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O Colonialismo Alemão e o Dia Internacional dos Direitos Humanos 2014

11 dez
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Hereros foto/storian

 

Ontem,  Dia Internacional dos Direitos Humanos, realizamos o segundo ato do Projeto  Mídia “Deutschen Kolonialismus in Afrika” (Colonialismo alemão na África).

Desta vez foi com a Escola Werder, em Brandenburg. Onde cerca de 40 jovens do curso colegial participaram das três estações  e duraram o dia inteiro.

A primeira estação

– Escola Werder: Aulas e Workshops sobre a História do Colonialismo alemão e as suas consequências  na Alemanha hoje. Das 8 às 12 horas, estudantes participaram ativamente das explanações, debates, jogos ilustrados e filmes sobre a ocupação  do império prussiano na Namíbia e o Genocídio dos Hereros. A relação dos métodos nazistas de torturas, violência e extermínios no tempo da segunda guerra mundial, programados por gente como o médico eugenista Josef Menegele, métodos aperfeiçoados das técnicas utilizadas pela Alemanha na colonização na Namíbia. OTema: “Colonialismo alemão, suas consequências e as relações internas e com a África nos dias atuais. Ministrados pelxs Educadorxs e ativistas:

–  Birgt Gericke,  Berlin-Brandenburgischen Auslandsgesellschaft e.V., centro intercultural e de encontros de Estrangeiros Berlin-Brandenburg. A educadora tratou sobre o Império Colonial Prussiano de Brandenburg e as ocupações em Gana e Namíbia.

–  Lawrence Oduro-Sarpong, da organização  AfricAvenir International e.V. Sua aula abordou a ocupação colonial alemã em Gana e na Namíbia. Os massacres e as violencias de povos no sul da África e o genocídio dos Hereros. Projetou e comentou trechos de filmes documentários da história do império colonial alemão no sul da África, e a ligação entre os métodos de violência praticados contra os Hereros e a sua extensão e aperfeiçoamento  durante o período nazista.

– Os líderes do movimento de refugiados africanos em Berlin, Muhamed e Patras Bwansi, das organizações The AFRICAN REFUGEES UNION (ARU) e  Refugee Strike Berlin. Explanaram sobre a situação  e os dramas dos refugiados africanos na Alemanha nesse momento: os impasses com o governo alemão sobre direitos de Asilo de africanos no país, a violência e o racismo sofridos pela polícia, grupos de extrema direita e pela mídia racista.

Prigionieri-Herero-in-un-campo-di-concetramento

Prisioneiros Hereros. foto/storian

 

A segunda estacão 

Aconteceu em Berlin, no Afrikanisches Viertel im Wedding Berlin (Quarteirão Africano no bairro Wedding). Esse local é considerado um lugar histórico na relação da Alemanha e África. Ali estão localizadas marcos memoriais e as ruas:  Afrikanische Straße, Damarastraße, Dualastraße, Ghanastraße, Guineastraße, Kameruner Straße, Kongostraße, Lüderitzstraße, Mohasistraße, Otawistraße, Petersallee, Sambesistraße, Sansibarstraße, Senegalstraße, Swakopmunder Straße, Tangastraße, Togostraße, Transvaalstraße, Ugandastraße, Usambarastraße,  Windhuker Straße e  Nachtigalplatz ( de Gustva Nachtigal, um conhecido explorador alemão da África Ocidental e Central).

– Os educadores e veteranos ativistas africanos em Berlin  Muyaka Sururu Mboro (Tanzania) e Israel Kaunatjike (descendente de Hereros da Namíbia), da organização Berlin PostKolonial e.V.,  realizaram uma aula-palestra em tour pelas ruas e marcos históricos do quarteirão ; narraram a história do local desde o seu primeiro projeto, do final do século XIX,  sob o peso do império colonial na África, até os dias atuais. Um dos pontos abordados é a grande controvérsia com o governo alemão, senado e departamentos de marcos e memoriais da prefeitura  e as organizações africanas em Berlin:  os nomes de três ruas com personagens, que na história do colonialismo foram figuras marcantes no processo militar, policial,  comercial e exploração da África –  Gustav Nachtigal, Franz Adolf Lüderitz e Carl Peters em pontos estratégicos do “Quarteirão Africano”. A comunidade africana do bairro e as várias organizacoes políticas, sociais e culturais do movimento negro em Berlin há anos enfrentam uma  indisposta e surda burocracia para a mudança desses três nomes colonialistas por nomes africanos ligados à luta anticolonial na África.

jocina

Jocina, africana da jovem geração em Berlin foto/rasadauto

 

A terceira estacão 

Foi na Şehitlik-Moschee (Mesquita central turca)  em Berlin Neukölln.

