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7 de Setembro, uma Memória

07 set

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Bom dia, Mundiais,

Hoje no Brasil é o Dia da “Independência”

Ou “O Souza Marques estava ali onde eu estava”

Existiu uma época em que eu gostava do 7 de Setembro, pois era como se dizia, o Dia da Pátria.

Eu estava no Colégio Estadual Barão do Rio Branco, em Matadouro/Santa Cruz, e meu colégio participava altivamente do grande desfile colegial na avenida principal de Santa Cruz. Milhares de alunos de praticamente todas as escolas que iam de Campo Grande até Santa Cruz disputavam naquele grande dia o posto da melhor escola que apresentava a melhor performance.

Por várias vezes carreguei o tal pendão verde e dourado da “minha terra”.

O Colégio Barão do Rio Branco ganhou várias vezes ou disputava com os colégios feras da região o primeiro posto nos desfiles.

O Colégio que disputava sempre conosco a primeira posição era o Colégio Souza Marques.

Anos depois, ativista do Movimento Negro no Rio de Janeiro, soube que Souza Marques, de nome José de Souza Marques, era um grande pedagogo e educador negro que espalhou pela Zona Oeste do Rio de Janeiro todo o seu saber e sacerdócio educacional em salas de aulas e fundou inúmeras escolas e colégios, depois a Universidade Souza Marques, modelo até hoje de formação educacional na região suburbana do Rio de Janeiro.

E lá ia eu ainda menino, todo becado no meu uniforme passado e engomado pela minha mãe. com a faixa verde-amarela cruzada no peito, carregando as minhas medalhas dependuradas, luvas brancas, fazendo o cordão abre-alas da escola, carregando, com todo aquele orgulho que injetavam em nós sobre a pátria, o auri-verde pendão de minha terra. Enquanto a bandinha do colégio, que a gente chamava de Furiosa, tendo a frente um maestro aloprado, parecido ter saído de algum livro de Machado de Assis ou Lima Barreto, regendo garboso seus musiquinhos peraltas, o coro de vozes do Colégio Barão do Rio Branco tomava à Avenida Santa Cruz aos berros, uns dentro do tom, outrxs desafinadxs, marchando com orgulho, se ufanava na parte do Hino da Independência que dizia:

“Ou ficar a Pátria livre
ou morrer pelo Brasil!”

A farra era depois receber a merenda: sempre o pão com mortadela afogado na mateira e um copão de Merinda ou Guaraná gelado.

Existiu uma época em que fui um fervoroso patriota, hoje em dia o papo é outros 500.

negra panther

imagem/arquivo: Prof. José de Souza Marques, grande educador do Brasil, o meu homenageado do dia da independência.

 

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