apresentado o filme A negação do Brasil (2000), dirigido por Joel Zito Araújo. O filme é em si um manifesto audiovisual sobre a necessidade de se construir representações democráticas do Brasil. (negromidiaeducacao)

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A cineasta baiana Viviane Ferreira (de amarelo)  dirigindo Débora Marçal no filme  “O Dia de Jerusa”

Viviane Ferreira

Mumbi7Cenas Pós Burkina” mostra a angustia de Mumbi, uma jovem cineasta, que após participar de um dos maiores festivais de cinema do mundo, se vê enclausurada em seu interior sem saber qual será sua próxima obra. A partir do diálogo entre seu pensamento e suas lembranças de obras marcantes do cinema brasileiro, Mumbi se liberta. – Viviane Ferreira

 

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