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Arquivo mensal: junho 2016

O Abuso da Igreja

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foto/internet/holistika

Nos metros de Berlin tem pequenas televisões onde passam notícias sobre variados temas, curiosidades, chamadas de eventos e publicidades.

Hoje estava vindo para casa e a notícia apareceu.

“Katholische Kirche
Viele Menschenopfer Missbrauch”

(Igreja Católica: Muitxs Vítimas de Abuso)

O pequeno texto que segue com a informação da notícia falava sobre o aparecimento cada vez mais e mais de pessoas que sofreram abusos e violências sexuais em instituições católicas na Alemanha e em outros países.

Muitas das pessoas sofreram os abusos quando crianças ou adolescentes quando estavam internados em educandários, como o do escândalo que estourou uma vez no educandário dirigido pelo irmão do Papa alemão, Bento XVI.

São muitos e muitos processos que correm hoje em dia na Alemanha de vítimas ou familiares de vítimas contra instituições católicas ou contra a Igreja Católica alemã.

O negócio é muito feio, Outro dia vi uma docureportagem no Canal de Documentários “Phoenix” sobre vítimas de abuso dentro de instituições católicas alemães e muitas dessas pessoas eram muito ressabiadas e algumas voce via estavam com grandes problemas psíquicos e depressivas.

Pois é, Padre José!

Padre José foi o padre da igreja que eu frequentava na adolescência em Realengo, a Sao José Operário. Que um dia raptou e sumiu no mundo com a filha mais nova de uma das beatas da Congregação Mariana do Sagrado Coração de Jesus da Igreja. A menina tinha 14 anos. E ninguém mais achou, nem o Padre José e nem a menina, filha da Baeta. Foram engolidos por esse mundo de Deus,

negra panther

 

“O Captador de Recursos, a Chave das Leis de Incentivos Fiscais”

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“O Captador de Recursos, a Chave das Leis de Incentivos Fiscais”

Fico vendo esse debate acalorado de artistas e culturais e destratores da tal Lei Rouanet. Mas até agora nao vi ninguém falar numa figura chave e constante, verdadeira eminencia parda no processo, que era/é ainda o tal de ” O Captador de Recursos”. Ali é que está o Jabaculê da parada.

Artistas do meu porte, como artistas negros, nunca conseguiram captar nenhum recurso dessas Leis, ou se captaram foram muitos poucos e tiveram que passar pela “tendinha” do tal “captador de recursos” e pagar os pedágios para esses caras e suas “agencias de captação de recursos”. Como nao tínhamos condicoes de contratar “os vivaldinos”, tinhamos que correr nós mesmos, com o tal certificado nas maos, tentando viabilizar os nossos projetos, que no final, como somos madeira de lei, acabávamos fazendo do nosso jeito e com os recursos próprios e das irmandades que se envolviam.

A mutreta, com a lei do áudio-visual, rolava mais ou menos assim. Você apresentava um projeto de filme ou vídeo no MINC. Você recebia um certificado lhe autorizando a buscar recursos nas renúncias fiscais das empresas, ponto. Ou voce arriscava e ia sózinho vender seu peixe nos departamentos de marketing e propaganda das empresas ou então “tinha” que recorrer a um desses “Captadores de Recursos”. Muitos escritórios no Rio, por exemplo, foram montados para fazerem essas operações. E se me lembro a taxa do contrato para esses caras captarem era de 20% até mais do custo que voce tinha direito de captar. Teve caso, que eu sei, de projeto de video, que o cara pediu 60% do projeto do videasta.

Evidente que com esses rombos, muitos projetos poderiam e ficaram inacabados e o artista tinha que se virar para terminar os trabalhos e ainda apresentar um prestação de contas nos conformes do certificado.

Aí, vem a segunda parte da mutreta: para resolver esse impasse, essas agencias, as mais bem montadas tinham seu pessoal de contadores e advogados, que davam assessorias no projeto com a seguinte e simples forma. o orçamento real do projeto mais a extensão, embutido em algum ítem, dos por centos que voce deveria passar para “O Captador de Recursos”. Qier dizer, voce superfaturava o projeto para pagar o “Quero o Meu”.

Tinha uma piada que meu grupo de video fazia sobre isso: assim que sai o recurso, o cara que já estava primeiro no boca do caixa para receber o seu era o “Captador de Recursos”, depois o tal do Produtor e por último o artista, que recebia as migalhas pela sua obra.

Isso se proliferou e gerou uma riqueza muito grande para muita gente, mas até agora ninguém falou disso nessa discussão. Tanto é que os grandes artistas e seus escritórios de producao montavam um departamento de captacao de recursos para seus projetos. E também as grandes empresas sacaram o lance e passaram a terem seus escritórios de captação de recursos para seus próprios projetos culturais e artísticos, como o Banco Itaú, Fundação Roberto Marinho e vai por aí a fora. Uma vez estive em uma dessas agencias, na Praca XV, que era um escritório de advogados sobre tramites financeiros que tinha ligação entre outras com a Bolsa de Valores.

Falo isso, porque como artista negro tive que enfrentar essa grande desvantagem e essa máquina que beneficiou as elites artísticas e principalmente enriqueceu gente que nao tinha nada a ver com arte e cultura, mas eram especuladores e investidores em cima de um recurso, renuncia fiscal de empresas, que é sim recurso público.

As estatais que mais injetaram recursos nessa malha de captações de recursos para projetos artísticos e culturais na época foram a Petrobras e o Banco do Brasil, entre outras.

– É mentira, Terta?

– Mutreta!!!

negra panther.

imagem/internet: o captador de recurso, o cara da maletinha.

 
 
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