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Arquivo mensal: janeiro 2016

Post no Facebook aumenta estresse sobre Refugiados em Berlin

asa

Christiane Beckmann (l.) e Diana Henniges da Flüchtlings-Initiative Moabt Hilf, quando falavam à imprensa (Foto: dpa)

Ontem um post de facebook causou o maior reboliço e aumentou a tensão, que já está bem elevada em Berlin. Alguém publicou um texto dizendo que um refugiado havia morrido febril e muito doente com o frio intenso em uma das instalações de abrigo e cadastramentos de refugiados nesse momento, o Lageso.

O assunto caiu como uma bomba, nao só para a direção do centro, quanto de todas as autoridades políticas e governamentais, que nesse momento estão se atritando nos parlamentos para elaborarem leis efetivas de contenção e atendimento de refugiados no país.

No meio dos refugiados a notícia estressou mais ainda, pois muitos estão no limbo, lançados amontoados nesses precários abrigos, enquanto esperam e enfrentam a pesada burocracia para se registrarem. Esse abrigo, aqui em Moabit, já alvo de grandes atenções e conflitos com violências entre os próprios refugiados. Brigas essas motivadas por questões religiosas, políticas e conflitos tradicionais entre grupos antagônicos em suas áreas de guerra, de onde fugiram.

O local foi logo ocupado por faixas de luto, velas e flores na entrada do imóvel onde aconteceu a suposta morte. Em entrevistas nos telejornais refugiados denunciaram as precárias condições em que estão jogados e mulheres falaram de crianças passando fome, etc. Um caos!

Hoje cedo, a bomba aumentou, quando foi revelado pela polícia que a mensagem no facebook era um Lüge (mentira). Que o fato nao aconteceu. Aumentando ainda mais o estresse, que já está transbordando.

Acabei de assistir a conferencia de imprensa dada pelas duas diretoras da associação, “Moabit Hilf”, responsáveis pelo grande centro de recolhimento e triagem de refugiados. Bem abaladas e bastante cansadas, as duas refutaram e criticaram veemente a ação irresponsável do lügen (mentira) e identificaram alguém associada à organização o responsável pela coisa toda, Dirk Voltz. funcionário do centro. Mas aí o estrago já estava feito.

Uma certa mídia sensacionalista, marrom e de direita, tem lançado todos os dias matérias parecidas, com propagandas abertas contra a política de asilantes do governo Merkel e amplificando as mensagens racistas e xenófobas contra refugiados e migrantes no país.

Ontem o governo lançou o segundo pacote de medidas governamentais da Alemanha para a política de asilo. Agora mais rigoroso, depois da repercussão dos ataques à mulheres no último dia do ano em Colonia e em outras cidades do país.

Está muito crítica a coisa por aqui. E o que parece esse caos e esses conflitos todos só vão continuar, misturados com os crescentes rugir e ataques da extrema direita à migrantes, qualquer um, no país.

Enquanto isso tem aumentando notícias de furtos, roubos e assaltos, inclusive com ferimentos de faca, na cidade. E estão jogando a conta indiscriminadamente, nas redes sociais e mídias, e discursos de políticos e boletins da polícia, em migrantes e refugiados.

asas

Viel zu kalt (muito frio) : Flüchtlinge warten am Berliner Lageso (Refugiados esperam no centro Lageso), onde estão recolhidos.

Dando crise no canal alemão total!!!

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Os “sequestradores” da menina nao eram refugiados

Para aumentar ainda mais a tensão que está rolando em Berlin sobre os refugiados, uma menina de 14 anos de origem teuto-russa ficou desaparecida por mais de 30 horas.

Encontrada, a menina em interrogatório na polícia alegou que foi sequestrada por 3 homens na rua e levada para um apartamento, que ela nao soube localizar, e estuprada pelo tempo em que ficou em poder dos tais sequestradores. E afirmando que os homens eram estrangeiros, nao falavam alemão e com todo jeito de “refugiados”.