47715

Nova geração turca em Berlin

 

Ender Cetin, líder religioso da comunidade turca islâmica proferiu uma longa palestra sobre o colonialismo alemão e as relações históricas, conflituosas e diplomáticas com a Turquia e os países de religião islâmica, a divisão do Islã sob as guerras ocidentais de ocupação e os dias atuais.  Além dos alunos e professores da Escola Werder , estiveram presentes na Mesquita assistindo o evento estudantes, educadores/as, líderes religiososda comunidade turca de Neukölln e Kreuzberg.

O terceiro ato do projeto em Brandenburg acontecerá em janeiro, quando alunxs da Escola Werden apresentarão os seus relatórios sobre o Tema, para uma discussao aberta com professores e convidados especialistas no assunto.

Iniciativa da Nijisnki Arts Internacional e.V. em associação com várias organizações políticas, socais e interculturais e instituições educacionais de Berlin/Brandenburg. Com direção  da educadora e cineasta Katharina La Henges. Conselho: professora Brita Hages  (Werden Brandenburg) e Ras Adauto (Berlin).

maji maji gedenken

Passeata em Berlin, em memória aos africanos exterminados na chamada Maji-Maji-Krieg (guerra Maji-Maji) de 1905 à 1907, regiao da Tanzania. Uma das maiores guerras colonaiis da história do continente africano. foto/Berlin PostKolonial e.V. – 2005.

Negra Panther.

Nijinski Arts Internacional e.V.

A Alemanha devolveu à Namíbia 20 caveiras de pessoas mortas na guerra colonial que conduziu contra as tribos Herero e Nama entre 1904 e 1908.

Euro News 2011

 

 

Uma resposta para “O Colonialismo Alemão e o Dia Internacional dos Direitos Humanos 2014

  1. hawaiianbless

    dezembro 12, 2014 at 12:31 am

    Republicou isso em Hawaiianbless's spacee comentado:
    Dia Internacional dos Direitos Humanos, realizamos o segundo ato do Projeto Mídia “Deutschen Kolonialismus in Afrika” (Colonialismo alemão na África).

    Desta vez foi com a Escola Werder, em Brandenburg. Onde cerca de 40 jovens do curso colegial participaram das três estações e duraram o dia inteiro.

    A primeira estação

    – Escola Werder: Aulas e Workshops sobre a História do Colonialismo alemão e as suas consequências na Alemanha hoje. Das 8 às 12 horas, estudantes participaram ativamente das explanações, debates, jogos ilustrados e filmes sobre a ocupação do império prussiano na Namíbia e o Genocídio dos Hereros. A relação dos métodos nazistas de torturas, violência e extermínios no tempo da segunda guerra mundial, programados por gente como o médico eugenista Josef Menegele, métodos aperfeiçoados das técnicas utilizadas pela Alemanha na colonização na Namíbia. OTema: “Colonialismo alemão, suas consequências e as relações internas e com a África nos dias atuais. Ministrados pelxs Educadorxs e ativistas:

    – Birgt Gericke, Berlin-Brandenburgischen Auslandsgesellschaft e.V., centro intercultural e de encontros de Estrangeiros Berlin-Brandenburg. A educadora tratou sobre o Império Colonial Prussiano de Brandenburg e as ocupações em Gana e Namíbia.

    – Lawrence Oduro-Sarpong, da organização AfricAvenir International e.V. Sua aula abordou a ocupação colonial alemã em Gana e na Namíbia. Os massacres e as violencias de povos no sul da África e o genocídio dos Hereros. Projetou e comentou trechos de filmes documentários da história do império colonial alemão no sul da África, e a ligação entre os métodos de violência praticados contra os Hereros e a sua extensão e aperfeiçoamento durante o período nazista.

