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Existe Movimento Negro na Alemanha?

27 jan

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Amigos e conhecidos ligados principalmente ao Movimento Negro sempre me perguntam se existe MN na Alemanha e como é que atuam.

Nos últimos 5 anos estão sendo os momentos em que me aproximei efetivamente muito das acoes e projetos com organizações que poderiam ser consideradas como o MN, aqui em Berlin e Brandenburgo. Sao projetos e acoes que envolvem uma grande gama de pautas de reivindicações históricas com refugiados da África, a Historia da Alemanha com a África e as suas devidas reparações e marcos de memórias e a implementação real da contribuição africana e de seus descendentes na História Geral da Alemanha na Educação, com a importância que se é devida.

Com essa constante agora aproximação maior e intercâmbios com uma miríades de entidades e ativistas envolvidas nos projetos, pude reparar o seguinte:

– eu estou reparando bem como atuam os movimentos negros aqui na Alemanha. É um pool de entidades e ativistas que envolvem africanos de países das antigas colonias alemães, afro-deutsches e outrxs da diáspora imigrante como por exemplo a ativista brasileira Sandra Bello e o MC Angolano Diamondog. Cada uma com a sua ideologia e diferenças, mas que atua coletivamente. A essas forcas se juntam organizações anti-racistas, anti-xenofobia, anti-nazifascista, etc, de todos os tipos, gêneros e nacionalidades que vivem na Alemanha.

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Essas forcas militantes blacks não ficam nas disputas intestinas e egocêntricas entre si e nem querem carguinhos cala-bocas do governo e poleiros em partidos. Tem-se uma clareza muito grande sobre isso. Ninguém vai se dar bem ali sozinho. O governo, as instituições oficiais, o sistema, o Parlamento, a Polícia, a Escola. a Justiça e a Alemanha são as metas que são confrontadas e postas em questão constantemente em acoes coletivas sobre os direitos universais de africanos, descendentes africanos e da diáspora no país. Um exemplo dessa independência demarcada foi o que aconteceu na marcha de domingo retrasado em Berlin, em memória do jovem africano refugiado Khaled Idris, quando a central da Marcha pediu a retirada das bandeiras de partidos políticos do protesto e não permitiu que políticos partidários tomassem o microfone durante as falas da passeata. É claro que no Brasil a gente vive um outra realidade política e social. Mas o que eu vejo aqui nos Movimentos, seria muito bom e altamente produtivo se nós recuperássemos a independência de acoes coletivas do nosso MN no Brasil. Esse é o meu sonho sempre!!!

Essa é a minha impressão. Talvez outrxs tenham uma visão diferente!

Diga aí, Marcos Romão, você que faz parte dessas da história dessas forcas em Hamburg, durante muito tempo!! Como é que você vê isso?

Negra Panther.

foto/memorial: May Ayim – a figura símbolo da comunidade afro-deutsche e do MN na Alemanha, a poeta, pedagoga, feminista e ativista do movimento negro alemão. Filha de ganaense e mãe alemã.

 

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