Levada para o exame de corpo de delito, foi constatado que a menina teve relações sexuais. Mas aperta daqui, aperta dali, veio a tona que a menina na verdade estava com dois jovens amigos (namorados) turcos da escola. Uma história bem confusa.

Agora a polícia procura os jovens turcos para prende-los e autuá-los por abuso de infantil.

A nota se escalou, com os protestos do governo russo, através de sua representação em Berlin, exigindo a apuracão rigorosa do caso e a devida punição dos “criminosos” e que se endureça a política em relação à refugiados na Alemanha.

Piração no meio de piração!!!

negra panther,

diretamente do “Rebu-ort” (lugar do rebú)

 

 

 

Como a ditadura perseguiu militantes negros

Documento inédito mostra como a repressão monitorava integrantes do então embrionário movimento negro brasileiro

por Marsílea Gombata 
Acervo UH/ Folha Press

ditadura-cor

Abdias do Nascimento, entre outros integrantes do movimento, foram espionados.

Documento de 24 de outubro de 1979 mostra como o IV Exército, no Recife, descrevia um foco de “problemas”. “A partir de 1978 apareceu um novo ponto de interesse da subversão no País, particularmente nos estados do Rio de Janeiro e, com mais ênfase, na Bahia: a exploração do tema racismo, procurando demonstrar a sua existência e colocar o negro brasileiro como motivo de discriminação”, diz o texto de sete páginas. 

Leia matéria completa aqui:

http://www.cartacapital.com.br/revista/867/a-paranoia-nao-tem-cor-1121.html

 

Resolução determina fim dos autos de resistência em registros policiais

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  • Brasília
Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil

Uma resolução conjunta do Conselho Superior de Polícia, órgão da Polícia Federal, e do Conselho Nacional dos Chefes da Polícia Civil publicada hoje (4) no Diário Oficial da União aboliu o uso dos termos “auto de resistência” e “resistência seguida de morte” nos boletins de ocorrência e inquéritos policiais em todo o território nacional.

A medida, aprovada em 13 de outubro de 2015, mas com vigência somente a partir da publicação no DOU, promove a uniformização dos procedimentos internos das polícias judiciárias federal e civis dos estados nos casos de lesão corporal ou morte decorrentes de resistência a ações policiais.

De acordo com a norma, um inquérito policial com tramitação prioritária deverá ser aberto sempre que o uso da força por um agente de Estado resultar em lesão corporal ou morte. O processo deve ser enviado ao Ministério Público independentemente de outros procedimentos correcionais internos das polícias.

Caberá ao delegado responsável pelo caso avaliar se os agentes envolvidos “se valeram, moderadamente, dos meios necessários e disponíveis para defender-se ou para vencer a resistência”. O texto determina que, a partir de agora, todas as ocorrências do tipo sejam registradas como “lesão corporal decorrente de oposição à intervenção policial” ou “homicídio decorrente de oposição à ação policial”.

A decisão segue uma resolução aprovada pelo Conselho Nacional de Direitos Humanos em 2012, que recomendava que as mortes causadas por agentes de Estado não fossem mais camufladas por termos genéricos como “autos de resistência” ou “resistência seguida de morte”.

“Nós sabemos, inclusive, que as principais vítimas dessas mortes são jovens negros de periferia. A medida então passa a ser mais importante ainda, porque combate o racismo institucional e estrutural e se coloca como um exemplo para as instituições policiais nos Estados da Federação”, afirmou o secretário especial de Direitos Humanos do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Rogério Sottili.

O fim dos autos de resistência é uma reivindicação antiga de grupos de defesa de direitos humanos. Em janeiro de 2015, por exemplo, a organização não governamental Human Rights divulgou relatório em que apontava um aumento de 97% no número de mortes decorrentes de ações policias em São Paulo, que foram de 369, em 2013, para 728 em 2014. No Rio de Janeiro, foram 416 mortes por essas causas em 2013 e 582 em 2014, um crescimento de 40%.

Edição: Luana Lourenço
Agencia Brasil
 
 
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