    – Os líderes do movimento de refugiados africanos em Berlin, Muhamed e Patras Bwansi, das organizações The AFRICAN REFUGEES UNION (ARU) e Refugee Strike Berlin. Explanaram sobre a situação e os dramas dos refugiados africanos na Alemanha nesse momento: os impasses com o governo alemão sobre direitos de Asilo de africanos no país, a violência e o racismo sofridos pela polícia, grupos de extrema direita e pela mídia racista.

    Prigionieri-Herero-in-un-campo-di-concetramento
    Prisioneiros Hereros. foto/storian

    A segunda estacão

    Aconteceu em Berlin, no Afrikanisches Viertel im Wedding Berlin (Quarteirão Africano no bairro Wedding). Esse local é considerado um lugar histórico na relação da Alemanha e África. Ali estão localizadas marcos memoriais e as ruas: Afrikanische Straße, Damarastraße, Dualastraße, Ghanastraße, Guineastraße, Kameruner Straße, Kongostraße, Lüderitzstraße, Mohasistraße, Otawistraße, Petersallee, Sambesistraße, Sansibarstraße, Senegalstraße, Swakopmunder Straße, Tangastraße, Togostraße, Transvaalstraße, Ugandastraße, Usambarastraße, Windhuker Straße e Nachtigalplatz ( de Gustva Nachtigal, um conhecido explorador alemão da África Ocidental e Central).

    – Os educadores e veteranos ativistas africanos em Berlin Muyaka Sururu Mboro (Tanzania) e Israel Kaunatjike (descendente de Hereros da Namíbia), da organização Berlin PostKolonial e.V., realizaram uma aula-palestra em tour pelas ruas e marcos históricos do quarteirão ; narraram a história do local desde o seu primeiro projeto, do final do século XIX, sob o peso do império colonial na África, até os dias atuais. Um dos pontos abordados é a grande controvérsia com o governo alemão, senado e departamentos de marcos e memoriais da prefeitura e as organizações africanas em Berlin: os nomes de três ruas com personagens, que na história do colonialismo foram figuras marcantes no processo militar, policial, comercial e exploração da África – Gustav Nachtigal, Franz Adolf Lüderitz e Carl Peters em pontos estratégicos do “Quarteirão Africano”. A comunidade africana do bairro e as várias organizacoes políticas, sociais e culturais do movimento negro em Berlin há anos enfrentam uma indisposta e surda burocracia para a mudança desses três nomes colonialistas por nomes africanos ligados à luta anticolonial na África.

    jocina
    Jocina, africana da jovem geração em Berlin foto/rasadauto

    A terceira estacão

    Foi na Şehitlik-Moschee (Mesquita central turca) em Berlin Neukölln.

    47715
    Nova geração turca em Berlin

    Ender Cetin, líder religioso da comunidade turca islâmica proferiu uma longa palestra sobre o colonialismo alemão e as relações históricas, conflituosas e diplomáticas com a Turquia e os países de religião islâmica, a divisão do Islã sob as guerras ocidentais de ocupação e os dias atuais. Além dos alunos e professores da Escola Werder , estiveram presentes na Mesquita assistindo o evento estudantes, educadores/as, líderes religiososda comunidade turca de Neukölln e Kreuzberg.

    O terceiro ato do projeto em Brandenburg acontecerá em janeiro, quando alunxs da Escola Werden apresentarão os seus relatórios sobre o Tema, para uma discussao aberta com professores e convidados especialistas no assunto.

    Iniciativa da Nijisnki Arts Internacional e.V. em associação com várias organizações políticas, socais e interculturais e instituições educacionais de Berlin/Brandenburg. Com direção da educadora e cineasta Katharina La Henges. Conselho: professora Brita Hages (Werden Brandenburg) e Ras Adauto (Berlin).

    maji maji gedenken
    Passeata em Berlin, em memória aos africanos exterminados na chamada Maji-Maji-Krieg (guerra Maji-Maji) de 1905 à 1907, regiao da Tanzania. Uma das maiores guerras colonaiis da história do continente africano. foto/Berlin PostKolonial e.V. – 2005.

    Negra Panther.

    Nijinski Arts Internacional e.V.

    A Alemanha devolveu à Namíbia 20 caveiras de pessoas mortas na guerra colonial que conduziu contra as tribos Herero e Nama entre 1904 e 1908.

     

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